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domingo, 8 de fevereiro de 2015

o clube de leitura de jane austen

[ muito bom ]

título original. the jane austen book club.

género. drama. romance.
duração. 106 min
ano.
2007

realização. robin swicord.
argumento. robin swicord. karen joy fowler (livro).

protagonistas. emily blunt. maria bello. kathy baker. hugh dancy. maggie grace. amy brenneman. jimmy smits.
sinopse. quando cinco mulheres e um homem se juntam para debater os tão apreciados romances de jane austen, concluem que os problemas de emma, mr. darcy e das irmãs bennet não são assim tão diferentes dos seus. [imdb]
 
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sou fã de jane austen. ainda não consegui ler todos os seus livros, mas já vi várias das adaptações, tanto no cinema (orgulho e preconceito, emma) como na televisão (lost in austen, orgulho e preconceito).
a sua obra mantém uma frescura e uma magia extremamente apelativas, mesmo depois de a lermos mais do que uma vez, o mesmo se aplicando às adaptações; ainda não vi uma que não fosse boa, mas aí sou completamente parcial.
   

em o clube de leitura de jane austen, adaptado do best-seller de karen joy fowler (editado em portugal por uma editora que, entretanto, faliu), cruzam-se as histórias de seis pessoas que se juntam para formar o clube de leitura de jane austen, lendo um livro por mês. 


bernardette, divorciada seis vezes (!), tem a ideia de formar o clube quando conhece prudie, uma professora de francês em plena crise matrimonial. rapidamente se lhes juntam sylvia, que vê o marido sair de casa depois de 20 anos de casamento, e a filha allegra, uma lésbica que não consegue manter a mesma parceira muito tempo; jocelyn é casamenteira e vive intensamente a sua profissão de criadora de cães, e grigg, o único homem do grupo, é um génio informático que adora ficção científica.


os enredos das obras interligam-se com os problemas modernos de cada um deles, o que torna o argumento bastante interessante. temos o medo do compromisso, a crise conjugal, a infidelidade, a quebra de confiança, o amor, a amizade, sendo que cada personagem (mais ou menos inconscientemente) fica com o livro que mais identifica a etapa da vida em que se encontra.


o filme é despretensioso e muito bom. a produção é simples, a banda sonora é adequada e o argumento é excelente. claro que há estereótipos e o previsível final feliz para todos, mas o elenco é muito bom (mesmo!) e os temas são tão universais que toda a gente se identifica, ao ponto de quem não leu todos os livros de jane austen (o que é o meu caso) não perder nada do que se passa.


gosto particularmente da cena inicial, onde se ilustra o quotidiano das pessoas, que alterna entre dias bons e menos bons, e onde nos reconhecemos imediatamente.

o clube de leitura de jane austen é um daqueles filmes que sei que vou rever sempre que surgir a oportunidade. um excelente chick flick (um filme "feminino" de e para mulheres) que me deixou curiosa em ler o livro original e continuar a leitura das obras de jane austen; há melhor cinema do que aquele que nos quer fazer saber mais?

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. isn't physical attraction one of the ungovernable forces? you know, like gravity... that's what we like about it. downhill, release the brakes, loosen the grip and then... whoosh!

. being the only child of a woman who gave birth in a commune after changing her name to skygirl, i've come to loath hippie-handie crafts .

. he looks at me like he's the spoon, and I'm this dish of ice cream .
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domingo, 2 de março de 2014

morte em pemberley (bbc)

 [ bom ]

título original. death comes to pemberley.
género. drama. romance.
episódios. 3 (176 min)
ano.
2013

realização. daniel percival.
protagonistas. matthew rhys, anna maxwell martin, matthew goode. trevor eve.
sinopse. na véspera do sumptuoso baile anual em pemberley, o quinto de elizabeth como mrs darcy, um cadáver é encontrado na propriedade, atraindo atenções indesejadas sobre a família darcy e ameaçando manchar o seu bom nome. [imdb]

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morte em pemberley traz o selo de qualidade da bcc e consegue um feito raro: ser melhor do que a obra homónima em que se baseia, escrita por pd james (que já li e comentei aqui), em mais uma sequela do famoso clássico de jane austen, orgulho e preconceito.

ao longo de três episódios, reunimo-nos com os darcy e os seus mais íntimos, em pemberley, para desvendar o crime que leva a que todos os olhos se voltem para a propriedade: o assassinato do capitão denny e a acusação de george wickham como o autor do crime.


uma lizzy muito pouco fiel à obra
a acção da mini-série passa-se seis anos após o casamento de lizzy e darcy, que contam com dois filhos (só aparece um deles na série), muitos amigos e uma vida desafogada. lizzy anda atarefada a organizar o baile anual em pemberley, apurando os últimos pormenores e lutando pela aceitação entre a aristocracia da região (os bennett nunca foram ricos e alguns ainda comentam que a riqueza de darcy foi uma das razões determinantes ao "sim" de elizabeth).

o melhor george wickham que já vi!
assim, o ambiente é de festa e antecipação em pemberley, mas uma tragédia vai ensombrar a propriedade e os seus ocupantes: no bosque da propriedade, é encontrado o cadáver de um jovem oficial, um dos melhores (e raros) amigos de george wickam, que vê cair sobre si as suspeitas do crime, manchando o nome da família e atraindo todos os olhares, e falatório, à mansão dos darcy. a investigação inicia-se, com wickam a tentar escapar à força e clamando inocência e os darcy envolvidos num escândalo que vai ameaçar a sua pacatez e reputação. 


em termos de acção, a mini-série é relativamente fiel ao livro de pd james, ocultando as partes mais aborrecidas mas também alguns pormenores chave, o que não arruinou o desenrolar da história mas que me fez ficar contente em ter lido o livro e poder preencher as lacunas. 

em relação aos actores, a escolha dos protagonistas foi ao lado, com uma lizzy muito insonsa e apagada (a anos-luz da personagem original) e um darcy discreto mas pouco imponente. gostei muito mais do elenco de actores secundários, principalmente wickam e lydia, mais fiéis ao "boneco". os cenários foram muito bem escolhidos mas o guarda-roupa é pouco mais do que satisfatório (lizzy usa sempre o mesmo vestido com um penteado de trazer por casa e cara lavada; em séries de época, a caracterização é crucial e aqui revelou-se muito pobrezinha, ainda mais porque a personagem nem tem o humor nem o brilho da lizzy dos livros).



é sempre bom ver uma adaptação (mesmo que de uma sequela adaptada livremente) de orgulho e preconceito, mas umas resultam melhor do que outras; morte em pemberley tem o condão de ter resultado melhor em televisão do que no livro de pd james, mas as personagens principais não têm o carisma das originais, a acção foi atabalhoada para caber em três episódios e o saldo final é modesto; até hoje, a série de 1995 e o filme de 2005 continuam soberanos. o restante que tem sido feito entretém e pouco mais.
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. we have all sinned, mr darcy, and we cannot look for mercy without showing it in our lives .
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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

miss austen regrets


título original.
MISS AUSTEN REGRETS

realização. jeremy lovering.
argumento. gwyneth hughes.
protagonistas. olivia williams. greta scacchi. hugh bonneville. imogen poots.
género. drama. biografia.
duração. 90 min
ano.
2008
sinopse. o filme retrata os últimos anos de vida da escritora jane austen, que morreu aos 41 anos, em 1817. [imdb-do-filme]


avaliação
[ bom ]

sou fã de jane austen e, embora ainda não tenha conseguido ler todos os seus livros, já vi várias adaptações dos mesmos, no cinema (orgulho e preconceito, emma) e na televisão (lost in austen, orgulho e preconceito). a sua obra mantém, ainda hoje, a mesma frescura e magia, até na releitura
.


miss austen regrets retrata os últimos anos de vida da autora, que morreu aos 41, vítima de doença prolongada. a história baseia-se em cartas trocadas entre jane e a sobrinha fanny e a irmã cassandra.

a acção começa com a escritora já trintona e com os livros s
ensibilidade e bom senso, orgulho e preconceito e mansfield park já publicados. o filme acompanha a escrita de emma e persuasão, enquanto assistimos ao arrependimento de austen em relação a situações ligadas ao quase casamento por que passou, principalmente quando a família a pressiona pelas suas escolhas.

 ah pois é, conformem-se!

olivia williams dá vida a uma jane austen perspicaz, inteligente e muito divertida, com uma visão mordaz das relações amorosas. porém, a escritora sofreu com as restrições da época e com as críticas de familiares, apesar das vendas dos seus livros lhe permitirem viver com dignidade.

a mensagem que fica é a de que jane austen não conseguiu, nem quis, abrir mão das suas obras para viver ao lado de um marido, nem mesmo de um grande amor, algo bastante irónico: afinal, a mulher que melhor descreveu o amor, abdicou do mesmo para poder ser livre.
o filme integral está disponível no you tube para visionamento, legendado em português, a primeira parte está no vídeo abaixo; melhor é impossível.

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. because my clever words will soon be the only thing that will put a roof over my head. or over my mother’s. or over my sister’s. i’m to be my own husband it seems .

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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

emma



título original. EMMA

realização e argumento.
douglas mcgrath.


protagonistas. gwyneth paltrow. toni colette. james cosmo. alan cumming. jeremy northam.

género.
comédia. romance.
duração. 121 min
ano.
1996

sinopse. emma woodhouse é bonita, rica e inteligente. quando a sua melhor amiga casa, emma é confrontada com uma grande lacuna e um grande dilema: como ajudar os outros a ter uma vida tão perfeita como a sua? decide fazer de casamenteira e começar com harriet smith, uma jovem simples e ingénua. [imdb-do-filme]


avaliação
[ razoável ]

crítica.  emma é um filme de época que mistura romance e comédia, cuja história é adaptada do livro homónimo de jane austen, publicado em 1815. já foi adaptado a cinema e tv inúmeras vezes, mas esta é a primeira adaptação que vejo.

o filme centra-se em emma, uma jovem de vinte anos que tem tudo na vida: beleza, riqueza e inteligência. em pleno século 19, na inglaterra rural, as mulheres mais abastadas entretêm-se como podem e isso passa por se visitarem entre si e falarem umas das outras. apesar da sua maturidade em alguns assuntos, emma é também algo superficial e pretensiosa, e confia demasiado no seu poder de manipular a vontade alheia, ainda mais quando decide armar-se em casamenteira. apesar de não precisar de casar para ter uma vida confortável, emma dedica-se a emparelhar amigos e conhecidos, apesar de errar amiúde sobre as intenções dos outros, o que cria episódios embaraçosos e menos acertados para a nossa heroína.



este cupido tem péssima pontaria!

emma tem uma aura e ambiente etéreos e um tom cor-de-rosa. as cores são belíssimas, o guarda-roupa aprumado e as senhoras são belas e os senhores uns cavalheiros dos pés à cabeça. o elenco é de qualidade (paltrow, northam, mcgregor, scacchi) e a cenografia adorável (o countryside inglês é absolutamente inspirador).

apesar disso, o filme arrasta-se, em grande parte por culpa das situações não serem particularmente aliciantes nem as personagens carismáticas. globalmente, o filme é chato, apesar dos aspectos positivos.


apesar de entreter, não me parece que volte a rever emma.


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.
maybe it is our imperfections which make us so perfect for one another .

. were she prosperous, or a woman equal to your age and situation, i would not quarrel with any liberties of manner. but she is poor! even moreso than when she was born, and should she live to be an old lady, she will sink further still. her situation being in every way below you should secure your compassion ! badly done, emma. badly done .


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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

lost in austen (bbc)





título original. LOST IN AUSTEN (tv)

criado por.
guy andrews.

elenco principal. amanda price (jemima rooper). fitzwilliam darcy (elliot cowan). mrs bennet (alex kingston). wickham (tom riley). jane bennet (morven christie).


género. drama. romance.
ano.
2008

episódios. 04 (183 min)

sinopse. uma jovem londrina tem no romance orgulho e preconceito o seu livro favorito. uma noite, através de um portal, vê-se transportada para a história de jane austen e interage com os seus personagens, tornando-se parte da acção. [imdb-da-série]


avaliação
[ bom ]

crítica.  orgulho e preconceito é um dos romances mais lidos e venerados, com vinte milhões de cópias editadas em todo o mundo e alvo de inúmeras adaptações ao pequeno e grande ecrã. eu li-o em 2011 e adorei. desde então, tenho (re)visto os filmes e as mini-séries dele adaptados, revendo com prazer personagens, episódios e locais da narrativa. recentemente, tive oportunidade de ver uma mini-série que segue as aventuras de uma fã do romance que se vê transportada para o lugar onde o mesmo decorre, lost in austen.



a mini-série segue a história de amanda price, uma jovem que vive na turbulenta londres do século 21 mas sonha com o romantismo e maneirismos da altura em que se passa o romance austeniano. como a maioria das fãs do livro, admira o espírito e a força de elizabeth e vê darcy como o homem ideal
.


a ideia base da história é algo risível, e a forma como amanda é transportada para o universo da história (uma porta falsa na casa-de-banho do seu apartamento em hammersmith) também, mas isso rapidamente é posto de parte assim que nos vimos novamente perante os acontecimentos do livro.


os diálogos são engraçados e o elenco bem escolhido. elliot cowan é sedutor como darcy, guy henry arrepiante como mr collins e alex kingston interpreta uma mrs bennet menos histérica que o habitual e com um sentido familiar apurado. a protagonista está muito bem, engraçada e trapalhona, mas com tiradas bastante engraçadas.



engraçada é também a reviravolta que o argumento dá relativamente a algumas personagens, conferindo-lhes outra dimensão: wickham não é tão mau como no romance de austen e miss bingley tem interesses diferentes do que a narrativa original sugere. 

a série é divertida mas é o que é: uma brincadeira, não devendo ser muito levada a sério. para os puristas do romance, talvez pareça uma blasfémia, mas após tantas adaptações (será difícil superar a qualidade da série de 1995), é refrescante ver a história doutro ângulo, permitindo a milhares de fãs sentir o gostinho de poder ter mr darcy só para si e protagonizar uma das maiores histórias de amor de todos os tempos.

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. i say this. you are a prig, madam, a pander and a common bully. and you cheat at cards! do you suppose you may enter my house and brandish your hat at me thus? i have a mind to turn you upside down and use you to scrape out ambrosia's sty .

. we shall have 25 children and name them all amanda, even the boys .

.
madam! behold fitzwilliam darcy. i am what i am. if you find yourself unable to 'get at' an alternative version, i must own to being glad. i despise the intrusions of a woman so singularly dedicated to mendacity, disorder and lewdness. they repel me. you repel me. you are an abomination, madam. good afternoon to you .

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

orgulho e preconceito (bbc)



título original. PRIDE AND PREJUDICE (tv)

criado por.
jane austen.

elenco principal. elizabeth bennet (jennifer ehle). fitzwilliam darcy (colin firth). mrs bennet (alison steadman). mr collins (david bamber). wickham (adrian lukis). jane bennet (susannah harker).


género. drama. romance.
ano.
1995

episódios. 06 (300 min)

sinopse. as cinco irmãs bennet foram criadas pela mãe com um único objectivo na vida: encontrar um bom marido. quando um solteiro rico se muda para a vizinhança, entra tudo em polvorosa. entre o círculo de amigos do novo habitante, certamente não haverá falta de bons partidos. quando elizabeth conhece o pretensioso mr darcy, a batalha dos sexos começa. [imdb-da-série]


avaliação
[ obra-prima ]

crítica.  orgulho e preconceito é o expoente do "romance elegante", com vinte milhões de cópias editadas em todo o mundo e alvo de inúmeras adaptações e imitações. apesar de conhecer o livro, nunca o tinha lido antes até este ano; fiquei tão agradada (ainda mais porque nunca tive inclinação por histórias cor-de-rosa) que tive de procurar as adaptações (já tinha visto o filme com keira knightley e adorado), entre elas aquela que é aclamada como a melhor de todas: a mini-série da bbc dos anos 90.



a série é muito boa, com cenários de um imenso verde e uma fotografia lindíssima, diálogos quase transcritos do livro e um elenco competentíssimo, apesar de alguns actores não corresponderem ao que, fisicamente, eu tinha imaginado. mas a interpretação estelar faz esquecer isso e devorei os 6 episódios
.


o argumento é excelente, muito fiel à obra de 1813 de jane austen, conseguindo retratar perfeitamente os maneirismos, guarda-roupa, cultura e mentalidade da época. as personagens são muito fiéis ao livro e de uma densidade dramática envolvente, e reproduzem o seu peso na obra, ao que a duração da série ajuda, já que as versões cinematográficas são bastante mais curtas e tendem a cortar personagens ou a diminuir a sua importância.




esta série da bbc foi um sucesso estrondoso e ganhou vários prémios, distinguindo a interpretação de jennifer ehle como lizzy e lançando a carreira de colin firth (que deu vida a mr darcy), premiado este ano nós óscares como melhor actor em o discurso do rei. os restantes actores deixaram de actuar ou ficaram-se por papéis muito pequenos, com um par de excepções pontuais (anna chancelor, a snob miss bingley, e emilia fox, a doce georgiana darcy).



é uma série deliciosa, com uma história onde as boas acções são difíceis de perceber e onde a maldade e a malícia estão ocultas pelo status e riqueza. mesmo depois de ler o livro e saber o final, torcemos pela nossa protagonista, que cresce e se torna menos susceptível às aparências e faz por merecer o final feliz. no final, queremos mais e procurando, encontra-se, razão pela qual já adquiri a adaptação a banda desenhada do romance.

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. mr bennet: til you or your sister jane return, i shall not hear two words of sense spoken together .

. elizabeth bennet: perhaps i didn't always love him as well as i do now, but in such cases as these a good memory is unpardonable .

. mr darcy: i cannot fix on the hour, or the look, or the words, which laid the foundation. it is too long ago. i was in the middle before i knew that i
had begun .

. mary bennet: vanity and pride are different things, though the words are often used synonymously. a person may be proud without being vain. pride relates more to our opinion of ourselves, vanity to what we would have others think of us .

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terça-feira, 9 de agosto de 2011

orgulho e preconceito




título original.
PRIDE & PREJUDICE

realização.
joe wright.

argumento. deborah moggach.
protagonistas. keira knightley. matthew macfadyen. donald sutherland. judi dench.

género.
romance. drama.
duração. 129 min
ano.
2005

sinopse. 1797. as irmãs bennet foram criadas por uma mãe determinada em encontrar-lhes maridos que assegurem os seus futuros. lizzie, encorajada pelo pai, vê as coisas doutra forma. quando o abastado sr bingley, ainda solteiro, passa a habitar uma mansão vizinha, as bennet entram em alvoroço. [site-oficial-do-filme]


avaliação
[ muito bom ]

crítica.  orgulho e preconceito é um filme de época delicioso, a que não faltam apontamentos de humor e crítica social, uma história de amor intemporal adaptada do livro homónimo de jane austen, publicado em 1813.

condensar toda a complexidade da história e personagens do livro em duas horas é uma tarefa ingrata (e muitos foram os fãs que desancaram o filme, desde o facto de algumas personagens não terem sido desenvolvidas/reduzidas a secundárias até à omissão de algumas cenas importantes), mas eu acho que o resultado final foi bastante bom, tendo em conta as limitações. perde em intensidade mas mantém a beleza narrativa e a inteligência dos diálogos do livro o melhor que pode.


o clássico de austen retrata o orgulho, preconceito e diversos mal-entendidos que acontecem nas relações humanas, em plena época georgiana, onde já se adivinham mudanças sociais e políticas. na sociedade rural, contudo, as alterações tardam a chegar. com 5 filhas mulheres, os bennet não têm como assegurar que o legado familiar continue na família chegada, sendo que o parente homem mais chegado é um primo "fraco de cabeça".

quando um solteirão cobiçado, o sr bingley, chega à região, a matriarca bennet começa imediatamente a fazer planos para o emparelhar com a beleza da família, jane, a filha mais velha. com bingley vem darcy,
um fidalgo antipático que responde torto, tomado de ponta por elizabeth bennet, que jura ser-lhe indiferente. a partir daqui, sucedem-se inúmeras situações, que aproximam ou afastam os personagens da sua felicidade e objectivos.


ó p'rá menina fresquiiiiinhaaaa, é só escolher, freguês, é só escolher!


o elenco: keira knightley interpreta uma elizabeth bennet muito credível, fresca, cáustica e inteligente, e um matthew macfadyen um mr darcy demasiado inexpressivo por vezes (mesmo nas cenas em que devia interpretar alguém que tem de pôr o orgulho de lado, a muito custo); a mãe bennet (brenda blethyn) é divertidíssima nos seus intentos casadoiros e judi dench fácil de odiar, com a sua interpretação da snob e desagradável lady de bourgh. donald sutherland também se destaca como mr bennet, o senhor da casa que não manda nada, rendido aos encantos e desejos da esposa e filhas.

a fotografia do filme é muito bela, com imagens arrebatadoras dos campos ingleses no seu intenso verde assim como das mansões magníficas, cuidadosamente conservadas.

o filme tem duas horas, mas de bom grado teria visto mais uma. muito bom.


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.
have you no consideration for my nerves?
. you mistake me, my dear. i have the utmost respect for your nerves. they've been my constant companion these twenty years .


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