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fnvforconsséncia de seus dveresprincipais. Eire estes, esto a dafesa do
interes do povo desi nogio ~ © no a promogio dos préprics. Lugar de
Depetedo Federal & em Brsli, no Congress eno junto as "bases (sj
2 cue forgo), O pas est cansado de trabalar soho. & hora des "pals da
plat fazerem js a seus *minguados? sls.
© que faz 0 rel6gio eletrOnico manter a hora exata?
‘Como 0 computador consegve sincronizar 0 enorme fluxo de informa-
‘gbes que processa?
‘Qual o segredo dos transmissores das estagbes de rédio, que sempre
trabatham exatamente na mesma freqdéncia?
“Todos eles possuem um componente em comum, o cristal de quartza,
responsdvel por essa preciso. Mas, como funciona? Como consegue e353
levada preciso? De que modos é aplicado?
‘Base € 0 assunto principal do nosso artigo de fundo *Cristas - 0 ritmo
da eletrGnica’ de Newton C. Braga, onde também sao abordados os cireuitos
fosciladores conttolados por cristal, © como sempre, muitos outros assuntos
de seu interesse.
‘Terminames mais este ano, cheio de incertezas ¢, 20 mesmo tempo
esperangs de um fluro melhor. Aos nossos leitores, colaboradores ¢anun-
SRet deacjamos que 1995, aponte 0 rum certo para que ~ Finalmente -
ecsamosreapirr normalmente, sem temor de choguesesurpresasdesagra-
Avels Que 1995 aga supress - mas somenteagradévels, Toga FELICI-
DADE, PAZ, COMPREENSAO, no soment 0 nosso povo, mas. a teas
poves do Planeta TerraCristais- 0 ritmo da [Link] A
Minuscuos cristae de quartzo vibram com preciosa
om varios equipamentos eletrorios garantnce ace
500s cicutos uneionem de manta proenace ¢
Sincronizada. A importincia destes cicals © seu
funcionamento sera toma cental dese attgo se
interesse geral
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SABER ELETRONICA
N° 263 - DEZEMBRO/1994
TS a3]CRISTAIS
O RITMO DA
ELETRONICA
Dentro de muitos equipamentos ele-
trénicos, bate um “coragao invisivel” que determi
na com ritmo preciso 0 seu funcionamento, Nos
reldgios, crondmetros, computadores e muitos ou-
tros equipamentos, mindsculos cristais de quartz
ibram com preciso, garantindo que seus circui
tos funcionem de maneira totalmente ordenada @
sinoronizada. E dificil prever o que seria da eletr<-
nica em nossos dias sem a presenca desses ele-
mentos. A importancia dos cristais de quartzo ¢
seu funcionamento sera o tema central deste artigo
de interesse geral
Newton C. Braga
(© que faz com que um reldgio ele-
‘ronieo mantenha seu ritmo exato in-
dependentemente das variages de
temperatura ambiente, das diversas
situagées em que ele deve funcionar
@ alé do proprio estado de sua bate:
fia? Q que faz com que todas as
‘operagdes de um computador sejam
totalmente sincronizadas numa velo-
cidade enorme, com um minimo de
variagées?
(0 que faz com que os transmisso-
res das estagdes de radio e de Tele-
‘comunicagdes mantenham suas fre-
quéncias com grande precisao, nao
interferindo uma nas outras e perm:
tindo que vocé as sintonize sempre
‘no mesmo ponto do mostrador de seu
radio, ou sempre que tocar a mesma
tecla de seu televisor?
Se o leitor respondeu que é 0 cris-
tal de quartzo, acertou, mas acredita-
mos que na maioria dos casos, essa
respesta deve estar acompanhada de
uma grande interrogagao: mas como.
tum cistal de quartzo pode fazer i390?
‘A maioria dos equipamentos ele-
trdnicos que exige alguma espécie de
sincronismo preciso, ou seja, um “r2-
l6gio interno", para funcionar, aprovel-
ta as propriedades dos ciistais de
quarizo, que entao podem ser encon-
trades na forma de componentes ele-
GABER ELETRONICA N° 263704{ténicos, como mostra a figura 1.
Evidentemente, 0 que temos nes:
ta figura € 0 involucro com os termi-
ais de ligagao, ja que 6 no interior
dele que temos 0 cristal
Como funciona a pequena peca
de cristal transparente que é coloca-
da nestes invélucros é algo que pode
‘maravilhar tanto pela sua simplicida
de como pelo seu significado. Mais
uma vez, a natureza se manifesta em
‘SABER ELETRONICA N* 263/04
simples propriedades que podem ser
sofisticadas a ponto de signiticar todo
O sincronismo das operagdes que seu
PC realiza,
© CRISTAL DE QUARTZO
Os cristais sao estruturas em que
os atomos se dispéem de uma forma
ordenada que se repete em toda a
sua extenso. Assim, forma-se uma
espécie de rede de atomos com uma
disposigdo totalmente ordenada, con
forme mostra a figura 2.
Os atomos de um cristal nao pre
cisam ser necessariamente todos do
mesmo elemento. Um cristal pode ser
formado por atomos de dois tipos,
como por exempio, de um metal como
© slic, o aluminio, etc. ¢ 0 oxigénio.
Muitos cristais de grande efeito deco-
fativo e também muito valiosos, como
© rubi, a turmalina, etc séo estruturas
formadas por étomos de dois tpos.
‘A maioria dos cristais apresentam
uma estrutura perfeitamente siméti
a, 0 que significa que as forgas
de natureza elétrica manifestadas pe-
los atomos no seu interior sao
balangeadas, e nada de anormal ocor-
© 0u é notado em termos de seu com-
Portamento,
No entanto, pela disposigao dos
{tomas formando o cristal, pode ocor-
fer que haja uma assimetria em rela-
0 as forcas elétvicas manifestadas
Polos atomos. O resultado & a mani
festagao de forcas de natureza elétii-
ca em determinadas condigdes,
Assim, existem os casos em que
essa assimetria se manifesta de tal
maneira que nas faces do cristal pre-
dominem cargas de determinadas
polaridades, ou soja, o material per
manece constantemente catregado
com cargas estaticas, conforme mos-
tra a figura 3.
Um material deste tipo & denomi:
nado pizoelétrco, ou soja, trata'se de
tum eletreto, As cargas que este mate-
fial manifesta so intrinsecas, bem
diferente das cargas que um corpo
acumula quando, por exemplo, 0
alritamos com outro,
Mas 0 caso que mos ineressa & um
pouco diferente: existom crisais que em
Ccondigdes nora nao manifestam qual
quer desequiftrio interio. No entanto,
‘quando estes cristais sofrem algum tipo
9 delormagio homogénea, come por
‘exemplo uma compressao, extenséo ou
{orgao, aparecem cargas eiéticas local
ada, ou seja, eles se tornam polarza-
os (igura 4)
ualquer cristal que nao possua
um centro. de simetria, apresenta
esta propriedade, que é a de ser
Piezoelético,
A intensidade com que o efeto se
manifesta depende da diregao do des
ecamento que os atomos sotrem comowe
Fig. 1 = Cristais de quartzo
‘em ivOlueos comuns.
a deformagao, em relagao as suas
posigdes originais de equilibrio.
efeito contrario também ocorre:
se aplicarmos nas faces de um cristal
deste tipo uma tensao elétrica, ele se
deforma,
Um material que pode manifestar
esta propriedade ¢ 0 quartzo, isso
‘quando seus cristais so cortados de
determinada maneira que é mostrada
na figura 7,
Desta forma, 0 corte de um cristal
de quartzo comum, que é uma forma
de 6xido de silicio, em qualquer das
maneiras mostradas na figura, resulta
‘em cristais piezoelétricos.
RESSONANCIA
0s cristais piezoetétricos de quart
20, em consequéncia do fato de apre-
sentarem uma polarizagao eldtrica em
suas faces devido a deformagies, tam
‘utras propriedades importantes con-
seqientes.
Uma dessas propriedades ¢ a res-
sondncia.
Qualquer corpo possui_uma
frequéncia natural de vibragéo. Quan-
0 batemos numa lamina de metal
presa numa morsa, conforme mostra
a figura 5, esta lamina tende a vibrar
numa dnica frequéncia que depende
de seu formato, tamanho & material
de que 6 feito.
‘As vibragdes mecéinicas fazem
com que as forgas elésticas entrem
fm acéo, determinando o modo como
cessas vibragbes se realimentam e por
tanto a freqiéncia natural com que ©
corpo tende a oscilr.
Este 60 principio de funcionamen-
to do diapasdo que produz sempre a
mesma nota musical quando excitado
mecanicamente, ou das teclas de um
xilofone. Até 0 ar no interior de um
os
1sPOsI¢KO ORDENAOR OE
Fig. 3- As cargas das
faces do um oltreto so natura.
Fig. 2 - Um cristal
sttura atic,
Fig 4 - Com a delormagdo, 0s cistas do
‘quarto manifestam tensbes eléicas.
tubo vibra em freqUéncia que depen-
de de suas dimensdes, 0 que resulta
1no principio de funcionamento de to-
dos os instrumentos de sopro.
No caso do cristal de quartzo, as
suas dimensdes e também as forgas
eldsticas que agem no seu interior
(que dependem da diregao de sua
atuagao determinada pelo corte), fa-
zem com que ele tenda a vibrar sem:
pre_numa tnica frequéncia quando
excitado mecanicamente ou elet
‘camente.
Em outras palavras, podemos di-
zer que um cristal de quartzo se com-
porta, quando excitado, como um
diapasio eletrOnico.
Para termos correntes elétricas ou
sinais de determinadas frequéncias, a
partir de um cristal de quartzo, basta
cortar este cristal com as dimensdes
apropriadas e excité-o eletricamente
‘vORAcSes NUN Ucn FREER
Wu
Joupsszo oe
chin DE REssonaNciA
Fig, 5 - Uma limina de metal em forquiha
(Gaba vba na bea Wehinca
de modo que ele entre em vibragéo.
‘As vioragbes vao entao ocorrer na
sua freqiéncia de ressonancia, ou
entéo em harménicas.
‘© que ovorre em relagdo &s har-
énicas pode ser entendido tomando
por base uma corda de violao, confor
me mostra a figura 6
‘Uma corda de violdo quando exci-
tada pode vibrar somente de determi-
nadas maneiras, as quais séo estipu-
ladas pelos seus pontos fixos, ou seja,
pelos nodos, conforme mostra a figu:
ra. Assim, a frequéncia mais baixa
que ela pode produzir é a denomina-
da fundamental e € aquela em que
temos os dois nodos nos pontos de
fixago da corda e um ventre em seu
meio,
‘Masa vibragao também pode ocor-
ter de tal forma que tenhiamos um
segundo nodo no meio, 0 que
cortesponde ao dobro da frequéncia,
‘ou & segunda harménica,
Da mesma forma, podemos ter
{rés, quatro, cinco, etc. nodos que vao
permitindo que a corda vibre sempre
fem freqdéncias mitiplas da funda-
mental. © mesmo ocorre com um cris
tal, pois ele pode ser forgado a operar
fem modos de vibrago que venham a
produzir frequéncias harmonicas da
oNoAMeNTAL
wanubuice
DDD): noronece
Fig. 6 ~ Modos de vibragéo de
uma corda pres pelas extreidades,
‘SABER ELETRONICA N° 263/04denominada fundamental
Esta possibilidade ¢ interessante
se considerarmos que, quanto maior
for a frequéncia que um cristal deve
produzir, menor devem ser suas di-
‘mensdes, 0 que nos leva a um ponto
‘em que © componente se torna muito
delicado.
Podemos entao usar os cristais
desta forma, para produzir sinais que
tenham frequéncias muito mais ele-
vadas que a fundamental e que de
outra forma exigitiam componentes ex
‘tremamente finos e delicados.
OS CORTES
‘Ao explicarmos inicialmente que 0
modo como um cristal é cortado influt
na maneira como ele pode vibrar &
também a intensidade com que o efei-
to piezoelétrico se manifesta, demos
apenas trés orientagdes possiveis,
Na prdtica, a eletrénica pode apro-
veitar muito mais orientagoes e assim
existem muitos tipos de cortes, os
quais resultam em cristais com api:
cagoes especificas.
Na figura 7 s40 mostrados todos
05 tipos de corte de cristal com as
suas denominagées,
Estes cortes vao determinar nao
86 0 modo segundo 0 qual o cristal
vibra quando excitado, na sua aplica-
‘G80 principal, como também a faixa
de freqiéncias e 0 uso a que se des-
tina,
Temos entéo os seguintes cortes
principais:
4) Duplex 5 X - Designacao J.
Neste corte o cristal vibra no sen-
tido de seu comprimento e pode ope-
rar em frequéncias entre 0,8 @ 10 kHz
Trata-se_pois de um corte para bai-
xas freqdéncias, obtendo-se um coe:
ficiente nulo de temperatura na tem-
peratura ambiente,
by xY
Neste corte, o cristal pode vibrar
tanto no sentido de comprimento como
na largura, numa faixa de frequéncias
entre 3e 50 kHz. Também temos neste
caso um corte destinado a operagao
‘em baixas frequéncias,
©) NT - designagao N.
Os cristais ‘com este corte vi-
bram no sentido de seu compri-
‘SABER ELETRONICA N? 263104
mento em — freqdéncias
entre 4. 150 kHz, sendo
indicados para aplicagdes
em osciladores de baixas
freqiéncias e fitros. Uma
estabilidade de frequénci-
as de 0,0025% pode ser
obtida na temperatura
ambiente sem a neces
sidade de controles de
temperatura.
d) +5 X- designagao H.
cristal neste corte vi-
bra no sentido de flexionar,
numa faixa de frequéncias.
de 5 a 140 kHz. As varia-
{ges relativamente grandes
da frequéncia deste cristal
‘com a temperatura limita
suas aplicagoes afitros em
ambientes com temperatu:
ras controladas. Dentre as
dificuldades que podem ser
citadas para este cristal,
esta a dificuldade na sua
fabricagao, que deve ser
uma barra fina e longa, f
xada em suporte especial
¢) BT - designagao B.
Nesta modalidade de
Corte o cristal vibra no sen-
tido de sua espessurae em
Fig, 7 - Os comts possiveis de um cristal de quartz,
uma faixa de frequéncias
‘compreendida entre 1 e 75 kHz,
Dentre as dificuldades apresentadas
ppor este tipo de cristal, esté a dificul-
dade para sua fabricagao,
f) 18 -1/2 X- designagao F.
Neste corte o cristal vibra no senti
do de seu comprimento, numa faica
de frequéncias que pode ficar entre
50 e 250 kHz. Este tipo de cristal &
utilizado em fitros e pode ser encon-
trado em aplicagdes mutti-eletrodos.
9) +5 X- designagao E.
Os cristais que apresentam este
corte vibram no sentido de seu com-
primento, numa faxa de frequéncias
de 50 a 250 kHz, sendo usados em
aplicagées como fitros de baixa fre-
quéncia, gragas a seu baixo coefici-
ente de temperatura que Ihe d& uma
oa estabilidade,
h) DT - designagao D
Este tipo de cristal tem suas osci-
lagdes rente as faces © pode
operar em freqiéncias na faixa de
80 @ 500 kHz. Este tipo de cristal &
usado como calibrador e base de tem-
poem freqiencimetros, além de trans-
missores de FM e TV. No entanto, ele
‘nao pode operar satisfatoriamente aci-
ma de 500 kHz.
i) MT-- designagao M
As vibragées neste tipo de cristal
‘correm ao longo de sua exten:
‘so, numa faixa de frequéncias de
50 a 250 kHz. Seu baixo coeficiente
de temperatura tomna-o ideal para con-
tole de osciladores e filtros. No en-
tanto, trata-se de um tipo de cristal
pouco usado, porque existem unida-
des mais compactas que 0 substitu-
em. .
i) GT - designagao G.
Neste cristal as vibragoes ocor-
rem no sentido de sua extensao,
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realizago de trabalnos praticos adequa-
os para cada curso
ar ar ar,uma parte por mihao, numa taixa de
100 °C. E utilzado em padres de
freqiéncia nos quais a estabilidade
‘sem 0 controle de temperatura é es-
sencial
‘A desvantagem esta no seu pre-
go, j& que é 0 mais caro de todos os
tipos, devido ao grande trabalho que
existe em se encontrar a direcao exa-
ta de seu core.
ky) CT - designacao C.
As vibragées neste cristal ocorrem,
rente a superficie de suas faces, numa
faixa de frequéncias de 300 kHz a
1,1 MHz, Trata-se de um cristal com
coeficiente de temperatura nulo nas
bbaixas freqiéncias.
E utiizado em filtros e osciladores:
que nao necessitam do controle de
temperatura de funcionamento. No
entanto, como desvantagem, este cris-
tal é dificil de ser fabricado em
frequéncias muito baixas, devido as
suas dimensées.
Dx
Neste corte, 0 cristal vibra ao lon-
g0 de sua extensio, podendo fazer
isso numa faixa de frequéncias que
vai de 950 Kz 20 MHz, Tratase de
lm tipo de cristal mecanicamente es:
tével e de baixo custo. No entanto,
além do coeficiente de temperatura
{algo eleva), ele tem tendencias a
mmudar seu modo de osclagao.
m) SL
As vibragées deste cristal ocorrem
rente & face, mas acopladas por flexao,
isso numa faixa de freqiéncias entre
800 e 800 kHz. As caracteristicas elé-
tricas deste cristal sao similares as do
corte DT, no entanto, ele é maior, pos
sui melhor Q e uniformidade de ca-
racteristicas acima de 300 kHz. Estas
caracteristicas tornam-no ideal para 0
uso em filtro.
1) Y - designa
Este cristal vibra com ondas su-
perficiais acopladas por flexao numa
faixa de freqiéncias que vai de
‘500 kHz a 20 MHz. Este tipo de cristal
0 mais ativo.
©) AT designagio A
Este tipo de corte faz com que 0
cristal vibre no sentido de sua espes-
‘ura, numa faixa de frequéncias entre
1550 kHz e 20 MHz para o modo fun-
10
damental e de 10 MHz a 60 MHz nos
modos em terceiros sobretons.
As caracteristicas excelentes de
temperatura e frequéncia fazem des-
te tipo de corte 0 escolhido para os
‘casos em que a frequéncia nao deve
se alterar com as variagoes de
reatancia do oscilador. Estas carac-
teristicas tornam este tipo de cristal
bastante usado no controle de
osciladores de altas trequéncias.
Dentre as desvantagens apresen
tadas, podemes citar a dificuldade de
fabricagao.
~ weRLiWEWTAR
MN
Fig, 8 - Um oscilador 6 um amplifador
com reaimentacdo posiva
OS OSCILADORES
Um ctistal sozinho nao pode en-
‘rar em vibragao espontaneamente. A
excitago que coloca um cristal em
oscilagao e depois mantém esta osci-
lagdo 6 obtida por meio de um circuito
especial. Este circuto, conforme su-
ere a figura 8, nada mais 6 do que
‘um ampificador, e a0 conjunto assim
‘obtido denominamos “oscilador.
Desta forma, os circuitos que pro-
para
{que as piscadas ocorram na trequén:
cia que julgar conveniente para a
aplicagao que tem em [Link]
uilizar 0 apareino 6 s6 iluminar os
objetos pesquisados coma luz
Ultvioleta. Pegue objetos diver
0s como areia, objetos de deco-
ragao, substancias quimicas, pe-
Gras, papel cartao, e verifique a
fluorescéncia obtida em cada
‘caso. Para alimentar por fonte exter-
na, mude de posigao S, e conecte 2
fonte em Jp observando a polaridade
previamente:
© que voce achou deste artigo?
MONTE VOCE MESMO UM
SUPER ALARME ULTRA-SONS.
Nao se trata de um alarme co-
mum e sim de um detector de
intrusao com 0 integrado VF 1010.
(Leia artigo da revista SABER ELE
ITRONICA N? 251 - dez, 93).
Um integrado desenvolvide pela
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4 Ante no Gartio Consulta SE 5? 01997OSCILADORES CONTROLADOS
POR CRISTAL
Uma infinidade de equipamentos modernos tem seu ritmo de funciona:
mento controlado por pequenos cristais de quartzo. Como esses cri
ia que eles tem na vida moderna, foi justamente o alvo de outro artigo desta
‘exemplos de circuitos que gerem
nal
de froqi
funcionam bem
clas fixas, determinadas por cristais de
‘quartzo, Estes circuitos podem ser a base de muitos projetos que vao desde transmisso-
ras ou geradores de sinais de altas freqiéncias,
freqiiencimetros,
Um oscilador 6 simplesmente um
ampiiicador em que parte do sinal
de saida & aplicado @ entrada de
modo a produzir um efeito de real:
mentacao,
Nos osciladores com cristais, 0
cristal de quartzo influi na velocidade
com que a realimentagao ocorre, de-
terminando assim a sua frequéncia
de operagao, conforme indicado na
nat
Em principio, 0s osciladores com
cristal possuem uma Gnica frequén-
cia de operagao, que depende justa:
{OP
Fi tetsce nines |
uses aes
cronémetros, e mesmo computadoré
08 de osciladores que podem ser usados em qualquer freq
Newton C. Braga
mente das caracteristicas deste ele-
mento © que nao podem ser altera-
das. No entanto, como 0 acoplamento
do cristal ao circuito & capacitive, uma
capacitancia externa pode alterar le-
vemente a frequéncia natural de suas
oscilagées e isso pode ser aproveita-
do em algumas configuragoes.
Assim, existem circuitos cuja fre-
qiéncia 6 determinada pelo cristal,
mas que pode ser levemente altera-
dda por meio de um trimmer ligado em
série com este elemento.
Por outro lado, a poténcia que
podemos obter de um oscilador a cris
{al élimitada pela energia de RF que
6 aplicada a este elemento na manu-
tengo das oscilagdes. Uma potén-
cia elevada causa seu aquecimento
e se ele superar um certo valor, pode
ocorrer a perda das suas caracteris
ticas piezoelétricas com uma incapa-
cidade de oscita.
Observamos também que o sinal
obtido por muites osciladores com
ctistais nao 6 absolutamente puro &
que hatménicas podem estar presen-
tes, Nos casos em que elas sao inte-
ressantes, por exemplo num
dobrador, sua eliminagao nao nk
(8 instrumentos de precisao como
Damos a segi
uma boa quan-
cesséria, mas existem os casos em
que devem ser utiizados fitros com
esta finalidade,
(Os osciladores com cristais tem
diversas modalidades de operagdo
conforme a freqiéncia de oscilagao.
Temos entaéo 0s osciladores que
operam na freqiéncia fundamental
do cristal, os que operam em harma-
nicas do cristal ¢ finalmente os cir-
Ccuitos de sobretom, que sao 0s que
‘operam em harménicas impares, ou
seja, um muttplo par da freqaéncia
fundamental
Diversos so 0s motivos pelos
quais um oscilador com cristal pode
ndo funcionar. Um deles & a real
mentagao insuficiente de sinal
Um segundo motivo, iguaimente
importante & a carga excessiva do
Circuito de saida, quer seja por pro-
blemas de casamento de impedancia,
‘quer seja por exigéncia das etapas
seguintes de oscilagao.
“Também é causa de anormalida-
de de funcionamento num oscilador
com cristal a produgao de oscilagoes
parasites, principaimente na faixa de
‘VHF e que podem causar interferén-
cias principaimente em televisores,
SABER ELETRONICA NF 285/94quando estes cristais so emprega-
dos em transmissores. Fillros espe-
Ciais para sua eliminagao devem ser
usados quando isso ocorrer.
O elemento ativo de um oscilador
a cristal pode ser uma valvula, um
transistor bipolar, um transistor de
feito de campo ou ainda um ampiti-
‘cador contido num circuito integrado.
O importante para que as oscita-
‘goes possam ser mantidas 6 que 0
circuito tenha ganho, de modo que
parte do sinal possa sor reaplicado
na entrada e sobre alguma coisa para
ser usada no circuito externo, confor-
me sugere a figura 2,
a v3so0 seat |
Fig, 2 Um osciadr @ uma etapa
_ampificadora, com ganho maior
‘ue 1, qu se reaimenta
© cIRCUITOS
Comegamos por dar alguns cit-
Cuitos mais simples com transisto-
res, tecomendados para uso em pe-
uenos transmissores ou instrumen-
tos de prova, por gerarem sinais qua-
Se que senoidais (as pequenas dife
Tengas sao devidas & presenga de
harménicas ¢ eventualmente oscila-
(G0es parasitas).
a)
uitos de Frequiéneia Fixa
O primeiro circuito é 0 mostrado
na figura 3 e faz uso de um transistor
2N2222 ou equivalente, Este circuito
ode operar em frequiéncias na faixa
Fig. 3 - Oscilador Cops de
500 kH a 20 MHz ou mais
‘SABER ELETRONICA N* 263/04
de 500 kHz até algumas dezenas de
megahertz.
Trata-se de um oscilador Colpitts
em que a realimentagao 6 feita por
derivago capacitiva, com o sinal re-
tirado do emissor do transistor e
teaplicado & base. A alimentagéo do
Circuito 6 feita com uma tensao de
12 V e a poténcia de saida é da
ordem de alguns miliwatts, Neste cir-
Cuito, 0 cristal opera em sua frequen
cia fundamental.
(O segundo circuito é um oscilador
¢o tipo Pierce © também opera na
frequéncia fundamental do cristal.
Este circuito emprega um transistor
de efeito de campo de jungo como
0 BF245 e pode gerar sinais na faixa
de algumas centenas de quilohertz
até algumas dezenas de megahertz.
Na figura 4 mostramos o circuito
que é alimentado com uma tensao
de 12,
O importante neste circuito que
© choque XRF tenha uma reatancia
elevada na freqdéncia de operagao.
Para operar numa harménica da
frequéncia do cristal, sintonizada num
trimmer no circuito ressonante de
Coletor do transistor, temos o circuito
da figura 5.
Fig 5 - Oscilador harmerica com erst
O transistor utlizado 6 0 2N2222
ou equivalente, que possa oscilar na
freqdéncia desejada. A alimentacéo
deste circuto também ¢ feita com
uma tensao de 12 V.
Alertamos que nestes circuitos
osciladores de trequéncias elevadas,
deve-se dar preferéncia a0 uso de
capacitores cerémicos e até mesmo
de mica nas fungdes mais erticas.
0 circuito da figura 6 opera em
‘um sobretom da treqiéncia do cris-
tal, ou seja, na freqiéncia fundamen-
tal ou ainda em harménicas que
correspondam a mikiplos impares da
freqiéncia fundamental, como 3, 5,
7, etc.
Fig. 6- Osclador para
hatmnicas impares (sobelo).
Observe que o circuito LC no are-
no do transistor de efeito de campo
deve ser sintonizado na freqiéncia
em que desejamos as oscilagées.
O transistor de efeito de campo
pode ser de qualquer tipo que oscile
na faixa de freqiéncias desejadas,
Este circuito opera em freqiéncias
de algumas centenas de megahertz,
circuito da figura 7 opera em
freqdéncias de 4 a 20 MHz e utiliza
também um FET de junc&o comum
‘como 0 BF244 ou BF245,
A freqiéncia de operagao é a fun-
damental, e o choque de RF deve ter
Fig. 7 - Osclador de 4 a 20 MH com J-FET.uma reatdncia elevada na freqiéncia
de operagio do circuito, Para a faixa
indicada, choques de 100 uF a1 mH
podem ser usados.
A falxa de tensbes de alimenta-
40 deste circuito pode variar entre
5 e 15.V, quando entao teremos um
consumo tipico de corrente da or-
dem de 6 mA.
Na figura 8 temos um oscilador
‘com um Gnico transistor que pode
‘gerar sinais na faixa de 7 a 100 MHz,
com 0 emprego de um cristal que
‘oscile em sobretom.
Fig. 8 - Oscar por
sobretom de 7 a 100 Mz
O transistor usado 6 0 2N2222 ou
qualquer equivalente que oscile na
freqiéncia desejada,
(© choque de RF(XRF) deve ter
uma reatancia elevada na frequéncia
de operagao, podendo ser usados
tipos de 200 @ 500 iH tipicamente.
Ly @ Lz dependem da freqdéncia
de oscilagao conforme a tabela 1
Abbobina La é enrolada sobre L; €
consiste em 32 04 33 espiras do mes-
mo fio. A corrente ideal de funciona:
mento deste circuito esté em torno
de 12 mA,
0 préximo circuto a ser sugerido
6 mostrado na figura 9 e pode operar
de 4a 100 MHz, com base em um
Fig, 9- Oscar na treqiéncia
fundamental de 4 a 100 MHz
transistor 2N2222 ou equivalent.
A tensao de alimentagdo reco-
mendada para este cifcuilo é de
12 Ve como a poténcia do sinal ge-
rado ¢ baixa, para pequenos trans-
missores devem ser usadas pelo
menos duas etapas de amplificagao
antes da modulagao.
(© capacitor entre 0 emissor © 0
terra do circuito deve ter seu valor
‘obtido experimentalmente na faixa de
22.a 100 pF, conforme as caracteris
ticas do cristal e do choque de RF
usado, Este choque deve ter valores
entre 100 wH e 1 mH conforme a
frequéncia do circuito.
iladors
© circuito da figura 10 apresenta
uma caracteristica que pode ser im
portante em muitos projetos, que é a
de poder alterar sua frequéncia numa
certa faixa.
Entretanto, a faixa em toro da
freqiléncia do cristal que se pode ajus-
tar com estes cicuitos & pequena.
‘O transistor usado, mais uma vez
6 0 2N2222 @ a tens&o de alimenta-
TABELA1
| Didmetro das
Fregaéncia | “"pebines | _P=pes io G
7-9MHz | O9mmeniceo | 90/018mm | 0 pF
10-15 MHz | 9mm! nécleo | 25/ 0,20 mm
16-24MHz | 9mme/nicleo | _15/0,20mm
25-30MHz | Smme/niceo | 12/0,30mm | |
31-80MHz | Smme/nicleo | 7/ 0,40 mi
[S1-70MHz | Smms/nicleo | 6/040 mm — |
“Tt 100MH2 | §mms/nicioo | 4/040mm | 22 pF
2
Fig, 10 - Osciador Cops ajustive,
do é de 12V.
Este oscilador & do tipo Colitts
© ajuste de frequéncia ¢ feito no
trimmer em série com 0 cristal. A
faixa de freqdéncias vai de 500 kHz
20 MHz. Para freqiéncias abaixo
de 4 MHz 0 capacitor C; deve ter seu
valor aumentado,
Uma outra configuragao de
oscilador que pode ser ajustado le-
verente por meio de um capacitor
Fig. 11 - Oscllaor Pie ajustado por Cb
(C¥), que pode ester emtomo de
100 pF para trequéncias entre 3.5¢
20 MH, 6 mostrada na figura 11.
Trata-se de um oscilador Pierce
com um transistor de efeito de cam-
po de jungao como 0 BF245 ou qual-
quer equivalente que opere na fre-
quéncia desejada.
A elimentagao do circuito 6 feita
‘com 12 V o consumo é da ordem
de alguns miiampéres.
Para uma oscilagao numa fre-
@iéncia harmonica daquela do cis-
tal usado, com a possiblidade de va-
riagées numa faixa estreita, temos 0
interessante circuito da figura 12com
base num transistor de efeto de cam-
po de jungéo.
Esle citcuito também deve operar
satisfatoriamente com cristais na fai-
xa de 3,5 a 20 MHz, e 0 capacitor Cy
deve fazer juntamente com Ly a
sintona na frequéncia da harménica
que se desejar na saida.
‘SABER ELETRONICA N? 259/84Fig, 19 - Oscar para 0
treo scat st 0
circuito deve ser alimentado
com 9 V de uma tensao estabilizada
© 08 capacitores de 25 e 100 pF do
divisor capacitvo de realimentacao
eventualmente devem ser alterados
conforme a frequéncia especitica de
operagao, principaimente no caso de
freqiéneias mais baixas, quando va-
lores maiores devem ser usados no
sentido de manter o nivel dessa rea-
limentacao,
Anda para um oscilador que pode
ter sua frequéncia ajustada numa fai-
xa estreita de valores, temos 0 cir-
‘uito com transistor de efeito de cam.
po da figura 13.
Este circuito opera no tercelro
sobretom do cristal, em frequéncias
de até 50 MHz.
Veja que existem duas possibil
dades de se fazer a conexao do cris.
Fig. 14 Acaptagdes para usar
MOSFET de duas compertas
tal no sentido de manter a trequén-
cia de oscilagao nos valores dese-
jados.
Uma possibilida de interessan-
te que deve ser considerada em to-
dos 08 osciladores que vimos com
FETs de jungao (J-FET), 6 que po-
demos ter configuragoes absoluta-
mente equivalentes com MOSFETS
de dupla comporta, bastando polari-
zara segunda comporta (néo usa-
da) com uma tenséo positiva de
2.a3V, o que pode ser consegui-
do facilmente com um divisor
resistivo.
Conforme mostra a figura 14, bas-
tater um resistor de 270 kao posi-
tivo de 12 V @ um resistor de 100 k&2
a0 terra para obtermos facilmente
esta polarizacao,
Em principio, qualquer MOSFET
e dupla comporta pode ser usado
em todos 08 circuitos vistos.
©) VXO
VXO € a sigla de Variable
frequency Crystal Oscillator e usada
para designar circuits osciladores
que usam cristais, mas que podem
ter suas freqiéncias variadas na fai
xa de alguns quilohertz até algumas
dezenas de quilohertz,
‘Sao 0s cristais com corte AT que
proporcionam as variagées maiores
de frequéncia neste tipo de circuito,
mas para se obter os melhores efei
tos € preciso reduzir a capacitancia
residual do circuito 0 maximo possivel
Isso significa que devem ser em-
pregadas chaves comutadoras de
baixa capactncia, capacitores vari-
veis com capaciténcias minimas
bem baixas, e tipos especiais de
soquetes para os préprios cristais que
devem ficar bem distanciados de
qualquer parte metélica do aparetho,
que possa representar a armadura
de um capacitor.
Para um cristal de 3,5 MHz, por
exemplo, pode-se desiocar a frequén-
cia de 3 kHz, enquanto que para um
Cristal de 7 MHz esse valor pode che-
gar a 10 kHz,
Fig. 17 - Osclador TTL-7400.
SABER ELETRONICA N* 263/94Evidentemente, nestas condigbes,
as caracteristicas de estabilidade
dadas pelo cristal so perdidas. Na
figura 15 temos um primeiro circuito
de VXO empregando um FET de jun:
0. Este circuito pode fornecer uma
variagao de § kHz numa frequéncia
de 7 MHz
Este circuito deve ser alimentado
or uma tenséo estabiizada de 9V ea
sintonia 6 feta pelo indutor varidvel XL.
Um segundo circuito de VXO de
maior faixa de variagao & mostrado
na figura 16.
Neste circuito temos uma faixa
de variagdes de 15 kHz na frequen
cia de 7 MHz,
Para isso, XL deve ter sua
reatincia fixada de tal forma a se
‘obter o maximo de destocamento de
freqiéncia quando C; for sintoniza
do na faixa de operacao do circuito.
6) Osciladores para Circuitos
Légicos Digitais
© fitmo de funcionamento de
muitos circuitos digitals como relégi
6, timers, freqiencimetros, etc., 6
determinado por osciladores contro:
lados por cristas,
Damos a seguir alguns circutos
interessantes para servir de clocks
para equipamentos digitais.
© primeiro deles & mostrado na
figura 17 e tem por base 0 conhecido
7400, ssendo indicado para aplcages
‘TTL. com cristais de 500 KHz a 10 MHz
Evidentemente, este circuito gera
tum sinal retangular @ 0 ponto exato
de funcionamento é ajustado no
timer CV, de modo que se obte-
nha um desvio de fase de 180 graus
necessario a manutengao das osc
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‘Anote no Caro Consultan 01329,
Fig. 19 - Osclador CMOS-40C1
lagdes. O citcuito seguinte, mostra-
do na figura 18, usa um integrado
"7402 que consiste em quatro portas
NOU de duas entradas @ pode ope:
ra com cristais de 500 kHz a 10 MHz
Evidentemente, trata-se também
4e circuito TTL com um sinal retan
gular de saida e 0 ponto de funciona-
mento ajustado no trimmer.
Com a utilizagao de circuitos inte-
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