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sexta-feira, 5 de julho de 2024

East of West - One
The Promise

 


The dream is over.

Imaginem que a História da Terra é um pouco diferente, que a sangrenta guerra civil que deu origem aos EUA não tinha sido ganha pelo norte, aliás, não tinha sido ganha por ninguém e agora temos sete nações no seu lugar, tudo ambientado num futuro estranho, com muita tecnologia, metafísica e paisagens far-west.

Imaginem também que é revelada ao mundo uma profecia. Profecia essa que adquiriu a designação de A Mensagem. Mensagem essa que profetiza nada mais nada menos que o Fim do Mundo. E para garantir que a Mensagem é cumprida existem os Escolhidos, Escolhidos estes que acreditam piamente na Mensagem a querem levar até às últimas consequências.

E quem vocês imaginam que serão os arautos deste Fim do Mundo? Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse, claro está: Morte, Fome, Guerra e Conquista.
Desde que a Mensagem se tornou completa que estes quatro seres nas suas manifestações físicas tentam levar a profecia à sua conclusão.



Mas, imaginem que um deles se apaixona…

Este é um livro de vingança por parte da Morte, uma distopia maravilhosa de Jonathan Hickman, ilustrado pelo lápis de Nick Dragotta com cores de Frank Martin e legendagem de Rus Wooten

Mal saiu a 1ª revista pela Image Comics em 2013, esta esgotou na 1ª semana. Série louvada por todos quanto a leram, premiada pela Diamond e aplaudida pela crítica especializada.
A série foi terminada em 2019, compilada em dez TPB’s e três Oversized HC’s.



O que eu posso dizer.
A leitura é alienante. Hickman vai encaixando as peças aos poucos sempre que necessário,  o ritmo acelera e cai de um modo vai deixando o leitor ansiando sempre por mais. Temos alternâncias entre passado e presente e é neste jogo que vamos descobrindo o que está por detrás das emoções que atravessam as personagens principais, e que provocam as suas acções por vezes não adivinhadas pelo leitor.
Um Hickman fantástico na escrita.
Como contraponto, por vezes perde-se em diálogos pouco verosímeis desnecessariamente. Salvo erro apontei isto mesmo no meu artigo sobre o Ultimate Spider-Man, onde esse seu pecado por vezes acontece também.


O desenho é dinâmico com uma narrativa gráfica clara e sem confusões. Dragotta tem um traço limpo e bonito que se adapta perfeitamente ao argumento. As expressões faciais são muito boas, sobretudo no caso da Morte. Não há uma única personagem descrita graficamente à toa, a sua representação, e expressão gráfica, tem sempre a ver com a personalidade de que foi imbuída por Hickman, e o lápis de Dragotta torna essa visão uma realidade.

A cor de Martin está perfeita para o ambiente criado por Hickman e Dragotta, sem grandes invenções que tornassem o bonito traço de Dragotta menos legível.
Wooten tem uma legendagem eficaz, mudando a font para um estilo mais Itálico em cenas do passado, ambientado também por uma diferença na cor de Martin que passa a ter um tom mais vintage nessas páginas. Relativamente à balonagem estes não são os meus balões preferidos de certeza, mas pronto, também não são maus. 😅

O LBD recomenda esta série, infelizmente nunca editada em Portugal.

Boas leituras

sábado, 16 de julho de 2022

Family Tree


Foi publicado em português numa edição de luxo  no final de 2021, a editora que publicou a obra foi a G.Floy.

Pelo que vi temos em mão uma edição melhor que a original da Image, isto porque essa editora norte-americana publicou a história de Jeff Lemire em três volumes mais pequenos e de capa mole.

Como referi atrás, a história é de Jeff Lemire, que tem sido um autor publicado em Portugal pela G.Floy, com excelentes títulos como Descender ou Gideon Falls; o desenho é de Phil Hester (Swamp Thing e Green Arrow) e Eric Gapstur (JLA) e as cores por Ryan Cody.

Não percebo a classificação de "Horror Comics" para este livro, li este rótulo mais que uma vez, e sinceramente está longe disso, é basicamente fantasia com bastante acção. Quando muito um Grim & Gritty

Não basta meter sangue, uns membros decepados e pessoas simplesmente a transformarem-se em árvores para ser terror, ou horror. Tem de atingir a psique do leitor com muita força a ideia de horror do que se quer transmitir. A ideia da transformação em árvore até poderia ter sido boa para um livro de horror/terror, mas...
Claramente isso não acontece em Family Tree....

Vou dar primeiro a minha opinião sobre a parte artística. Não é o meu género preferido, mas num grim & gritty fica sempre a matar. Não há traços a mais, não há traços a menos! Parece um desenho simples mas fiquemos pelo parecer, porque aquela arte é tudo menos simples. Super consistente do principio ao fim, as personagens claramente diferentes uma das outras e perfeitamente identificáveis em todas as vinhetas. 

As sequências gráficas estão perfeitas, a acção fácil de seguir, mas quando é necessário parar para um momento mais forte, esse momento é feito de maneira a imprimir força à imagem. A cor está perfeita para o ambiente que se pretende, tudo muito na banda das sombras, muitos castanhos, e em contraponto a restante palete de cores é suave para contrastar com a "escuridão" de muitas páginas. Um excelente trabalho gráfico.

A história deixei-a para o fim porque tenho sentimentos contraditórios em relação à sua construção e narrativa.
Por um lado gostei de ler o livro, um foco enorme no amor de mãe, sacrifícios familiares, dor emocional, defesa da família. Ou seja, emocionalmente funciona bem muito bem na minha opinião. A mãe é uma personagem muito forte, já o filho é um pouco o cliché do rebelde porque nãotenhopaieagorofumodrogasnasescolaeportomal para depois se transformar numa pessoa fiável e protectora da família. Ok, cliché mas dá para fechar os olhos. 

Agora... ok, é ficção. Ponto. Mas apesar disso tem de haver alguma coerência. Há pessoas que se transformam em árvores, mas nunca conseguiram que uma dessas pessoas árvores criasse raízes, com excepção para a protagonista do livro, a Meg? Existe uma organização que pelas idades das personagens envolvidas tem há volta de 50 anos. São os "maus". E desde essa altura que eles exterminam as pessoas-árvores. Sendo certo que se essas entidades árvores colocarem raízes transformam os Humanos em árvores através de esporos na atmosfera. Então, só existem essas entidades árvore desde o pai da antagonista maior, que era um homem-árvore também, porquê?

E os membros de essa organização armada aparecem como? Alguém no livro perguntou e eles respondem que é um "chamamento"?? Áhhh porra... muito ruim, tipo, It's a kind of magic?
Então e a mãe e o irmão, o Josh? Porque não se transformaram? E aquela que vai ser a mulher do Josh, mais o pai dela também não se transformaram em árvore porquê?

São "porquês" demais numa história, para que esta dentro do seu ambiente ficcional se mantivesse coerente! Estou mal habituado pelo Jeff lemire, é o que é :D

O final é forte nesta obra de revolta ecológica, que apesar deste meus rants gostei de ler o livro, os painéis saltam ávidos de leitura, e o leitor tem pressa de voltar a página. Isso provoca uma boa sensação ao leitor. Aconselho depois uma segunda leitura para perceberem os meus rants.

Fiquem com a sinopse:

Quando a pequena Meg começa a transformar-se numa árvore, a sua mãe solteira, o irmão problemático e o avô supostamente louco embarcam numa bizarra e comovente viagem pela américa, numa busca desesperada por uma forma de travar a transformação antes que ela perca de vez a sua humanidade.

 Entretanto, os heróis são perseguidos por seitas sinistras e mercenários mortíferos que querem usar a transformação de Meg para os seus objetivos malignos. Quando, durante a luta, se descobre que não é apenas a menina que está deformada, mas possivelmente o mundo inteiro, os laços aparentemente fortes desta família são submetidos à sua maior prova…




Boas leituras




quinta-feira, 23 de julho de 2015

Tony Chu - Detective Canibal
Volume Um: Ao Gosto do Freguês
Volume Dois: Gosto Internacional



Se houve uma BD que me tenha surpreendido muito pela positiva nos últimos tempos, foi esta: Tony Chu!
Sinceramente acho que a G.Floy está a fazer um enorme serviço à BD traduzida para português, publicando livros/séries que são uma enorme lufada de ar no nosso pequeno panorama comercial da Banda Desenhada. Como já foi referido aqui no LBD, as três séries em “exibição” da Image que a G.Floy está a publicar, são Fatale, Saga e este Tony Chu (Chew no original).

Tony Chu seria a minha última escolha entre estas três, mas sinceramente, e depois de ter lido de uma assentada os dois volumes já publicados, eu coloco perfeitamente esta série ao lado das outras! Original e com um ritmo dos demónios! Aliás, quando acabei de ler o segundo volume não me contive a dizer uma asneira… o terceiro volume só sai daqui a uns meses.

Chew iniciou a sua publicação nos EUA em Junho de 2009, tendo até ao momento 9 volumes publicados. O mentor e argumentista deste projecto é John Layman que para além deste Tony Chu na Image, já trabalhou em Gen13 e Thundercats para a Wildstorm, e Fantastic Four, Gambit, Punisher, Marvel Zombies para a Marvel (entre outos títulos).

No desenho temos Rob Guillory. Detentor de um traço “cartunesco”, muito expressivo e sobretudo muito dinâmico! Imprime muita força ao argumento com o seu desenho, conseguindo muitas vezes em quadros mais grotescos dar uma ideia de beleza onde muito dificilmente existiria.

Layman diz tudo numa dedicatória no 1º volume:
“À Kim, que certamente esperou que a minha ideia de canibais e gripe da aves fosse um flop (…)”
É… é isso mesmo! Uma ideia louca de Layman, muito original, deu os seus frutos com a editora Image a apoiar. Sim, a Image apoia a originalidade e a qualidade…
O argumento de Layman mostra-se muito sólido até agora, com uma irreverência/ humor que eu adoro, e uma narrativa exemplar. Adorei, adorei! :)

Tony Chu é um Cibopata. Um dos únicos três no mundo! Sim… e o que é um Cibopata? Ora o nosso detective Tony Chu consegue a partir do momento em que prova algo, saber tudo do passado do que provou, excepto beterrabas… apenas as beterrabas não lhe trazem impressões psíquicas. Ora isto para a polícia é sem dúvida uma mais-valia! Se Chu provar literalmente algo orgânico pertencente a alguém, consegue saber tudo o que essa pessoas fez, no caso de investigação criminal.

Depois temos a FDA, uma obscura autoridade norte-americana que controla o circuito alimentar, e os alimentos. A FDA foi formada sobretudo para impedir a venda e consumo de carne de galináceos depois de um alegado surto de gripe das aves que matou milhões no mundo inteiro.

E é com estas premissas que Layman consegue “desenhar” um argumento improvavelmente bom! Temos o consumo de galináceos, o tráfico, a intriga, o amor, frutos estranhos e muito humor. Muitas vezes humor negro, mas também o humor básico e o humor inteligente estão completamente presentes nestes dois livros publicados pela G.Floy. Parabéns por esta publicação em português.

O Leituras de BD, sem dúvidas absolutamente nenhumas, recomenda estes dois livros:
Tony Chu - Detective Canibal : Ao Gosto do freguês
Tony Chu - Detective Canibal: Sabor Internacional


Boas leituras



Hardcover
Criado por John Layman e Rob Guillory
Editado em 2014 (Vol.1) e 2015 (Vol.2) pela G.Floy






domingo, 28 de junho de 2015

Cantinho do Artista: Marc Silvestri



Voltamos ao Cantinho do Artista, para recordar um pouco o trabalho de Marc Silvestri, que conheceu a fama a desenhar os mutantes da Marvel, antes de fazer parte da fundação da Image Comics e ser a principal figura da Top Cow.

Marc Silvestri nasceu a 29 de Março na Flórida, conhecendo o mundo da banda desenhada através do seu primo que era fã e coleccionador. Ganhando gosto pelo desenho, começou a sua carreira na DC Comics e na First Comics, antes de ingressar na Marvel no final dos anos 80.

Começou a ficar conhecido quando desenhou os X-Men, tendo passado também dois anos como responsável pela arte da revista do Wolverine. Em 1992 fez parte dos sete artistas que revolucionaram o mercado dos comics criando uma editora para rivalizar com as grandes duas.a Image Comics, que tinha diversos selos associados a ela, sendo o de Silvestri a Top Cow.




Cyberforce, Codiname Strike Force, Darkness, e Witchblade tornaram-se alguns dos títulos mais bem sucedidos da companhia, todos com a colaboração de Silvestri de uma forma ou de outra.

Voltou a desenhar os X-Men em 2004 e 2007, sempre com muito boa aceitação por parte dos fãs que foram sempre muito fiéis ao seu trabalho. Conhecido por criar poses sugestivas e de um traço muito particular, Silvestri hoje em dia trata apenas de assuntos relacionados com a Top Cow, deixando a arte em segundo plano.

Para ver as imagens noutro tamanho, clicar nelas.












quinta-feira, 21 de maio de 2015

Saga Vol.1 & Vol.2


É um prazer enorme descobrir que ainda há espaço para a imaginação.
Espaço para a aventura mergulhada no fantástico da ficção cósmica, em formato BD bem escrito!

Os leitores portugueses saíram de uma crise de confiança relativamente às editoras com todas as colecções que têm saído por parte da Levoir (sobretudo esta) e ASA para as bancas. A G.Floy decidiu seguir o caminho das bancas também (e em livros de capa dura) para uma distribuição mais alargada dos seus produtos. Embora não sejam colecções semanais, não fazia sentido neste caso, esta editora está apresentar séries de grande qualidade. Saga é uma delas e a G.Floy não está a falhar com o planeamento prometido. O 3º volume está já previsto para Outubro deste ano!

Brian K. Vaughan já é bem conhecido neste blogue com Y: The Last Man e Fábula de Bagdade. Um excelente contador de histórias, fora dos comics de super-heróis, que apresenta aqui um universo forte, bem estabelecido, divertido e com motivos quanto baste para que qualquer leitor fique agarrado pela história. Personagens femininas bem fortes e presentes fizeram com que o público feminino aderisse em massa a esta Saga.

A desenhadora Fiona Staples conhecida anteriormente por  DV8: Gods and Monsters e Mistery Society acabou por ser apresentada a Vaughan pelo amigo comum Steve Niles.
A sua arte limpa, imaginativa e muito expressiva cativou imediatamente Vaughan e a partir daí nasceu SAGA.
De notar que ela também é "dona" de Saga, em conjunto com Vaughan. Ela faz as capas, desenho, imaginou, desenhou todas as raças aliens e naves espaciais. Como curiosidade, toda a legendagem com caligrafia manual foi feita com o seu próprio punho.

Houve um livro que marcou o meu imaginário quando eu era adolescente: Star Wars. Li o livro antes de ver o filme e fiquei a sonhar com todos aqueles mundos tão diferentes. Saga fez-me sentir o mesmo!

Saga é insana. A imaginação vai longe nas páginas destes livros! Uma árvore nave espacial? Um príncipe Robô cuja cabeça é um monitor? Fantasmas com entranhas a cair? Magia?? Cavalos alados? A mulher aranha mais sexy do universo? Sim... é louco!

Mas ao mesmo tempo bastante palpável. Duas pessoas de raças diferentes e inimigas amam-se, e tudo fazem para manter a sua filha híbrida a salvo. Duas raças em sua perseguição devido à "heresia", e claro, por causa de uma filha que poderia ameaçar o status quo de uma guerra que já ninguém se lembra como começou... Alana, Marko e Hazel tornaram-se alvos em toda a Galáxia, embora só procurem ser felizes e criar a sua filha em paz.

As motivações de todas as personagens, heróis e vilões, são perfeitamente claras. Aliás, os vilões... estas personagens em Saga estão muito bem tratadas, são completamente tridimensionais. Esta é uma das grandes armas desta série, o tratamento psicológico, físico e social das personagens está muito bem trabalhado, e bolas... Fiona Staples consegue desenhar uma raça humanóide em que a cabeça é um monitor sem parecer estranha... aliás, até uma cena de sexo foi feita com o Príncipe Robô e a sua "princesa"! Esta personagem está muito, mas muito bem tratada ao nível da sua construção.

Para além disto tudo, tem páginas lindíssimas, um gato que diz "MENTIRA" quando alguém foge à verdade e existe um bordel à escala planetária! :D

Brian K. Vaughan e Fiona Staples conseguiram construir um ambiente completamente alien, mas ao mesmo tempo completamente familiar para qualquer humano do planeta Terra. Os problemas das personagens são identificáveis na nossa sociedade, a série aborda temas complexos como sexualidade, guerra, racismo e marginalização. Tudo isto está embutido em Saga de uma maneira tão familiar e subtil que nem notamos aquando de uma 1ª leitura...

Afinal sempre se consegue inovar (e bem) com imaginação e sucesso. A riqueza das personagens então é garantidamente um dos pontos mais fortes de Saga e contribui muito para o seu sucesso! Esta dupla conseguiu dar um pontapé no marasmo deste tipo de publicações que se andavam a copiar umas às outras apresentando apenas nuances um pouco diferentes umas das outras.
Saga prima pela originalidade!

Não fiz um artigo sobre os primeiros números das várias séries da G.Floy porque queria ter a certeza que eram mesmo boas. E são! O Leituras de BD recomenda estas dois livros desta muito boa série ongoing.
Já agora... acho que não referi a editora norte-americana. A Image, claro!
:)

Hardcover
Criado por Brian K. Vaughan e Fiona Staples
Editado em 2014 (Vol.1) e 2015 (Vol.2) pela G.Floy




























domingo, 10 de maio de 2015

Lançamento G.Floy: Fatale Vol.2



E a seguir ao anúncio de Saga, nada melhor que divulgar mais um número do excelente Fatale!
A G.Floy está a cumprir, e isso é bom! Cria um ambiente de confiança entre a editora e os seus clientes, e para garantir isso o volume 3 já está agendado para a mesma altura do Saga, ou seja, em Outubro (mês do Amadora BD).

Para quem não sabe, Fatale é um policial negro com entradas de fantasia sobrenatural, mas uma crítica está agendada para o final desta semana.

Fiquem com a nota de imprensa da G.Floy e muitas imagens:


FATALE Volume Dois
O Negócio do Diabo

A mulher mais Fatal dos últimos cem anos regressa, na segunda parte desta saga de terror policial que vai seguindo os meandros
mais escuros da história secreta da América, misturando thriller e terror sobrenatural.

Em 1970, em Los Angeles, Josephine não consegue escapar às forças de Hollywood, dos cultos satânicos, de sinistros filmes de 16mm e dos perversos milionários que os tentam adquirir... Quando um actor e a sua amiga ferida se cruzam com ela, vamos
assistir a uma explosão de acção que ecoará até aos nossos tempos, em que Nicholas Lash continua obcecado por encontrar a imortal Josephine e descobrir os seus segredos... qualquer que seja o preço que tenha de pagar por isso.

"A imortalidade pode ser uma lâmina de dois gumes, mas é uma arma que a fascinante Josephine usa com uma elegância sem igual, neste romance gráfico irresistível."
- Publishers Weekly

Ed Brubaker, um dos maiores argumentistas de banda desenhada americana, e autor entre outros, de Capitão América: O Soldado do Inverno, junta-se a um dos mais talentosos artistas britânicos, Sean Phillips, para assinar esta história em que terror e policial negro colidem num dos maiores sucessos dos comics actuais. Nomeada para cinco Eisners (incluindo Melhor Série Nova, Melhor Argumento, e Melhor Desenho), a série ganhou também o Eisner para as Melhores Cores, pelo trabalho de Dave Stewart.

- Fatale saiu nos EUA sob a forma de uma série de 24 números regulares. Cada volume recolhe 5 números, excepto o terceiro, que apenas inclui quatro capítulos.

- Cada um destes arcos de história decorre numa era diferente, para além de continuar a saga de Nicholas Lash na nossa época.

- Ed Brubaker produziu um divertido trailer de lançamento para a série, que pode ser visto no Youtube no canal Multiversity Comics: "Ed Brubaker and Sean Phillips' "Fatale" Trailer from NYCC". https://youtu.be/enww0k2Mips


E não percam, no Outono de 2015, o terceiro volume da série: desde os dias mais negros da Grande Depressão, à Idade Média e ao Velho Oeste, um conjunto de contos de terror em volta do mito e do mistério da Femme Fatale que vêm revelar os segredos que nem a nossa heroína conhece!


Fatale Volume Dois: O NEGÓCIO DO DIABO
128 páginas a cores, capa dura.
ISBN: 978-87-91630-91-0
PVP: 9,99€
G. FLOY Studio














































































Boas leituras

Lançamento G.Floy: Saga Vol.2



Está à venda o segundo volume da excelente série Saga em português pela editora G.Floy!
Tinha sido prometido por esta editora que os segundos volumes das séries a que se propôs publicar em português, seriam distribuídos na Primavera de 2015, e aí estão eles!

O volume 3 desta série será publicado em Outubro, ou seja, irá sair em pleno Amadora BD. Bem apostado, penso eu.
:)
Fiquem com a nota de imprensa da G.Floy e muitas imagens:

SAGA Volume Dois

Com o lançamento do segundo volume de SAGA, regressamos ao universo de ficção-científica e fantasia de Brian K. Vaughan, uma das séries de banda desenhada de maior sucesso comercial e crítico da actualidade, a que a Entertaiment Weekly chamou "o tipo de comic que só aparece quando se dá a um par de criadores superstars liberdade total para produzir o comic dos seus sonhos".

Marko e Alana continuam em fuga, com a sua filha bebé, Hazel, perseguidos pelas muitas facções de um vasto conflito interestelar. O seu crime? Ameaçar a "narrativa" que é a única justificação para esta guerra que assola a galáxia. Hazel já sobreviveu a assassinos letais, Príncipes Robots, exércitos e monstros alienígenas, mas terá agora de enfrentar o seu maior desafio... os seus avós! Neste volume descobriremos mais sobre o romance entre Alana e Marko antes de Hazel nascer, bem como a história dos pais de Marko. Seguiremos também o percurso do assassino conhecido como A Vontade, e o seu encontro com... Gwendolyne, a ex-noiva de Marko! E quem é Oswald Heist? Fique a saber tudo em SAGA Volume 2.

SAGA foi lançado em Portugal em Novembro de 2014, durante o Festival da Amadora BD. Esteve em grande destaque no Comic-Con no Porto, em que a presença de Brian K. Vaughan foi muito notada e gerou as maiores filas de autógrafos de qualquer autor de BD neste festival, tendo sido também referida em inúmeras entrevistas extensas publicadas na altura.
Uma das entrevistas mais interessantes: "Na última década o mundo dos comics tornou-se mais feminista":
http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/na-ultima-decada-o-mundo-dos-comics-tornouse-mais-feminista-1678696

"Quando comecei a escrever Y: The Last Man e a ir a convenções deste género, eram sempre homens a vir ter comigo. Agora, em Saga, diria que 60% dos leitores são mulheres. Na última década, o mundo dos comics tornou-se num meio igualitário e mais feminista. Bem mais do que o cinema e a televisão."
Brian K. Vaughan

- SAGA Volume 2 inclui os números 7-12 do comic regular. SAGA é publicado nos EUA em arcos de história de 6 números, e cada volume recolhe um arco. Entre cada seis números da revista mensal existe um intervalo de cerca de três meses, antes de ser lançado o arco seguinte. Os arcos estão agrupados em três, ou seja, os Volumes 1-3 da série correspondem ao primeiro ciclo da saga, em que Hazel é ainda bebé.

- o Volume 3 da versão portuguesa da série está previsto para Novembro deste ano (2015).
"..Será tudo isto o suficiente para fazer de Saga um livro mais do que recomendável? Não, o que torna a sua leitura interessante é a guerra a deixar de ser pano de fundo, para se transformar em personagem, acossando o casal, com o poder de os transformar, como aos seus perseguidores, em monstros. Não é difícil supor a influência da actualidade sobre o texto de Brian K. Vaughan. Habitantes do planeta Fenda, os temidos “horrores” são, afinal, fantasmas de crianças que atormentam, com alucinações, o exército invasor. Pisaram minas ou sofreram ferimentos mortais de estilhaços, e vagueiam pelas florestas, iluminados por halos vermelhos. Não se salvaram, como não se salvará a menina refugiada que faz o que os homens quiserem. Sendo um livro assumidamente escapista, Saga reenvia o leitor para o real. E, nesse movimento, desvela a dialéctica que o sustenta: entre a fantasia da ficção e a violência do mundo."
José Marmeleira, in Ípsilon / PÚBLICO

SAGA Volume DOIS
152 páginas a cores, capa dura.
ISBN: 978-87-91630-89-7
PVP: 10,99€
G. FLOY Studio














































































Boas leituras

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