sábado, 7 de setembro de 2013

Top 10 Comics em 1995 e 1996


 Depois das tabelas de 1991/1992 e 1993/1994, apesento-vos a o Top 10 de 1995 e 1996.

Como disse anteriormente, estes post dos Top's da década de 90 não fazem parte da rubrica Os Comics e os Anos 90, mas são sim uma curiosidade que eu resolvi colocar, apenas para informação relativamente a esta década.

Assim:

1995

Revistas


Comic-book Title Issue    Price Publisher
1 DC vs. Marvel 1      $3.95 DC
2 X-Men Omega   $3.95 Marvel
3 Spawn 37      $1.95 Image
4 Mutants The Amazing X-Men 4      $1.95 Marvel
5 Spawn 32      $1.95 Image
6 Mutants The Astonishing X-Men 4      $1.95 Marvel
7 Mutants The Amazing X-Men 3      $1.95 Marvel
8 Spawn 38      $1.95 Image
9 Weapon X 4      $1.95 Marvel
10 Mutants The Astonishing X-Men 3      $1.95 Marvel

Livros


Trade Paperback Title

Publisher
1 Sandman Midnight Theater

DC
2 Wolverine Knight of Terra

Marvel
3 Angela

Image
4 Batman vs Predator II: Bloodmatch

DC
5 Big Book of Conspiracies

DC
6 Spawn

Image
7 The Crow

Kitchen Sink
8 Starman Sins of the Father

DC
9 Golden Age

DC
10 Vamps

DC



1996


Revistas

Comic-book Title Issue Price Publisher
1 DC Versus Marvel 4        $3.95 DC
2 Spawn 50       $3.95 Image
3 Spawn 43       $1.95 Image
4 Spawn 42       $1.95 Image
5 Superman The Wedding Album Collector's Ed.    $4.95 DC
6 Gen 13 8       $2.50 Image
7 DV8 1       $2.50 Image
8 Legends of the Dark Claw 1       $1.95 DC
9 Kingdom Come 4       $4.95 DC
10 Spawn 44       $1.95 Image

Livros


Trade Paperback Title
Price Publisher
1 Batman Captain America
$5.95 DC
2 Batman: Dark Knight Returns 10th Ann. Slipcase Ed.
$100.00 DC
3 Sandman The Kindly Ones HC
$34.95 DC
4 Batman Deadman HC
$24.95 DC
5 Lady Death The Crucible #1 Lthr. Ltd. Ed.
$19.95 Chaos
6 Lady Death The Odyssey #1 Premium Ed.
$19.95 Chaos
7 Death Dealer #2
$6.95 Verotik
8 Sandman Wake HC
$29.95 DC
9 Star Wars: Bounty Hunters Pop Up
$17.95 Dark Horse
10 Flash Archives Vol. 1
$49.95 DC


Podem ver as outras tabelas desta década no link:
Top 10 Comics em 1991 e 1992
Top 10 Comics em 1993 e 1994

Tirem as vossas ilações!

Boas leituras

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Os Comics e os Anos 90: Substitutos [18]


Terça-Feira é dia d'Os Comics e os Anos 90 e do Hugo Silva!
Hoje o tema é Substitutos. Os anos 90 também tiveram esta característica, e o Hugo vai falar dos mais importantes.

Substitutos

Como já falámos aqui, nos anos 90 houve muitas experimentações e a dada alturas as editoras acharam por bem experimentarem novas caras e novos nomes em algumas das revistas emblemáticas da indústria. Vamos aqui então abordar alguns desses substitutos.
























Eric Masterson apareceu pela primeira vez na revista Thor #391, num papel secundário que foi aparecendo cada vez mais nas histórias até ao dia em que tornaram esta personagem o alter-ego do Deus do Trovão (Thor #408), e algum tempo depois (Thor #432) ele tornou-se mesmo no herói, assumindo a revista até ao número #459, sendo assim o Thor que muitos conheceram e que chegou até a integrar a equipa dos Vingadores.

Masterson era uma personagem comum, um simples arquitecto divorciado e com um filho que se vê envolvido numa batalha entre Thor e um vilão que o deixa gravemente ferido. Odin decide então salvar-lhe a vida, colocando a mente do Deus do Trovão dentro da do mortal e fazendo com que este tenha que viver a vida de um herói mesmo sem a desejar.


Depois de muitas aventuras (e uma breve separação dos 2 seres), o então senhor de Asgard Heidmall separa finalmente Eric de Thor, e é este que diz para ele continuar o trabalho como protector de Midgard e assumir o papel de Deus do trovão, dando-lhe o Mjolnir como símbolo de agradecimento e passagem de testemunho. Masterson passa então a viver uma vida de aventuras a solo como se fosse o verdadeiro Thor, juntando-se aos Vingadores e sendo parte importante da equipa em confrontos como as sagas do Infinito ou a Operação Tempestade Galáctica. Na equipa ele mostrava todo o seu amadorismo, e por vezes um entusiasmo de novato que não corria nada bem, nem para ele nem para a equipa.

Tom DeFalco e Ron Frenz criaram esta personagem que chegou a ter algum sucesso e muitos fãs e isso mostrou-se na estreia da revista Thunderstrike em 1993, que mostrava as aventuras de Masterson como um novo herói (de rabo de cavalo como a época mandava) de Maça mística na mão, um presente de Odin quando este decidiu finalmente fazer tudo voltar ao normal.

Pela DC foi um herói cósmico a merecer uma grande mudança, não seria a primeira vez que veríamos uma pessoa diferente como Lanterna Verde da terra, mas desta vez havia uma pequena diferença, este ficava como O único e verdadeiro Lanterna Verde, especialmente depois da desgraça a que tinha chegado o grande Lanterna Hal Jordan.

Kyle Rayner chegou em 1994 (Green Lantern #48) e foi durante boa parte da década o único Lanterna Verde, apoiado pelo único guardião sobrevivente e sendo um verdadeiro novato nestas andanças de herói e também um dos novatos da maior equipa de heróis, a Liga da Justiça, aprendendo muito durante a sua estadia ao lado de veteranos como o Batman ou o Super-Homem.

Criado por Ron Marz e Darryl Banks, Rayner era um artista que foi escolhido pelo único Guardião do Universo como merecedor de ser o novo Lanterna Verde da Terra (Green Lantern #50). Como qualquer jovem que se apanha com um anel mágico que lhe permite dar vida a tudo o que consegue imaginar, a sua reacção é de grande entusiasmo e começa a brincar bastante com as possibilidades que o anel lhe proporciona e motivado pela sua namorada.

As suas primeiras aventuras são com o uniforme clássico do Lanterna Verde, mas a sua namorada diz que não é um fato condigno com a sua nova função e que ele como designer tinha obrigação de criar algo diferente e original.

Foi assim que nasceu o uniforme que muitos odiaram e outros adoraram, aquele que para muitos foi o uniforme que viram pela primeira vez como Lanterna Verde. Esta mudança de personagem não foi tão pacífica como aquela que ocorreu em Thor, Marz chegou a confessar numa entrevista à Wizard que recebeu várias ameaças de morte de pessoas que não estavam nada contentes com o que estava a acontecer na revista.
























Com o tempo a personagem foi conquistando um lugar no universo DC, o seu à vontade e espírito aventureiro caíam que nem uma luva numa revista daquelas, e a tragédia pessoal que sofreu (com a sua namorada a ser esventrada e colocada dentro de um frigorífico) ajudou a que as pessoas o aceitassem melhor e até o considerassem um bom Lanterna Verde.

Na Liga ele chegou a ser de extrema importância em algumas histórias, apesar de denotar sempre um grande nervosismo e ter que ser motivado por personagens como a do Caçador de Marte, que via o potencial dele e queria ajudá-lo a ser o herói que ele podia ser. Isto em conjunto com a morte de sua namorada (que o ajudava a ser mais responsável e menos “criança” no papel de herói), fizeram a personagem amadurecer muito depressa e isso foi mostrado também numa storyline onde ele ganhou imensos poderes e se tornou quase um Deus, adoptando o nome de Ion e um novo uniforme (Green Lantern #149).


Uma curiosidade interessante na sua história como Lanterna Verde, foi a parceria com outro herói substituto da DC, o novo Arqueiro Verde Connor Hawke, que tinha assumido o papel do seu pai (que havia falecido) e tinha uma atitude muito zen em relação a tudo o que acontecia. Foi uma forma da DC reeditar a dupla Green Arrow/Green Lantern, e foi bem engraçado ver a camaradagem destes novos heróis, especialmente quando tiveram em aventuras juntos na Liga da Justiça.


Kyle foi perdendo o protagonismo ao longo dos anos, mas foi considerado um dos melhores substitutos da década e sem sombra de dúvida aquele que teve mais sucesso.

Na Marvel, decidiu-se sacudir de novo a vida de Tony Stark e colocar no seu lugar uma personagem já conhecida e querida por todos nós, o seu fiel amigo James Rhodes. Uma decisão ainda mais arriscada se considerarmos que não era comum um herói negro assim com tanto destaque, substituindo uma personagem regular e de alguma importância no universo da Marvel.

Rhodes ajudou Stark na sua luta com alcoolismo e continuou com a armadura mesmo depois disso, foi complicado para ele já que não tinha o mesmo conhecimento que Stark tinha da tecnologia presente na armadura, mas compensava com uma força de vontade forte e com uma espécie de “esperteza de rua” que o ajudava em bastantes situações.

Nos anos 90 voltou-se a apostar numa situação semelhante e até se deu uma nova armadura para Rhodes e um novo cognome, ficando como War Machine e continuando a participar em aventuras importantes em equipas como Force Works ou os Vingadores da Costa Oeste.

Stark na altura aparecia mais na sua personagem playboy industrial do que como herói, Rhodes era quase um substituto e assim ficou até Tony retomar o seu devido papel na armadura principal do universo da Marvel.

Existiram outros substitutos nas duas grandes editoras, sendo o maior exemplo o Ben Reilly (que será falado noutra altura) como Homem-Aranha, uma das medidas mais polémicas da década e com grandes consequências para a vida de Peter Parker.

Texto: Hugo Silva

Espero que tenham gostado e podem aceder a todas as publicações do Hugo Silva no Leituras de BD clicando no nome dele, e visitar o seu blogue no seguinte link:
Ainda sou do Tempo...

Podem ler os anteriores artigos desta rubrica nos seguintes links:
Os Comics e os Anos 90: Image Comics - Youngblood
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - A Morte do Super-Homem
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - A Queda do Morcego
Os Comics e os Anos 90: Crossovers entre várias Editoras 
Os Comics e os Anos 90: Dark Horse - Hellboy
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Onslaught 
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - Elseworlds: Golden Age
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Heroes Reborn 
Os Comics e os Anos 90: Wizard Magazine
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Os Monos da Marvel
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - Hal Jordan: Ascensão, Queda e Redenção
Os Comics e os Anos 90: Alex Ross
Os Comics e os Anos 90: A Falência da Marvel
Os Comics e os Anos 90: Top Cow - The Darkness & Witchblade
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - Sidekicks
Os Comics e os Anos 90: Marvel - New Warriors
Os Comics e os Anos 90: WildStorm - Planetary & Authority

Boas leituras

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Lançamento Kingpin: Palmas para o Esquilo (entrevista a David Soares e a Pedro Serpa)


É já no dia 14 de Setembro que a Kingpin vai lançar o seu terceiro livro de 2013. Como foi dito anteriormente, neste ano de 2013 esta editora publicará cinco obras de Banda Desenhada realizadas por autores portugueses.

Setembro é o mês de "Palmas para o Esquilo", escrito por David Soares e desenhado por Pedro Serpa. Esta dupla já tinha trabalhado junta no livro o pEQUENO dEUS cEGO com sucesso, e espero que este seja um sucesso ainda maior!
A seguir à nota de imprensa terão uma pequena entrevista com os autores deste livro, são cinco perguntas para cada um!
























Desta vez David Soares vai entrar no mundo da loucura mostrando-nos que a fronteira entre esta e a imaginação é muito ténue, mas claro... para conhecerem melhor esta obra nada como estar presente no lançamento, que será feito no espaço da loja Kingpin Books e contará com a presença dos autores, que com certeza darão autógrafos.

Fiquem com a nota de imprensa da Kingpin:

PALMAS PARA O ESQUILO, escrito por David Soares e desenhado por Pedro Serpa, consiste numa observação sobre a distância que separa a imaginação da loucura e como a primeira pode transformar-se na segunda. Passado numa instituição para doentes mentais, Palmas Para o Esquilo recusa os lugares-comuns associados aos asilos para apresentar os loucos numa luz positiva e compassiva, numa abordagem que parte da loucura como alegoria para a condição humana. O asilo é um mundo, mas a loucura é uma antilinguagem, porque não permite a comunicação. Isolados dentro das suas próprias mentes, só a imaginação pode libertar a alma.
























Dos mesmos autores de "O Pequeno Deus Cego", vencedor em 2012 do Prémio Nacional de BD para o Melhor Argumento, atribuído pelo Amadora BD.

Kingpin Books, 52 páginas, cor.
PVP: 10,99EUR.

Entrevista a David Soares


Como te surgiu a ideia para este livro?

Surgiu de repente, praticamente toda estruturada. Ando constantemente com muitas ideias, conceitos, frases e imagens na cabeça e grande parte dos meus livros aparece de modo súbito na mente, como uma montra na qual se expõem quase todos os elementos e quase toda a cronologia da história. Já andava com vontade de escrever sobre a loucura e, felizmente, «Palmas Para o Esquilo» encerra tudo o que tinha para contar, neste momento, sobre o assunto. Estava num café, muito perto de casa, a ler, e quando comecei a imaginar a história, agarrei de imediato numa caneta para esboçar as pranchas num bloco de notas. É o que eu chamo “escrever com imagens”: as vinhetas são como frases e as pranchas são como parágrafos. Nesse instante, esbocei como a história ia começar, como iria terminar e qual o tom que devia ter. O tom é o mais importante e ou se apanha logo ou não se apanha de todo. Já abandonei histórias, porque não lhes apanhei o tom no início. O tom relaciona-se com a voz autoral, mas esta é sempre a mesma em todos os livros, enquanto que o tom muda de livro para livro. É, chamemos-lhe isso, a personalidade do livro, a voz do livro, em complemento à voz do autor. O livro tem de ter a sua própria voz e é ela que, em suma, comunica com os leitores de um modo subjectivo. Tão subjectivo que eles nem dão conta disso – em especial, se o autor souber o que está a fazer.

Podes falar um pouco do livro e já agora, que tipo de emoções pretendes que os teus leitores sintam após acabarem de ler o livro?

Gosto de pensar que é um livro emocionalmente devastador e intelectualmente exigente, mas os leitores irão, certamente, experimentar as suas próprias emoções e sentir o livro à sua maneira: se lhes provocar as emoções que enunciei, será fantástico; se provocar outras, isso também será interessante. Escrever sobre a imaginação, que é um dos temas do livro, é algo que levo muitíssimo a sério, porque a relação que tenho com a minha imaginação é muito séria. Para começar, ela é uma excelente companheira, porque nunca me deixou ficar mal; e, nesse sentido, faço os possíveis por tratá-la bem. Leio bons livros, passeio muito a pé para digerir o que li e o que vi e para entrosar essas informações em pensamentos originais; ando sempre com um bloco de notas para apontar esses pensamentos, de modo a ter um arquivo de memória. Trato a minha imaginação como se ela fosse uma rainha e o resultado pode ler-se nos meus livros. Daí que eu sei o quão preciosa a imaginação é e o quanto ela é erodida por um sem-número de agentes, digamos assim, que existem na sociedade. Acho que «Palmas Para o Esquilo» é sobre isso, também: o modo miserável como se mata a imaginação e o modo miserável como, muitas vezes, os indivíduos deixam que isso lhes aconteça. Nesse sentido, «Palmas Para o Esquilo» tem muita coisa autobiográfica, mas não é, de maneira nenhuma, uma autobiografia.


Já havias feito um livro com o desenhador Pedro Serpa, o pEQUENO dEUS cEGO. Agora outro! O que gostas mais na arte do Pedro?

Gosto da doçura do desenho do Pedro, porque isso permite-me alcançar algo que o Lucio Fulci, realizador italiano de filmes de horror, cristalizou na perfeição e que outros cineastas, até alguns norte-americanos muito conhecidos, tentaram emular: quanto mais horríveis e intensas forem as cenas, mais bonita e etérea é a fotografia do filme. Acho que em «Palmas Para o Esquilo», os desenhos do Pedro estão ainda mais bonitos e doces que em «O Pequeno Deus Cego». São perfeitos para o livro e não o imagino com os desenhos de outro artista.

Quando idealizaste o livro, o resultado final depois de desenhado era o que tu esperavas, ou foi/é sempre uma surpresa no final?

Era o que esperava. Eu não sou um argumentista: sou um autor, o que significa que tenho um universo autoral próprio, no qual vou explorando determinados conceitos, determinadas preocupações, mas sempre sob pontos de vista diferentes. Daí que quando convido um artista para trabalhar comigo, estou a convidá-lo para entrar no meu mundo, que é um mundo definido com rigor e com muitos livros publicados, para desenhar aquilo que escrevi e planeei. Existem elementos que nunca são importantes para a sequência narrativa, nem para o desenvolvimento da história, e que remeto para o gosto pessoal dos desenhadores, mas não os convido para criarem histórias: convido-os para desenharem as minhas histórias.

Queres deixar alguma mensagem aos leitores deste blogue?

Agradeçam ao Nuno o tempo que ele devota à divulgação de livros e autores e leiam sempre com atenção merecida aquilo que ele escreve: a dedicação nunca é unilateral.

Obrigado David!


Entrevista a Pedro Serpa


Pedro, como é trabalhar com o David Soares? Ele dá-te rédea para “inventar graficamente”, ou está sempre presente na construção das pranchas?

O David, para além do guião, fornece o layout das pranchas. Sendo ele um autor experiente e com uma visão muito bem definida sigo as suas indicações e concentro-me no desenho. Aí tenho toda a liberdade, tanto no desenho como na cor.

Qual foi a tua maior dificuldade, graficamente falando, com este novo livro, se é que houve alguma?

A maior dificuldade acabou por ser a impossibilidade de desenhar o tempo necessário para evoluir e ganhar ritmo de trabalho. Para quem não sabe, trabalho a tempo inteiro numa empresa e isso ocupa praticamente todo as horas úteis do dia. E agora, com um filho recém-nascido, tornou-se muito difícil gerir o tempo livre.

Já tinhas feito um livro com o escritor David Soares, o pEQUENO dEUS cEGO. Agora outro!
O que gostas mais nos argumentos do David?

O David escreve sem medo nem pudor. É visceral, directo e ao mesmo tempo obscuro e profundo, exige reflexão.

O resultado final depois de desenhado foi o que tu esperavas, ou foi/é sempre uma surpresa no final?

Ainda não vi o livro impresso, mas como demorou um ano e meio a ser concluído, acabo por sentir já alguma nostalgia ao ver as pranchas. Estou muito satisfeito com o resultado, é o que queria fazer. Reflecte de forma coerente todo o processo.

Queres deixar alguma mensagem aos leitores deste blogue?

Quando estiverem a ler o “Palmas para o Esquilo”, pesquisem as várias referências contidas na narração. Este é um livro denso e muito rico, que vai recompensar o leitor.

Obrigado Pedro!

Podem visitar o blogue do David Soares no link em baixo:
Cadernos de Daath

E o blogue do Pedro Serpa:
Os desenhos do Serpa

Boas leituras

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Os Comics e os Anos 90: WildStorm - Planetary & Authority [17]


Como referi logo no primeiro post desta rubrica, a WildStorm foi formada por Jim Lee dentro da Image Comics. Isto aconteceu em 1992.
Esta editora, que posteriormente Jim Lee vendeu à DC Comics, criou duas das séries que eu mais aprecio nos comics norte-americanos: Planetary e Authority.

Planetary foi criado em 1998 por Warren Ellis (argumento) e John Cassady (desenho). Authority também foi criado por Warren Ellis, mas em 1999, que escreveu a primeira parte da primeira fase. O desenhador foi Bryan Hitch.
Quem ficou com a segunda fase foi Mark Millar, que fez dupla com Frank Quitely. Esta última parte já saiu um pouco para lá da década de 90, mas terei de a referir!

Agora que estão feitas as apresentações vamos começar com Planetary!
























Grande história! Excelente arte! Só depois de ler, é que se percebe o porquê de esta saga se ter tornado numa serie de culto!
Planetary é um grupo que se intitula de “arqueólogos do impossível” que tenta desenterrar a história secreta da Terra. Este grupo é formado por Elijah Snow (consegue extrair o calor do ambiente ao seu redor gelando-o), Jakita Wagner (invulnerabilidade, força e rapidez sobre-humana), “The Drummer” (controla e manipula fontes de comunicação, sistemas informáticos e electrónicos), Ambrose Chase (membro desaparecido que manipulava campos de distorção) e o “Fourth Man” que fica para vocês descobrirem quem é!

Mas existe um grupo antagónico, "The Four", que tem um objectivo exactamente oposto, esconder para proveito próprio estes segredos! Este grupo dá a ideia de ter sido baseado nos Fantastic Four (Quarteto Fantástico), embora sejam os vilões da estória...

A equipa Planetary viaja pelo mundo investigando fenómenos estranhos: monstros e outras criaturas, relíquias incomuns, outros super seres, segredos poderosos que certos indivíduos tentam manter escondidos do resto do mundo. A sua finalidade é em parte a curiosidade, e se possível usar todo esse conhecimento para o aperfeiçoamento da humanidade. Há, no entanto, grupos que se opõem aos seus objectivos.
Esta organização tem uma história bem intrincada, assim como o grupo oponente, que nos é revelada gradualmente ao longo da série.

Quanto ao autor da história, Warren Ellis, é minha opinião que esta é a sua melhor obra! Não conheço nenhuma tão bem detalhada, com pormenores tão interessantes espalhados por um mundo complexo, num registo multidimensional. O espaço desta história passa-se em todo o lado, na Terra, no espaço e em dimensões alternativas. A ligação entre os vários episódios está excelente, com a inclusão de muitos personagens “pulp” da primeira metade do sec. XX! Até um episódio com o equivalente a Tarzan está lá presente, e como sempre faz uma excelente e importante ligação para origem de um dos personagens principais da equipa Planetary!
A arte… A ARTE É DESLUMBRANTE! Cassaday que começou a série titubeando, à procura do seu estilo, acaba em grande! Cenários majestosos, páginas de detalhes impressionantes e outras impressionantes pela simplicidade apresentada! Mas para o luxo visual também existe outro responsável, a colorista Laura Martin que vestiu o desenho de John Cassaday com cores maravilhosas, sem estragar o trabalho artístico deste! Toda esta grandiosidade artística atinge a sua plenitude nas páginas grossas e em papel brilhante com que os formatos “Absolute” desta série nos presenteiam.

A revista nº 27, que fecharia a série demorou muitos anos a sair, por dificuldades de Warren Ellis em fazer um final a seu contento… acabou por ser publicada em 2009, oito anos depois do nº26!
























Planetary também fez história com os formatos de apresentação, o formato “Absolute” da DC e suas "imprints" (tamanho bastante superior ao normal, papel e impressão de superior qualidade, caixa, sobrecapa e uma excelente ligação entre as páginas e a lombada) foi inaugurado com o Absolute Planetary Vol.1! Este volume foi “rei” no EBay durante bastante tempo, pois esgotou muito rápido e a sua procura foi sempre grande. Mas como a DC optou sempre por não fazer 2ª edição de nenhum dos livros neste formato, os preços que atingia eram bastante altos! Bem… a DC, com a publicação em vista do segundo volume, resolveu fazer com o primeiro volume mais um golpe comercial, Absolute Planetary Vol.1 foi o primeiro Absolute a ter uma reedição!

Agora viajamos para o lado negro dos super-heróis… Authority!


The Authority tem raízes numa série cancelada na altura, Stormwatch (nunca li). Warren Ellis tomou conta do título Stormwatch e introduziu novos personagens, mais caracterização, violência e um elemento raro em histórias de super-heróis: política!
Este título foi editado numa altura de recessão da indústria americana de comics e acabou por ser "finalizado"...
Warren Ellis pegou nas três personagens sobreviventes de Stormwatch e criou The Authority, ficando o artista Bryan Hitch com o encargo da arte e Laura Depuy com a cor. As personagens são:

- Jenny Sparks : O Espírito do Sec. XX, líder e fundadora, electricidade pura.
- Apollo : O Deus Sol.
- Midnighter : O Guerreiro por natureza, um lutador sempre sobrevivente.
- The Doctor : O Mágico.
- Jack Hawksmoor : O Rei das Cidades, consegue fundir-se com espaços urbanos.
- Angela Spica : The Engineer, tem o corpo saturado com nanobots e "fala" com qualquer máquina.
- Shen-Li-Min : The Swift, vôo e rapidez.
- The Carrier : Nave gigantesca e viva, que navega dimensional/espacialmente, de forma instantânea.
























A série foi um absoluto sucesso, com três arcos de história criados por esta dupla. São eles: The Circle, Shiftships e The Outer Dark.
Warren Ellis deu um pontapé na "normalidade" dos super heróis... eles têm "defeitos" que qualquer herói dos quais estamos habituados a ver nunca teriam, excepto talvez Wolverine... Jenny Sparks, líder do grupo, é uma fumadora inveterada, o Mágico é viciado em drogas pesadas, Apollo e Midnighter são o parzinho romântico do grupo, todos eles bebem bebidas alcoólicas e gostam de aliviar as suas tensões sexuais (isto tudo semeado com violência pura) ! Impensável!


O grupo assume-se como árbitro de todos os conflitos ao nível planetário, sejam fictícios ou baseados em problemas da nossa realidade (grande parte destes foram alvos da censura norte-americana).
Eles mandam, eles decidem o que é melhor, estão a borrifar-se para o politicamente correcto, e se para salvar 10.000 tiverem de matar 2.000 não importa! Terá sido um dia bom, pois salvaram 8000! E vai de festejar com mais uma "bejeca"!
Esta primeira fase acaba com uma visão de Deus muito própria de Ellis, a ser derrotada pelo grupo, embora no fim a fundadora Jenny Sparks acabe por falecer no último dia do ano (Jenny Sparks : O Espírito do Sec. XX). Jenny é uma das personagens do Universo WildStorm que nasceram no dia 1 de Janeiro de 1900, assim como Elijah Snow da série Planetary.
Como escrevi atrás, a dupla criativa passa a Mark Millar e Frank Quitely na segunda fase. É composto pelos arcos Nativity, Earth Inferno e Brave New World.

Com a morte de Jenny Sparks, Jack Hawksmoor torna-se o líder do grupo, e empreende uma cruzada para resgatar o "O Espírito do Sec. XXI", com a revelação do Mágico de que o espírito de Jenny tinha incarnado num bébé nascido logo no dia 1 de Janeiro de 2000 (Jenny Quantum). Começa a demanda pelo pequeno ser, rastreado pelo Mágico, mas há mais interessados no poder deste "Baby Jenny"(como será apelidado a partir daqui), pois tal poder podendo ser educado e focado para determinado objectivo passava a ser uma arma poderosa para quem fosse o "tutor" de tal criança! Finalmente Baby Jenny é recuperada no fim do arco Nativity!

Como é lógico, os governos, sobretudo do G7, estavam fartos da ingerência deste grupo nos seus negócios... assim constroem e manipulam uma arma (um homem transformado geneticamente, com muitos implantes mecânicos), Seth, que com o seu gigantesco poder neutraliza todos os elementos do grupo, excepto Midnighter, que depois de levar uma tareia monumental, consegue escapar com a Baby Jenny!

O grupo é substituído por uma nova Authority, e os seus elementos originais levam uma lavagem cerebral e são humilhados cada um à sua maneira... os substitutos apenas são parecidos com os originais, mas completamente corruptos e servindo o interesse dos governos e grupos económicos mais poderosos do planeta! Como nunca entenderam o que era na realidade o Carrier, também nunca o conseguiram utilizar como deveria, pois o Carrier na realidade estava vivo, não era apenas uma máquina! Isso vai sair-lhes caro, pois o Carrier "deixa" Midnighter e Baby Jenny entrar, ao mesmo tempo que Swift, a trabalhar como empregada doméstica de um dos responsáveis pela situação, recobra da lavagem cerebral e consegue ouvir o código que anula Seth!
























Depois da verdadeira Authority tomar conta do Carrier, Seth é transportado para lá e torna a dar uma "coça" em todo o grupo... apenas não contou com Baby Jenny, que diz a frase que desarma Seth... e tudo acaba em festa !
Apollo e Midnighter casam e adoptam Baby Jenny, o noivo beija o noivo :-)

Como nota final, esta série deve ter sido das mais censuradas do século XX! Pesquisem na internet, e verão como o presidente Bush (mostrado como cobarde) foi substituído por um presidente fictício... isto e muito mais !

Estas duas séries, Planetary e Authority têm crossover, assim como também existem crossover com outra série da WildStorm, os Wild C.A.T.S.
Já agora e como curiosidade, o nome desta editora é a junção do nome dos seus dois primeiros títulos: WildC.A.T.S. e Stormwatch!

Podem ler os outros artigos desta rubrica sobre os comics dos anos 90 clicando nos links em baixo:
Os Comics e os Anos 90: Image Comics - Youngblood
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - A Morte do Super-Homem
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - A Queda do Morcego
Os Comics e os Anos 90: Crossovers entre várias Editoras 
Os Comics e os Anos 90: Dark Horse - Hellboy
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Onslaught 
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - Elseworlds: Golden Age
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Heroes Reborn 
Os Comics e os Anos 90: Wizard Magazine
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Os Monos da Marvel
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - Hal Jordan: Ascensão, Queda e Redenção
Os Comics e os Anos 90: Alex Ross
Os Comics e os Anos 90: A Falência da Marvel
Os Comics e os Anos 90: Top Cow - The Darkness & Witchblade
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - Sidekicks
Os Comics e os Anos 90: Marvel - New Warriors


Boas leituras

Bizarrices: Leilão público da revista New Mutants #98 (I´m speechless...)


Áh pois é!
Foi veiculado no site Bleeding Cool o valor que atingiu em leilão um exemplar dos New Mutants, neste caso o número 98 de 1991 (anos 90, já ouviram falar?).

Este número tem algumas particularidades visto que o autor é o "Mestre" Rob Liefeld e inclui a primeira aparição de Deadpool, criado por ele, claro.

Esta revista tem como autores o já referido Rob Liefeld e Fabian Nicieza no argumento. A cópia vendida neste leilão é uma cópia perfeita com classificação máxima CGC: 10,0!

O valor por que foi vendido no final do leilão... bem... $15.449!
OMFG!

Eu posso gozar com o "Mestre Rob" mas uma coisa é certa, ele tem fãs indefectíveis, e os seus produtos conseguem fazer muito dinheiro. Por alguma coisa continua a trabalhar para as duas maiores editoras norte-americanas (Marvel e DC Comics)...
:D

Fica a tabela de Grades CGC. Este Grade tem a ver com o estado físico da revista e não com o seu conteúdo.
  • 10.0 Gem Mint
  • 9.9   Mint
  • 9.8   Near Mint/Mint
  • 9.6   Near Mint +
  • 9.4   Near Mint
  • 9.2   Near Mint -
  • 9.0   Very Fine/Near Mint
  • 8.5   Very Fine +
  • 8.0   Very Fine
  • 7.5   Very Fine -
  • 7.0    Fine/Very Fine
  • 6.5    Fine +
  • 6.0    Fine
  • 5.5    Fine -
  • 5.0   Very Good/Fine
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Boas leituras

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Leituras de BD PoP PorN


No dia 28 de Janeiro de 2013 eu e a Diabba criámos o blogue Leituras de BD PoP PorN.
Seria um blogue para mostrar imagens que seriam impensáveis aqui no Leituras de BD, relativamente a BD porno-erótica e a temas controversos.

Esse blogue tem estado parado, não por falta de ideias ou livros que caiam dentro da temática, mas sim por causa das denúncias de mentes mais apertadinhas...
E isso prejudicou também o Leituras de BD, pois também foi alvo de denúncias por parte dessas castas pessoas...

O PoP PorN nunca foi um blogue de acesso imediato. Logo desde o início foi "cadastrado" por nós como "Para Adultos", ou seja, quem fosse acessar o blogue imediatamente era avisado pelo Blogger que estavam a entrar num blogue de conteúdo adulto.

Mas mesmo assim os ratos de sacristia, e outros que não são ratos de sacristia mas sim outro tipo de ratos ainda piores, começaram a denunciar anonimamente esse blogue, apesar do aviso de conteúdos adultos.
Foi de tal forma que as minhas contas Google sofreram um aviso de que poderiam ser suspensas!

Assim, este blogue (LBD PoP PorN) não será mais divulgado por nós em grupos do Facebook, ou mesmo na página do Leituras de BD do Facebook.
A partir de agora quem tiver interesse nos conteúdos do LBD PP vai ter de o colocar nos favoritos, ou subscrever os "feeds" respectivos.

O LBD PP vai seguir o seu caminho, devagar, e longe deste seu irmão mais bem comportado.

Como costumo despedir-me nesse blogue:

DIVIRTAM-SE!

domingo, 1 de setembro de 2013

Os Comics e os Anos 90: Marvel - New Warriors [16]


Domingo.
Domingo é dia de "Os Comics e os Anos 90" e do Paulo Costa!

O target deste artigo é New Warriors. Sem mais delongas:


Novos Guerreiros: A nova legião

A expansão de mercado da Marvel nos anos 90 resultou no aumento de publicações em vários quadrantes. No nível superior, os títulos mais rentáveis eram relacionados com os X-Men e com o Homem-Aranha. A um nível mais baixo, a Marvel procurou recuperar personagens antigos ou lançar alguns novos títulos. Um desses foi o Novos Guerreiros, uma equipa de jovens super-heróis, sem filiação directa a outros grupos, que surgiu por edicto editorial, uma ideia que Tom DeFalco depois entregou a Fabian Nicieza para desenvolver. A revista foi lançada em 1990, na sequência do crossover de 1989, Actos de Vingança.

Nicieza escreveu mais de metade das histórias dos Guerreiros, com um bom equilíbrio entre histórias realistas envolvendo crime urbano e empresários sem escrúpulos, misturadas com uma boa dose de aventura e ficção científica. O grupo recuperava vários super-heróis solo ou que não estavam no activo. O mais conhecido era Nova, estrela de um título cósmico dos anos 70, mas que tinha perdido os poderes havia mais de 10 anos (tempo real); Flama, originalmente criada para o desenho animado do Homem-Aranha, mas que tinha sido introduzida no Universo Marvel como uma mutante ao serviço relutante dos Satânicos, uma força de jovens mutantes sob o controlo do Clube do Inferno; Speedball, irrequieto e irresponsável herói capaz de dar grandes saltos; Namorita, prima mais nova de Namor, mais interessada em viver com humanos que com os habitantes da Atlântida; Marvel Boy, versão moderna do herói Major Vance Astro dos Guardiões do Galáxia do Século XXXI, aqui um mutante com poderes telecinéticos; e Radical, o único personagem novo e sem poderes, símbolo da moda emergente de heróis urbanos violentos, com armadura, lâminas, vontade de bater primeiro e fazer perguntas depois… e um skate.
























Nicieza estabeleceu rapidamente o grupo entre o Universo Marvel, com alguns encontros com o Quarteto Fantástico, Vingadores e X-Force. O escritor nascido na Argentina também não tinha problemas em minar o passado para reintroduzir vilões conhecidos. Terrax e o Esfinge foram personagens recorrentes nos primeiros números, assim como Gideon e Emma Frost. Aliás, antes da Era do Apocalipse, a história de heróis presos numa realidade alternativa distópica controlada por um vilão já tinha sido usada nos Novos Guerreiros no seu primeiro confronto com o Esfinge. Alguns novos nomes surgiram, como a equipa mais amoral conhecida como Psionex, que ora eram aliados ou adversários, ou o Círculo Fechado, com relações familiares ao Radical. Mas o mais importante foi que Nicieza tentou ir buscar drama às relações entre personagens, muitas vezes com consequências nefastas. Foi o caso de Marvel Boy, que perdeu o controlo dos seus poderes e matou o seu pai ao defender-se de mais uma das constantes agressões deste. Ou de Namorita, que namorou um mafioso que usou informação roubada para atacar as famílias dos Novos Guerreiros, resultando na morte da avó do novo recruta Rage.
























Com o passar do tempo, novos membros foram entrando para a equipa (chegaram a ser 14), inclusive Adaga, o Falcão de Aço, o Aranha Escarlate e Alex Power, do Quarteto Futuro, que roubou os poderes aos seus irmãos, e alguns personagens mais exóticos mas também mais idiotas, como o irritante Hindsight, que entrou na equipa por chantagear Speedball, Bandit, meio-irmão de Radical (ainda mais violento), o mexicano super-forte Helix ou a indiana com habilidade de manipular o tempo, Timeslip. Duas pessoas usaram o nome Turbo, usando a armadura do Torpedo, o que acabou por resultar num confronto com Volx, a rainha dos Espectros. Mas nesta época os Guerreiros tinham entrado em decadência. Nicieza já tinha saído, tal como os artistas que deram corpo às melhores histórias, Mark Bagley (na altura em ascensão de carreira, saltando para o Homem-Aranha) e Darick Robertson. Tornou-se difícil gerir a quantidade exagerada de membros, e as relações interpessoais e as vicissitudes que tinham forçado a equipa a crescer, como as pessoas que tinham desaparecido das histórias. O título foi cancelado no 75º número, em 1996, pouco antes da falência da Marvel.
























Os Novos Guerreiros voltariam à acção nos anos seguintes, já no novo milénio, sempre tentando recuperar o espírito da equipa original e recorrendo a vários dos membros favoritos da equipa, mas enquanto alguns elementos como Nova ou Justice (a nova identidade de Marvel Boy) ganharam importância noutros histórias com diferentes panos de fundo, a equipa foi usada como bode expiatório para a Guerra Civil, praticamente inviabilizando o seu retorno à mesma popularidade de antigamente.

Texto: Paulo Costa


Podem ver todos os artigos do Paulo Costa no Leituras de BD clicando no nome dele, e podem também consultar todos os outros artigos desta rubrica nos links abaixo:

Os Comics e os Anos 90: Image Comics - Youngblood
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - A Morte do Super-Homem
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - A Queda do Morcego
Os Comics e os Anos 90: Crossovers entre várias Editoras 
Os Comics e os Anos 90: Dark Horse - Hellboy
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Onslaught 
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - Elseworlds: Golden Age
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Heroes Reborn 
Os Comics e os Anos 90: Wizard Magazine
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Os Monos da Marvel
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - Hal Jordan: Ascensão, Queda e Redenção
Os Comics e os Anos 90: Alex Ross
Os Comics e os Anos 90: A Falência da Marvel
Os Comics e os Anos 90: Top Cow - The Darkness & Witchblade
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - Sidekicks

Boas leituras

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