50 Solos de Viola (1) .PDF - 20240131 - 231931 - 0000
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1
SUMÁRIO
1.A Caneta e a Enxada…………………………………………...Pág 05 2.Chico
Mineiro………………………………………………..…..Pág 07 3.Menino da
Porteira……………………………………………...Pág 09 4.A Vaca Foi Pro
Brejo……………………………………………Pág 11 5.Pagode em
Brasília……………………………………………..Pág 13
6.Canoeiro………………………………………………………….Pág 15 7.Boiadeiro
Errante………………………………………………..Pág 17 8.Pescador e
Catireiro…………………………………………….Pág 19
9.Caçador…………………………………………………………..Pág 21 10.Inquilina
de Violeiro………………………………………….Pág 23 11.Relógio
Quebrado………………………………………...…Pág 25 12.Meu Reino
Encantado……………………………………….Pág 27
13.Amargurado………………………………………………….Pág 29 14.A Flor e o
Beijo-Flor…………………………………………Pág 30 15.Chora
Viola…………………………………………………...Pág 31 16.Franguinho na
Panela………………………………………Pág 33 17.Trem do
Pantanal………………………………...…………Pág 35 18.Peito
Sadio…………………………………………………...Pág 37 19.Preto
Velho…………………………………………………...Pág 39 20.João de
Barro………………………………………….……..Pág 41 21.Couro de
Boi………………………………………………….Pág 43 22.Golpe de
Mestre……………………………………………..Pág 45 23.Mala
Amarela……………………………………………..….Pág 47 24.A Viola e
Violeiro……………………………………………..Pág 49 25.Saudade da Minha
Terra……………………………………Pág 51 26.Cabocla
Tereza………………………………………………Pág 53
27.Caminheiro……………………………………………………Pág 55 28.A Coisa
Tá Feia………………………………………………Pág 57 29.Estrada da
Vida………………………………………………Pág 59 30.Saco de
Ouro…………………………………………………Pág 61
31.Saudade………………………………………………………Pág 63 32.Doutor e o
Caipira……………………………………………Pág 64 33.Boi
Soberano…………………………………………………Pág 66 34.Jeitão de
Caboclo……………………………………………Pág 68 35.Viola
Pagodeira………………………………………………Pág 70
2
36. Prato do Dia…………………………………………………..Pág 72 O Poder
37. do Criador………………………………………….Pág 74 Bandeira
38. Branca……………………………………………..Pág 76 Chamada a
39. Cobrar…………………………………..………Pág 78 Amor de
40. Violeiro……………………………………………...Pág 79 Falou e
41. Disse…………………………………………………Pág 80 Moreninha
42. Linda……………………………………………..Pág 82 Amor de
43. Primavera…………………………………………..Pág 84 Velha
44. Porteira………………………………………………...Pág 86 Tristeza do
45. Jeca……………………………………………...Pág 88 Rio de
46. Lágrimas……………………………………………...Pág 90 Sonho de
47. Caboclo…………………………………………...Pág 91 Mourão da
48. Porteira…………………………………………..Pág 93 Homem Até de
49. Baixo D’Agua………………………………Pág 95 Na Carreira do
50. Ó……………………………………………..Pág 97
3
4
A CANETA E A ENXADA
Tom: Sol Maior - G RITMO: Toada
Declamação
Certa vez uma caneta foi passear lá no sertão, encontrou se com uma enxada
fazendo uma plantação, a enxada muito humilde foi lhe fazer saudação, mais a
caneta soberba não quis pegar na sua mão e ainda por desaforo lhe passou uma
repressão.
D7 G G
Disse a caneta pra enxada não vem perto de mim não
G D7
Você está suja de terra de terra suja do chão
AD7
Sabe com quem está falando veja a sua posição
CD7G
E não esqueça a distância da nossa separação
5
INTRODUÇÃO SOLO
GD7 G
Eu sou a caneta dourada que escreve nos tabelião
D7 G
Eu escrevo pros governo a lei da constituição
A D7
Escrevi em papel de linho pro ricaço e pros barão
CD7 G
Só ando nas mão dos mestres dos homens de posição
INTRODUÇÃO SOLO
GD7 G
A enxada respondeu de fato eu vivo no chão
D7 G
Pra poder dar o que comer e vestir o seu patrão
A D7
Eu vim no mundo primeiro quase no tempo de Adão
CD7 G
Se não fosse o meu sustento ninguém tinha instrução
INTRODUÇÃO SOLO
GD7 G
Vai-te caneta orgulhosa vergonha da geração
D7 G
A tua alta nobreza não passa de pretensão
AD7
Você diz que escreve tudo tem uma coisa que não
CD7G
É a palavra bonita que se chama... Educação
6
CHICO MINEIRO
Tom Mi Maior - E Ritmo: Toada
DECLAMAÇÃO
"Cada vez que eu me alembro do amigo Chico Mineiro, das viagem que nóis fazia era ele
meu companheiro. Sinto uma tristeza, uma vontade de chorar, alembrando daqueles tempo
que não mais há de voltar. Apesar de eu ser patrão, eu tinha no coração o amigo Chico
Mineiro, caboclo bom, decidido, na viola era delorido e era o peão dos boiadeiros. Hoje
porém com tristeza recordando das proeza da nossa viagem motim, viajemo mais de dez
ano, vendendo boiada e comprando, por esse rincão sem fim.Caboclo de nada temia mas
porém chegou um dia que Chico apartou-se de mim."
E B7 E
Fizemos a última viagem foi lá pro sertão de Goiás
B7 EE7 E
Foi eu e o Chico Mineiro também foi o capataz
AB7 E
Viajemos muitos dias pra chegar em Ouro Fino
C#m F#m B7
Aonde nós passemo a noite numa festa do Divino
7
SOLO INTRODUÇÃO
EB7 E
A festa estava tão boa mas antes não tivesse ido
B7 EE7
O Chico foi baleado por um homem desconhecido
AB7 E
Larguei de comprar boiada mataram meu companheiro
C#m F#m B7 E
Acabou o som da viola acabou-se o Chico Mineiro
SOLO INTRODUÇÃO
E EB7
Depois daquela tragédia fiquei mais aborrecido
B7 EE7
Não sabia da nossa amizade porque nós dois era unido
AB7 E
Quando vi seus documentos me cortou meu coração
C#m F#m B7 E
Vim saber que o Chico Mineiro era meu legítimo irmão
8
MENINO DA PORTEIRA
Tom: Lá Maior - A Ritmo: Cururu
A E7
Toda vez que eu viajava pela estrada de Ouro Fino
A
De longe eu avistava a figura de um menino
E7
Que corria abrir a porteira depois vinha me pedindo:
DEA
“Toque o berrante ,seu moço, que é pra eu ficar ouvindo”
DE7
Quando a boiada passava e a poeira ia baixando
A
Eu jogava uma moeda e ele saia pulando
E7
Obrigado boiadeiro, que Deus vai lhe acompanhando
DEA
Pra aquele sertão afora meu berrante ia tocando
9
INTRODUÇÃO SOLO
A E7
Nos caminhos desta vida muito espinho eu encontrei
A
Mas nenhum calou mais fundo do que isto que eu passei
E7
Na minha viagem de volta qualquer coisa eu cismei,
DEA
Vendo a porteira fechada o menino eu não avistei
DE7
Apeei do meu cavalo num ranchinho à beira chão
A
Vi uma mulher chorando quis saber qual a razão
E7
“Boiadeiro veio tarde, veja a cruz no estradão,
DEA
Quem matou o meu filhinho foi um boi sem coração”
INTRODUÇÃO SOLO
A E7
Lá pras bandas de Ouro Fino levando gado selvagem
A
Quando passo na porteira até vejo a sua imagem
E7
O seu rangido tão triste mais parece uma mensagem
D EA
Daquele rosto trigueiro desejando-me boa viagem
D E7
A cruzinha do estradão do pensamento não sai,
A
Eu já fiz um juramento que não esqueço jamais
E7
Nem que o meu gado estoure, que eu precise ir atrás
D EA
Neste pedaço de chão berrante eu não toco mais
INTRODUÇÃO SOLO
10
A VACA FOI PRO BREJO
Tom Si Maior - B Ritmo: Cururu
B
Mundo velho está perdido, já não endireita mais
F#7
Os filhos de hoje em dia já não obedecem os pais
É o começo do fim, já estou vendo sinais
E F#7 B F#7 B
Metade da mocidade estão virando marginais
E F#7 B
É um bando de serpentes, os mocinhos vão na frente as mocinhas vão atrás
SOLO INTRODUÇÃO
B
Pobre pai e pobre mãe, morrendo de trabalhar
F#7
Deixam o couro no serviço pra fazer o filho estudar
Compra carro a prestação, para o filho passear
E F#7 B F#7 B
Os filhos vivem rodando fazendo o pneu cantar
E F#7 B
Ouvi um filho dizer: “O meu pai tem que gemer não mandei ninguém casar”
SOLO INTRODUÇÃO
B
O filho parece rei, filha parece rainha
F#7
Eles que mandam na casa e ninguém tira a farinha
Manda a mãe calar a boca, coitada fica quietinha
E F#7 B F#7 B
O pai é um zero à esquerda é um trem fora da linha
E F#7 B
Cantando agora eu falo, terreiro que não tem galo, quem canta é frango e franguinha
11
SOLO INTRODUÇÃO
B
Pra ver a filha formada, um grande amigo meu
F#7
O pão que o diabo amassou o pobre homem comeu
Quando a filha se formou, foi só desgosto que deu
E F#7 B F#7 B
Ela disse assim pro pai quem vai embora sou eu
E F#7 B
Pobre pai banhado em pranto, o seu desgosto foi tanto que o pobre velho morreu
SOLO INTRODUÇÃO
B
Meu mestre é Deus nas alturas, o mundo é meu colégio
F#7
Eu sei criticar cantando Deus me deu o privilégio
Mato a cobra e mostro o pau, eu mato e não apedrejo
E F#7 B F#7 B
Dragão de sete cabeças também mato e não alejo
E F#7 B (F#7 / B)
Estamos no fim do respeito, mundo velho não tem jeito a vaca já foi pro brejo
12
PAGODE EM BRASÍLIA
Tom Mi Maior - E Ritmo: Pagode
E B7
Quem tem mulher que namora quem tem burro empacador
E
Quem tem a roça no mato me chame que jeito eu dou
E7 A E A
Eu tiro a roça do mato a sua lavoura melhora
B7E
E o burro empacador eu corto ele de espora
B7 EB7E
E a mulher namoradeira eu passo o coro e mando embora
SOLO INTRODUÇÃO
E B7
Tem prisioneiro inocente no fundo de uma prisão
E
Tem muita sogra encrenqueira e tem violeiro embruião
E7 A E A
Pros prisioneiro inocente eu arranjo advogado
B7 E
E a sogra encrenqueira eu dou de laço dobrado
B7 EB7E
E os violeiro embruião com meus verso estão quebrado
13
SOLO INTRODUÇÃO
E B7
Bahia deu Rui Barbosa, Rio Grande deu Getúlio
E
Em Minas deu Juscelino, de São Paulo eu me orgulho
E7 A E A
Baiano não nasce burro e gaúcho é o rei das cochilha
B7 E
Paulista ninguém contesta é um brasileiro que brilha
B7 EB7E
Quero ver cabra de peito pra fazer outra Brasília
SOLO INTRODUÇÃO
E B7
No estado de Goiás meu pagode está mandando
E
O bazar do Vardomiro em Brasília é o Soberano
E7 A E A
No repique da viola balancei o chão goiano
B7 E
Vou fazer a retirada e despedir dos paulistano
B7 EB7E
Adeus que eu já vou me embora que Goiás tá me chamando
14
CANOEIRO
Tom Mi Maior - E Ritmo: Cururu
B7
Domingo de tardezinha eu estava mesmo a toa
Convidei meu companheiro pra ir pescar na lagoa
E
Levemo a rede de lanço.. Ai ai fomos pescar de canoa
INTRODUÇÃO SOLO
B7
Eu levei meus apreparo pra dá uma pescada boa
Eu saí logo sereno remando minha canoa
E
Cada remada que eu dava.. Ai ai dava um balanço na proa
INTRODUÇÃO SOLO
B7
Fui descendo rio abaixo remando minha canoa
A canoa foi rasgando, foi deitando as taboa
E
A garça avistei de longe.. Ai ai chega perto ela voa
15
INTRODUÇÃO SOLO
B7
O rio tava enchendo muito fui encostando a canoa
Eu entrei numa vazante fui saí na outra lagoa
E
Fui mexendo aquele lodo.. Ai ai aonde os pintado amoa
INTRODUÇÃO SOLO
B7
Pra pegá peixe dos bão dá trabalho a gente soa
Eu jogo o timbó na água e a peixaria atordoa
E
Jogo a rede e dou um grito.. Ai ai os dourado amontoa
16
BOIADEIRO ERRANTE
Tom Lá Maior - A Ritmo:Toada
A E7 A
Eu venho vindo de uma querência distante
E7 AE7
Sou um boiadeiro errante que nasceu naquela serra
DE7
O meu cavalo corre mais que o pensamento
D E7 A
Ele vem num passo lento porque ninguém me espera
E7D E7 A
Tocando a boiada auê, uê,uê, boi eu vou cortando estrada uê, boi
E7D E7A
Tocando a boiada auê, uê,uê, boi eu vou cortando estrada
INTRODUÇÃO SOLO
A E7 A
Toque o berrante com capricho Zé Vicente
E7 AE7
Mostre para essa gente o clarim das alterosas
DE7
Pegue no laço não se entregue companheiro
D E7A
Chame o cachorro campeiro que essa rês é perigosa
E7DE7 A
Olhe na janela auê, uê, uê, boi que linda donzela uê, boi
E7D E7A
Olhe na janela auê, uê, uê, boi que linda donzela
17
INTRODUÇÃO SOLO
A E7
Sou boiadeiro, minha gente o que é que há
E7 E7 A
Deixe o meu gado passar vou cumprir com a minha sina
D E7
Lá na baixada quero ouvir a siriema
A
D E7
Pra lembrar de uma pequena que eu deixei lá em Minas
D
E7E7A
Ela é culpada auê, uê, uê, boi de eu viver nas estradas uê, boi
D
E7E7A
Ela é culpada auê, uê, uê, boi de eu viver nas estradas
INTRODUÇÃO SOLO
A E7 A
O rio está calmo e a boiada vai nadando
E7 AE7
Veja aquele boi berrando Chico Bento corre lá
DE7
Lace o mestiço salve ele das piranhas
D E7A
Tire o gado da campanha prá viagem continuar
E7DE7 A
Com destino a Goiás auê, uê, uê, boi deixei Minas Gerais uê, boi
E7DE7 A
Com destino a Goiás auê, uê, uê, boi deixei Minas Gerais uê, boi
18
PESCADOR E CATIREIRO
Tom Mi Maior - E Ritmo: Cururu
E
Comprei uma mata virgem do Coronel Bento Lira
A
Fiz um rancho de barrote amarrei com cipó cambira
B7
Fiz na beira da lagoa só para pescar traíra
E E7 A
Eu não me incomodo que me chamem de caipira
B7 E B7 E B7 E
No lugar que o índio canta muita gente admira
INTRODUÇÃO SOLO
E
Canoa fiz de paineira, varejão de guaiuvira,
A
A boita pesa uma arroba, dois remos de sucupira
B7
Se jogo a tarrafa na água sozinho um homem não tira.
E E7 A
Capivara é bicho arisco quando cai na minha mira.
B7 E B7 E B7 E
Puxo o arco e jogo a flecha, lá no barranco revira
19
INTRODUÇÃO SOLO
E
Eu sou grande pescador, também gosto de catira,
A
Quando eu entro num pagode não tem quem não se admira
B7
No repique da viola contente o povo delira
E E7A
Se a tristeza está na festa eu chego, ela se retira,
B7 E B7 E B7 E
Bato palma e bato o pé até as moças supiram
INTRODUÇÃO SOLO
E
Muita gente não conhece o cantar da curruira,
A
Nem sabe o gosto que tem a pinga com sucupira,
B7
Morando lá na cidade não se come cambuquira.
E E7 A
É por isso que eu gosto do sistema do caipira,
B7 E B7E B7 E
Pode até ficar de fogo, ele não conta mentira
20
CAÇADOR
Tom Mi Maior - E Ritmo: Cururu
B7
Mandei fazer uma canoa fundo preto e Barra clara
Dois remos de Guarantã e o Varejão de Guaiçara
A B7 E B7 E
Ai ai, o apoito pesa uma arroba jogo na água o bote para
INTRODUÇÃO
SOLO B7
Tenho uma trela de cachorro, O Marengo e a Caiçara
A sua especialidade: Corre, Anta e Capivara
A B7 E B7 E
Ai ai, Solto os cachorros no rastro vai arrebentando taquara
INTRODUÇÃO
SOLO B7
Eu tenho uma cartucheira de qualidade bem rara,
É uma dois canos trunchado .. Que até pranchão ela vara
AB7 E B7 E
Ai ai, Anta deita na fumaça na hora que ela dispara
21
INTRODUÇÃO
SOLO B7
A Anta se apincha na água na correnteza não para
Vai com a cabeça de fora E a dois canos já dispara
A B7E B7 E
Ai ai, a Bicha prancheia n'água É só fisgar ela na vara
INTRODUÇÃO
SOLO B7
Do couro eu tranço o laço Cabeçada e rédeas caras
A carne eu vendo no açougue mas pro gasto nóis separa
A B7E B7 E
Ai ai, também faço meus pagodes nas noites de Lua clara
22
INQUILINA DE VIOLEIRO
Tom Mi Maior - E Ritmo: Pagode
E
Um rapaz com sua viola, vem chegando do interior
B7
Com chapéu de boiadeiro e trajes de lavrador
Em um prédio de São Paulo, entrou no elevador
A EAEA
Também entrou uma moça igual um botão de flor
B7 E
Achando a moça tão bela o rapaz falou pra ela
B7 E
Quero ser o seu amor
INTRODUÇÃO
SOLO E
A mocinha respondeu com um gesto indelicado
B7
Para mim você não passa de um mendigo
conformado Você com essa viola é um caipira
atrasado
AE A E A
Não tem onde cair morto e quer ser meu namorado
B7 E
Só transo com gente nobre você é um rapaz tão
pobre,
B7 E
não namoro pé rapado
23
INTRODUÇÃO
SOLO E
O rapaz muito educado então disse pra menina
B7
Ando com essa viola pra cumprir a minha sina
Mas sou muito caprichoso, só tenho prédio na esquina
AEAEA
Para mim você não passa de uma falsa granfina
B7 E
Onde mora não é seu, esse prédio aqui é meu
B7 E
Você é minha inquilina.
INTRODUÇÃO
SOLO E
Me chame como quiser, de caipira ou de
roceiro
B7
Esse chapéu representa o troféu dos
boiadeiros NãoE largo dessa viola porque sou
A E A E A B7
bom brasileiro
B7 E B7 E
Atrasou seu aluguel, vim receber meu dinheiro
Inquilina de violeiro
24
RELÓGIO QUEBRADO
Tom Mi Maior - A Ritmo: Pagode
A E7
Vou contar uma passagem na vida de dois irmãos
A
Que vivia discutindo a respeito a religião
E7
José que era o mais velho tinha sua devoção
DAE7A
Na hora dele deitar fazia as suas oração
25
A E7
O seu irmão Durvalino falava dando risada
A
Deixe de falar sozinho isso não lhe adianta nada
E7
É melhor você dormir pra acordar de madrugada
DAE7A
Eu não vou perder o sono pra escutar conversa fiada
INTRODUÇÃO SOLO
A E7
Se você não acredita não lhe obrigo acreditar
A
Mas que existe outro mundo pra você quero provar
E7
Se um dia morrer primeiro minha alma se sarvá
DAE7 A
Vou fazer uma surpresa que você não vai gostá
RIFF
A E7
Um dia José foi embora e pro seu irmão falou
A
Fique com esse relógio é lembrança do nosso avô
E7
E nunca mais se encontraram e os anos se passou
D A E7 A
O relógio desmanchado na parede ali ficou
INTRODUÇÃO SOLO
A E7
Certa noite o Durvalino acordou muito assustado
A
Ouvindo aquelas batida devagar bem compassado
E7
Contô doze badalada seu corpo ficou arrepiado
DAE7 A
Meia-noie que marcava no seu relógio quebrado
RIFF
A E7
Passou a noite nervoso com o que lhe aconteceu
A
No outro dia cedinho telegrama recebeu
E7
Abriu pra ver o que era seu corpo estremeceu
DAE7A
Dizia que a meia-noite seu irmão José morreu
26
MEU REINO ENCANTADO
Tom Lá Maior - A Ritmo: Querumana
A E7
Eu nasci num recanto feliz bem distante da povoação
D E7 A
Foi ali que eu vivi muitos anos com papai, mamãe e o irmãos
A E7 - CONTRACANTO
Nossa casa era uma casa grande na encosta de um espigão
A
Um cercado pra apartar bezerro e ao lado um grande mangueirão
RIFF
27
A E7
No quintal tinha um forno de lenha e um pomar onde as aves cantavam
D E7A
Um coberto pra guardar o pilão e as tralhas que o papai usava
A E7 - CONTRACANTO
De manhã eu ia no paiol uma espiga de milho eu pegava
A
Debulhava e jogava no chão num instante as galinhas juntava
INTRODUÇÃO SOLO
A E7
Nosso carro de boi conservado quatro juntas de bois de primeira
DE7 A
Quatro cangas dezesseis canzis encostados no pé da figueira
A E7 - CONTRACANTO
Todo sábado eu ia na vila fazer compra pra semana inteira
A
O papai ia gritando com os bois eu na frente abrindo as porteiras
RIFF
A E7
Nosso sítio que era pequeno pelas grandes fazendas cercado
D E7A
Precisamos vender a propriedade para um grande criador de gado
A E7 - CONTRACANTO
E partimos pra cidade grande a saudade partiu ao meu lado
A
A lavoura virou colonião e acabou-se o meu reino encantado
INTRODUÇÃO SOLO
A E7
Hoje ali só existem três coisas que o tempo ainda não deu fim
DE7A
A tapera velha desabada e a figueira acenando pra mim
A E7 - CONTRACANTO
E por último marcou saudade de um tempo bom que já se foi
A (B / E7 / A)
Esquecido embaixo da figueira Nosso velho carro de boi
28
AMARGURADO
Tom Si Maior - B Ritmo: Guarânia
B
Do que é feito daqueles beijos que eu te dei
F#7
Daquele amor cheio de ilusão que foi a razão do nosso querer
C#m F#7
Pra onde foram tantas promessas que me fizeste
E F#7 B
Não se importando que o nosso amor vieste a morrer
B
Talvez com outro estejas vivendo bem mais feliz
B7E
Dizendo ainda que nunca houve amor entre nós
F#7B
Pois tu sonhavas com a riqueza que eu nunca tive
G#m C#m
E se ao meu lado muito sofreste
F#7B
O meu desejo é que vivas melhor
29
A FLOR E BEIJA-FLOR
Tom Dó Maior - C Ritmo: Guarânia
C9 G Am
Essa é uma velha história de uma flor e um beija-flor
AM G C9GAm
Que conheceram o amor em uma noite fria de outono!
DmAm
E as folhas caídas no chão a estação que não tem cor
F G
E a flor conhece o beija-flor e ele lhe apresenta o amor
F Dm
E diz que o frio é uma fase ruim que ela era a flor mais linda do jardim
DmG
E a única que suportou merece conhecer o amor e todo o seu calor!
Refrão
C9 GDm
Ahh que saudade de um beija-flor que me beijou depois voou
FC9
Pra longe demais, pra longe de nós!
GDm
Saudade de um beija-flor lembranças de um antigo amor
F C9
O dia amanheceu tão lindoeu durmo e acordo sorrindo!
30
CHORA VIOLA
Tom Mi Maior - E Ritmo: Pagode
E7
Eu não caio do cavalo, nem do burro e nem do galho
Ganho dinheiro cantando a viola é meu trabalho
AB7 A / B7
No lugar onde tem seca eu de sede lá não caio
E
Levanto de madrugada e bebo pingo de orvalho, chora viola!
INTRODUÇÃO
SOLO E7
Não como gato por lebre, não compro cipó por laço
Eu não durmo de botina, não dou beijo sem abraço
A B7 A / B7
Fiz um ponto lá na mata caprichei e dei um nó
E
Meus amigos eu ajudo, inimigo tenho dó, chora viola!
31
INTRODUÇÃO
SOLO E7
A lua é dona da noite e o sol é dono do dia
Admiro as mulheres que gostam de cantoria
AB7 A / B7
Mato a onça e bebo o sangue, furo a terra e tiro o ouro
E
Quem sabe agüentar saudade, não aguenta desaforo, chora viola!
INTRODUÇÃO
SOLO E7
Eu ando de pé no chão, piso por cima da brasa
Quem não gosta de viola que não ponha o pé lá em casa
AB7 A B7
A viola está tinindo o cantador tá de pé
E B7 / E
Quem não gosta de viola, brasileiro bom não é, chora viola!
32
FRANGUINHO NA PANELA
Tom Lá Maior - A Ritmo: Querumana
A E7
No recanto onde moro é uma linda passarela
A
O carijó canta cedo, bem pertinho da janela
E7
Eu levanto quando bate o sininho da capela
D A
E lá vou eu pro roçado, tenho Deus de sentinela
E7A
Tem dia que meu almoço, é um pão com mortadela
A7 D Bm E7
Mais lá no meu ranchinho a mulher e os filhinhos
A
Tem franguinho na panela
SOLO INTRODUÇÃO
A E7
Eu tenho um burrinho preto bão de arado e bão de sela
A
Pro leitinho das crianças, a vaquinha Cinderela
E7
Galinha tá no terreiro papagaio tagarela
D A
Eu ando de qualquer jeito, de butina ou de chinela
E7A
Se na roça a fome aperta, vou apertando a fivela
A7 D Bm E7
Mais lá no meu ranchinho a mulher e os filhinhos
A
Tem franguinho na panela
33
SOLO INTRODUÇÃO
A E7
Quando eu fico sem serviço a tristeza me atropela
A
Eu pego um bico pra fora, deixo cedo a currutela
E7
Eu levo meu viradinho é um fundinho de tigela
D A
É só farinha com ovo, mas da gema bem amarela
E7A
É esse o meu almoço, que desce seco na goela
A7 D Bm E7
Mais lá no meu ranchinho a mulher e os filhinhos
A
Tem franguinho na panela
SOLO INTRODUÇÃO
A E7
Minha mulher é um doce e diz que sou o doce dela
A
Ela faz tudo pra mim, tudo o que eu faço é pra ela
E7
Não vestimo lã nem linho é no algodão e na flanela
D A
É assim a nossa vida, que levamos na cautela
A
E7
Se eu morrer Deus dá um jeito, mais a vida é muito bela
A7 D Bm E7
Não vai faltar no ranchinho pra mulher e os filhinhos
A (D / E /A)
Um franguinho na panela
34
TREM DO PANTANAL
Tom Mi Maior - E Ritmo: Guarânia
E G#7
Enquanto este velho trem atravessa o pantanal
C#m E A E G#7
As estrelas do cruzeiro fazem um sinal
C#m C F#m
De que este é o melhor caminho
B7 E
Pra quem é como eu, mais um fugitivo da guerra
E G#7
Enquanto este velho trem atravessa o pantanal
C#m E A
O povo lá em casa espera que eu mande um postal
E G#7 C#m C
Dizendo que eu estou muito bem vivo
F#m B7 E
Rumo a Santa Cruz de La Sierra
35
E G#7
Enquanto este velho trem atravessa o pantanal
C#m E A
Só meu coração está batendo desigual
E G#7 C#mC
Ele agora sabe que o medo viaja também
F#m B7 E
Sobre todos os trilhos da terra
SOLOS INTRODUÇÃO
E G#7
Enquanto este velho trem atravessa o pantanal
C#m E A
Só meu coração está batendo desigual
E G#7 C#m C
Ele agora sabe que o medo viaja também
F#m B7 E C
Sobre todos os trilhos da terra
F#m B7 E C
Rumo a Santa Cruz de La Sierra
F#m B7 E
Sobre todos os trilhos da terra
36
PEITO SADIO
Tom Mi Maior - E Ritmo: Cururu
E E7 A B7
Foi às quatro horas da manhã, meu cachorro de guarda latiu
E B
Levantei para ver o que era, e vesti meu casaco de frio
7 E7 A B7 E
Então vi que chegou um mensageiro, amuntado num burro turdilho
B7E
Apiou e me disse bom dia, o bolso da bardana ele abriu
E7AB7E
Uma carta o rapaz me entregou e de novo amuntou e na estrada sumiu
INTRODUÇÃO SOLO
E7A B7 E
Dei a carta pro meu irmão ler, ele leu me olhando sorriu
B7 E
É convite prá nóis ir na festa, vai haver um grande desafio
B7 E7A E
O meu pai já correu no vizinho, foi chamar o vovô e o titio
B7E
Nóis cheguemo a pular de contente, lá em casa ninguém mais dormiu
E7AB7E
Prá quebra aqueles campeonato nem com sindicato ninguém conseguiu
37
INTRODUÇÃO SOLO
E7 A B7 E
Violeiros que mandou convite mora lá no outro lado do rio
B7 E
Ele pensa que nóis não vai lá mais nóis semo caboclo de brio
E7B7 A E
A peteca aqui do nosso lado por enquanto no chão não caiu
B7 E
Quando nóis cheguemo no catira os mais fraco na hora sumiu
A E7 B7 E
Só cantemo moda de campeão e os tar que era bão nem sequer reagiu
INTRODUÇÃO SOLO
E7 E
A B7
Perguntei para o dono da festa onde foi que o senhor conseguiu
E B7
Esses tar violeiro famoso que as moda de nóis engoliu
B7E E7A
O festeiro ficou pensativo e mordeu no cigarro e cuspiu
B7E
Vocês são dois caboclo batuta quem falou pode crer não mentiu
E7AB7E
Teve algum que cantá experimentou mas o peito falhou e a voz não saiu
INTRODUÇÃO SOLO
E7 A B7 E
As viola nóis faz de encomenda nosso peito é tratado e sadio
B7 E
Já cantemo três noite seguida e as moda nós não repetiu
E7B7 A E
Quem repete é relógio de igreja e o triste cantar do tiziu
B7 E
E agora com esta vitória ainda mais nossa fama subiu
E7 A B7 E (B7 / E)
E vocês não deve discutir e viemos aqui, foi vocês quem pediu
38
PRETO VELHO
Tom Mi Maior - E Ritmo: Cateretê
E B7
Perguntei ao preto velho, porque chora meu herói
E
Preto velho respondeu, é meu coração que dói
B7
Eu já fui bom candieiro, fui carreiro e fui peão
E
Já derrubei muito mato e já lavrei muito chão
E7 A
Com carinho carreguei os filhos do meu patrão
EB7 E
Como troca do que eu fiz só recebi ingratidão
E B7
Perguntei ao preto velho, porque chora meu herói
E
Preto velho respondeu, é meu coração que dói
B7
Sempre chamei de senhor, quem me tratou a chicote
E
Livrei o patrão de cobra a hora de dar o bote
E7 A
Eu sempre fui a madeira e o patrão foi o serrote
EB7 E
Sofri mais que boi velho com a canga no cangote
39
E B7
Perguntei ao preto velho, porque chora meu herói
E
Preto velho respondeu, é meu coração que dói
B7
Da terra eu tirei o ouro e o patrão fez seu anel
E
Mas agora estou velho e meu patrão mais cruel
E7 A
Está me mandando embora, vou viver de léu em léu.
EB7E
O que me resta é esperar a recompensa do céu
40
JOÃO DE BARRO
Tom Lá Maior - A Ritmo: Toada
A A E
O João de Barro pra ser feliz como eu
A E
Certo dia resolveu Arranjar uma companheira
A E
Num vai e vem com o barro da biquinha
A E
Ele fez sua casinha lá no galho da paineira
INTRODUÇÃO SOLO
AE
A
Toda manhã o pedreiro da floresta
A
E
Cantava fazendo festa pra aquela que tanto amava
E A
Mas quando ele ia buscar uns raminhos
E A
Para construir seu ninho seu amor lhe enganava
41
INTRODUÇÃO SOLO
AE
A
Mas neste mundo o mal feito é descoberto
E A
João de Barro viu de perto sua esperança perdida
E A
Cego de dor trancou a porta da morada
E A
Deixando a sua amada presa pro resto da vida
INTRODUÇÃO SOLO
AE
A
Que semelhança entre o nosso fadário
E A
Só que eu fiz ao contrário do que o João de Barro fez
E A
Nosso senhor me deu calma nessa hora
E A
E a ingrata eu pus pra fora por onde anda eu não sei
42
COURO DE BOI
Tom Mi Maior - E Ritmo: Toada
DECLAMAÇÃO
E B7 E
Para o senhor se mudar meu pai eu vim lhe pedir
E B7 EE7
Hoje aqui da minha casa o senhor tem que sair
A E
Leve este couro de boi que eu acabei de curtir
EB7
Pra lhe servir de coberta aonde o senhor dormir
43
INTRODUÇÃO SOLO
EB7 E
O pobre velho, calado, pegou o couro e saiu
EB7 EE7
Seu neto de oito anos que aquela cena assistiu
A E
Correu atrás do avô, seu paletó sacudiu
E
B7
Metade daquele couro, chorando ele pediu
INTRODUÇÃO SOLO
EB7 E
O velhinho, comovido, pra não ver o neto chorando.
EB7 EE7
Partiu o couro no meio e pro netinho foi dando
E
A
O menino chegou em casa, seu pai foi lhe perguntando.
E
B7
Pra quê você quer este couro que seu avô ia levando
INTRODUÇÃO SOLO
EB7 E
Disse o menino ao pai um dia vou me casar
EB7 EE7
O senhor vai ficar velho e comigo vem morar
A E B 7
Pode ser que aconteça de nós não se combinar
E
Essa metade do couro vou dar pro senhor levar
44
GOLPE DE MESTRE
Tom Mi Maior - E Ritmo: Rancheira
E E B7
Zezinho não tinha nem pai e nem mãe rolando pro mundo vivia judiado
B7 B7 E A
Mariazinha menina rica e o pobre Zezinho era seu empregado
B7E
Mas o destino preparou pros dois porque um do outro ficou enamorado
E7AF#B
Maria dizia Zezinho eu te amo serei sempre tua meu anjo adorado
AEB7E
Aos pés de Maria dizia o Zezinho sou muito pouquinho pra ser seu amado
INTRODUÇÃO SOLO
E B7 E
O pai de Maria um sujeito malvado cismou de dar fim no amor das crianças
AB7 B7 E
Pegou um chicote de tala bem larga falou pro Zezinho no couro tu dança
B7E
A minha filha é menina rica está nas alturas você não alcança
E7AF#B
Moleque atrevido, cachorro sem dono pegue seus trapos e faça mudança
AEB7E
Zezinho recebe um golpe profundo e foge pro mundo cheio de esperança
45
INTRODUÇÃO SOLO
E B7 E
Antes da partida Zezinho escondido procurou Maria e falou deste jeito
A B7 B7E
Existe um bom Deus que está nas alturas ele é bom demais faz tudo direito
B7 E
Sou um caboclinho de sangue nas veias enfrento lança e quebro no peito
E7 A F# B
Querida Maria você vai ser minha de agora em diante meu plano está feito
AEB7 E
Se um dia obrigarem você se casar no altar estarei pra ser tudo desfeito
INTRODUÇÃO SOLO
E B7
Passaram10anos correram depressa Maria solteira,Zezinho solteiro
AB7E B7
O pai de Maria um sujeito ambicioso arrumou pra filha por ser interesseiro
E B7
Um velho careca feio e barrigudo mas dono do mundo com muito dinheiro
A E7 F# B
Pobre Maria detestava o velho queria o Zezinho seu amor primeiro
AB7E E
Mas o casamento já estava marcado para ser realizado no mês de janeiro
INTRODUÇÃO SOLO
E B7 E
Chegou o grande dia do casamento Maria de branco estava divina
A B7 B7E
Bastante capangas e guardas armados cercavam a igreja aguardava a menina
B7 E
Zezinho amoitado esperava no altar fugiu com Maria e sumiu na surdina
E7F# A B
O Zezinho deu um golpe de mestre somente eu contando ninguém imagina
AB7 E E
Lá na igreja ninguém desconfiava que o Zezinho estava dentro da batina
46
MALA AMARELA
Tom Mi Maior - E Ritmo: Querumana
E B7 E
Era quatro e meia passava um pouquinho, o fosco clarinho rasgava o varjão
B7 E
Era o trem noturno que vinha apontando e logo parando na velha estação
AG#m F#m B7
Meu corpo tremia meus olhos molhados, o meu pai do lado e a mala no chão
A EB7 E
Beijei o seu rosto e disse na hora, o mundo lá fora me espera paizão
E B7 E
Entrei no vagão corri pra janela, e a mala amarela do velho eu catei
B7 E
O trem deu partida soqueou bruscamente, e ali novamente sua mão eu beijei
A G#m F#m B7
Um pouco pra adiante vi minha casinha e minha mãezinha de pé no portão
A E B7 E
Ela não me viu e do trem na corrida, ouvi as latidas do velho sultão
47
INTRODUÇÃO SOLO
E B7 E
Um certo senhor da poltrona vizinha dizia que vinha do Paranazão
B7E
E disse também num jeito cortês, é a primeira vez que deixo o sertão
A G#mF#m B7
Pedi seu conselho e ele me disse, seu moço a velhice é dura demais
AE B7 E
Eu sou bem mais velho e posso aconselhar, é duro ficar distante dos pais
E B7 E
Eu nunca esqueci o que o velho falou, o tempo passou e pra casa voltei
B7 E
Quem fica distante jamais se conforma, lá na plataforma meus pais avistei
A G#mF#m B7
Desci comovido abracei ele e ela, e a mala amarela meu filho eu não vi
AE B7 E
Meu pai acredite na fala de um homem, pra não passar fome a mala eu vendi
F# B F# B
Que pena que pena era minha lembrança, que eu trouxe de herança do seu avô
A EB7 E
Mas deixa pra lá eu vou esquecer, a herança é você e você já voltou
48
A VIOLA E VIOLEIRO
Tom Mi Maior - E Ritmo: Pagode
E B7 E
Tem gente que não gosta da classe de violeiro
E B7 E
No braço dessa viola defendo meus companheiro
B7 A E
Pra destruir nossa classe tem que me mata primeiro
E B7
Mesmo assim depois de morto ainda eu "atrapaio"
EB7 E
Morre o homem fica a fama e minha fama da "trabaio"
INTRODUÇÃO SOLO
EE B7
Todos que nascem no mundo tem seu destino traçado
EE B7
Uns nascem pra ser engenheiro e outros para ser advogado
A E B7
Eu nasci pra ser violeiro, me sinto bastante honrado
EB7
De tanto pontia viola meus dedo estão calejados
EB7E
Sou um violeiro que canta para os22estados
49
INTRODUÇÃO SOLO
E B7
Viva o povo mineiro cantador de recortado
E B7
Também viva os gaúcho que no xote é respeitado
AB7E
Viva o violeiro do norte que só canta improvisado
EB7
Goiano e paranaense cantam tudo bem cantado
EB7E
Viva o chão de Mato Grosso que é o berço do rasqueado
INTRODUÇÃO SOLO
E B7 E
Representando São Paulo este pagode é um recado
E B7 E
As música do estrangeiro que invadir nosso mercado
A B7 E
Vamo faze uma guerra,cada violeiro é um "sordado",
E B7
Nossa viola é a carabina e nosso peito um trem blindado
EB7E
A viola e o violeiro é que não pode ser derrotado
50
SAUDADE DA MINHA TERRA
Tom Dó Maior - C Ritmo: Rasqueado
C G7
De que me adianta viver na cidade se a felicidade não me acompanhar
C
Adeus, paulistinha do meu coração lá pro meu sertão eu quero voltar
FD7 G7
Ver a madrugada, quando a passarada fazendo alvorada começa a cantar
F Em Dm C
Com satisfação arreio o burrão cortando o estradão saio a galopar
FG7C
E vou escutando o gado berrando sabiá cantando no jequitibá
INTRODUÇÃO SOLO
C G7
Por nossa senhora, meu sertão querido vivo arrependido por ter te deixado
C
Esta nova vida aqui na cidade de tanta saudade, eu tenho chorado
F D7G7
Aqui tem alguém, diz que me quer bem mas não me convém, eu tenho pensado
Em Dm C
F
Eu digo com pena, mas essa morena não sabe o sistema C que eu fui criado
FG7
Tô aqui cantando de longe escutando alguém está chorando com o rádio ligado
51
INTRODUÇÃO SOLO
C G7
Que saudade imensa do campo e do mato do manso regato que corta as campinas
C
Aos domingos ia passear de canoa nas lindas lagoas de águas cristalina
F D7 G7
Que doce lembrança daquelas festanças onde tinham danças e lindas meninas
FEmDmC
Eu vivo hoje em dia sem ter alegria o mundo judia, mas também ensina
FG7C
Estou contrariado, mas não derrotado eu sou bem guiado pelas mãos divinas
INTRODUÇÃO SOLO
C G7
Pra minha mãezinha já telegrafei e já me cansei de tanto sofrer
C
Nesta madrugada estarei de partida pra terra querida, que me viu nascer
F D7 G7
Já ouço sonhando o galo cantando o nhambu piando no escurecer
F Em Dm C
A lua prateada clareando a estrada a relva molhada desde o anoitecer
F G7 C G7 C
Eu preciso ir pra ver tudo alí foi lá que nasci, lá quero morrer
52
CABOCLA TEREZA
Tom Mi Maior - E Ritmo: Toada
DECLAMAÇÃO
"Lá do alto da montanha numa casinha bem estranha toda feita de sapê. Parei uma
noite o cavalo prá móde de dois estalos que eu ouvi lá dentro batê. Apiei com muito
jeito ouvi um gemido perfeito e uma voz cheia de dor. Vancê Tereza descansa jurei
de fazê vingança pra mode de meu amor. Pela réstia da janela vi uma luzinha
amarela de um lampião quase apagando, vi uma cabocla no chão e um cabra tinha
na mão uma arma lumiando. Virei meu cavalo a galope risquei de espora e chicote,
sangrei a anca do tal, desci a montanha abaixo galopando o meu macho e seu dotô
eu fui chama. Vortemo lá prá montanha para aquela casinha estranha eu e mais seu
dotô, topemo um cabra assustado que chamando nóis prum lado a sua história
contou"
EA EB7
Há tempo eu fiz um ranchinho pra minha cabocla morar
AB7AB7E
Pois era ali nosso ninho bem longe desse lugar
AEB7
No alto lá da montanha perto da luz do luar
AB7AB7E
Vivi um ano feliz sem nunca isso esperar
53
SOLO INTRODUÇÃO
E A E B7
E muito tempo passou pensando em ser tão feliz
A B7 A B7
E
Mas a Tereza doutor felicidade não quis
A E
B7
Pus
AB7meu sonho nesse olhar paguei caro meu amor
AB7E
Pra móde de outro caboclo meu rancho ela abandonou
SOLO INTRODUÇÃO
E A E B7
Senti meu sangue ferver jurei a Tereza matar
A B 7 A
B7E
O meu alazão arriei e ela eu fui procurar
A E
B7
Agora já me vinguei é esse o fim de um amor
AB7
AB7E
Essa cabocla eu matei ... é a minha história doutor
54
CAMINHEIRO
Tom Mi Maior - E Ritmo: Cateretê
E G#m A G#m
Caminheiro que lá vai indo, pro rumo da minha terra
A G#m E E7
Por favor faça parada, na casa branca da serra
Bm E7 Bm E7
Ali mora uma velhinha, chorando o filho seu
Bm E7 A E
Essa velha é minha mãe, e o seu filho sou eu
A E B7 E
Ooooooooi, caminheiro, leva esse recado meu
55
SOLO INTRODUÇÃO
E G#m AG#m
Por favor diga pra mãe, zelar bem do que é meu
A G#mE E7
Cuidar bem do meu cavalo, que o finado pai me deu
Bm E7 Bm E7
Do meu cachorro campeiro, meu galo índio brigador
Bm E7 AE
Minha velha espingarda, e o violão chorador
RIFF
A E B7 E
Ooooooooi, caminheiro, me faça este favor
SOLO INTRODUÇÃO
E G#m A G#m
Caminheiro diga pra mãe, para não se preocupar
A G#m E E7
Se Deus quiser este ano, eu consigo me formar
Bm E7 Bm E7
Eu pegando o meu diploma, vou trazer ela pra cá
Bm E7 AE
Mas se eu for mal nos estudos, vou deixar tudo e volto lá
RIFF
A E B7 E
Ooooooooi, caminheiro, não esqueça de avisar
56
A COISA TÁ FEIA
Tom Mi Maior - E Ritmo: Pagode
E B7 E
Burro que fugiu do laço ta debaixo da roseta
B7E
Quem fugiu de canivete, foi topar com baioneta
AB7
Já está no cabo da enxada quem pegava na caneta
B7
Quem tinha a mãozinha fina, foi parar na picareta
E B7E B7 E
Já tem doutor na pedreira, dando duro na marreta
F# B7
A coisa tá feia,a coisa tá preta
EB7 E B7 E
Quem não for filho de Deus, tá na Unha do capeta
57
INTRODUÇÃO SOLO
E B7 E
Criança na mamadeira já está fazendo careta
B7 E
Até o leite das crianças virou droga na chupeta
A B7
Já está pagando o pato até filho de proveta
B7
Mundo velho é uma bomba, girando neste planeta
E B7 E B7 E
Qualquer dia a bomba estoura, é só relar na espoleta
F# B7
A coisa tá feia,a coisa tá preta
E B7 E B7 E
Quem não for filho de Deus, tá na Unha do capeta
INTRODUÇÃO SOLO
E B7 E
Quem dava caixinha alta, já está cortando a gorjeta
B7 E
Já não ganha mais esmola, nem quem anda de muleta
AB7
Faz mudança na carroça, quem fazia na carreta
B7
Colírio de dedo duro é pimenta malagueta
E B7E B7 E
Sopa de caco de vidro, é banquete de cagueta
F# B7
A coisa tá feia,a coisa tá preta
EB7 E B7 E
Quem não for filho de Deus, tá na Unha do capeta
INTRODUÇÃO SOLO
E B7 E
Quem foi o rei do baralho, virou trouxa na roleta
E B7
Gavião que pegava cobra, já foge de borboleta
A B7
Se o Picasso fosse vivo, ia pintar tabuleta
B7
Bezerrada de gravata, que se cuida e não se meta
E B7E B7 E
Quem mamava no governo, agora secou a teta
F# B7
A coisa tá feia,a coisa tá preta
EB7 E B7 E
Quem não for filho de Deus, tá na Unha do capeta
58
ESTRADA DA VIDA
Tom Lá Maior - A Ritmo: Rancheira/Valsa
AEA
Nesta longa estrada da vida
E
Vou correndo e não posso parar
DA
Na esperança de ser campeão
EA
Alcançando o primeiro lugar
DA
Na esperança de ser campeão
E A A7
Alcançando o primeiro lugar
D
Mas o tempo cercou minha estrada
EA
E o cansaço me dominou
E
Minhas vistas se escureceram
D E7 A
E o final da corrida chegou
59
INTRODUÇÃO SOLO
AEA
Este é o exemplo da vida
E7
Para quem não quer compreender
DA
Nós devemos ser o que somos
E7 A
Ter aquilo que bem merecer
DA
Nós devemos ser o que somos
E7 A A7
Ter aquilo que bem merecer
D
Mas o tempo cercou minha estrada
EA
E o cansaço me dominou
E
Minhas vistas se escureceram
D E7 A
E o final da corrida chegou
60
SACO DE OURO
Tom Ré Maior - D Ritmo: Cateretê
D A7
Num saco de estopa com embira amarrado
D
Eu tenho guardado é a minha paixão
BmA7
Uma bota velha, chapéu cor de ouro
D
Bainha de couro e um velho facão
A7D
Tenho um par de espora, um arreio e um laço
A7 D
Um punhal de aço e rabo de tatu
D7 G
Tenho uma guaiaca ainda perfeita
D A7 D
Caprichada e feita só de couro cru
SOLO INTRODUÇÃO
D A7
Do lampião quebrado, só resta o pavio
D
Pra lembrar do frio eu também guardei
Bm A7
Um pelego branco que perdeu o pêlo
D
Apesar do zelo com que eu cuidei
61
A7 D
Também o cachimbo de cano do longo
A7D
Quantos pernilongos com ele espantei
D7G D A7D
Um estribo esquerdo, que guardei com jeito
SOLO INTRODUÇÃO
D A7
A nota fiscal já toda amarela
D
Da primeira sela que eu mesmo comprei
BmA7
Lá em Soledade na Casa da Cinta
D
Duzentos e trinta, na hora eu paguei
A7 D
Também o recibo já todo amassado
A7 D
Primeiro ordenado que eu faturei
D7 G
É a minha traia num saco amarrado
D A7D
Num canto encostado, que eu sempre guardei..
SOLO INTRODUÇÃO
D A7
Pra mim representa um belo passado
D
A Lida de gado que eu sempre gostei
BmA7
Assim enfrentando um trabalho duro
D
E fiz meu futuro sem violar a lei
A7 D
O saco é relíquia com seus apetrechos
D A7
Não vendo e não deixo ninguém pôr a mão
D7G
Nos trancos da vida aguentei o taco
D A7 D
E o Ouro do saco é a recordação
62
SAUDADE
Tom Sol Maior - G Ritmo: Rancheira/Valsa
GDGDG
Saudade palavra rica, que martiriza e fica
D
Dentro de um coração, da felicidade morta
G(D/G/D/G)
Que a saudade conforta, trazida de uma paixão
GDG
Saudade tenho de alguém, uma saudade que vem
D G7
G C
De uma distância sem fim, será que ela também
DC DG
Na falta de um outro alguém, sente saudade de mim
INTRODUÇÃO SOLO
GDG
Eu vivo sempre pensando, meus olhos vivem chorando
G G7 C D
Não tenho felicidade, estou morrendo aos poucos
DGC
E o que me deixa mais louco, é a maldita saudade
63
DOUTOR E O CAIPIRA
Tom Si bemol Maior - Bb Ritmo: Cururu
Bb G Cm F Bb
Eu dou motivo pra me chamar de caipira mas continuo lhe tratando de senhor
GCmF Eb Bb
Eu não me zango pois não disse uma mentira pelo contrário isso até me dá valor
F Bb
Sua infância foi lições de faculdade na realidade hoje é grande doutor
Bb7Eb F Bb
Não tive estudos, minha escola foi trabalho desbravando meu sertão no interior.
INTRODUÇÃO SOLO
Bb G Cm F Bb
Foi importante eu ter feito esta viagem pois conheci esta frondosa capital
GCmF EbBb
Estou surpreso vendo tanta aparelhagem para o senhor tudo isto é normal
F Bb
Sou um paciente que o destino lhe oferece não me conhece como um profissional
Bb7Eb F Bb
Lá onde eu moro o senhor se sentiria como eu me sinto aqui neste hospital
64
INTRODUÇÃO SOLO
Bb G Cm F Bb
Lá eu domino aquele incêndio alastrado que senta um raio e deixa fogo no espigão
GCmF EbBb
Se der um golpe em um jatobá aerado eu sei o lado que a árvore cai no chão
F Bb
Sou especialista em mata-burros e porteiras sei a madeira que se usa pro mourão
Bb7 Eb
Vamos comigo ver meu mundo ao céu aberto
F Bb
onde o trabalho também é uma operação
INTRODUÇÃO SOLO
Bb G Cm F Bb
Todas as vezes que me chamam de caipira é um carinho que eu recebo de alguém
GCmF EbBb
É uma prova que a pessoa me admira e nem calcula o prazer que a gente tem
F Bb
Doutor agora nós já somos bons amigos vamos comigo conhecer o meu além
Bb7Eb F Bb
Para dizer que eu sou caipira na cidade mas lá no mato eu sou um doutor também
65
BOI SOBERANO
Tom Si Maior - B Ritmo: Moda de Viola
66
Me alembro e tenho saudade do tempo que vai ficando
Do tempo de boiadeiro que eu vivia viajando
Eu nunca tinha tristeza, vivia sempre cantando
Mês em mês cortando estrada no meu cavalo ruano
Sempre lidando com gado, desde a idade de 15 ano
Não me esqueço de um transporte, 600 bois cuiabano
No meio tinha um boi preto por nome de Soberano
67
JEITÃO DE CABOCLO
Tom Lá Maior - A Ritmo: Querumana
A E7 A DA
Se eu pudesse voltar aos meus tempos de criança
A E7 A E7
Reviver a juventude com muita perseverança
E7
Morar de novo no sítio na casa de alvenaria
DE7 A
Ver passarinhos cantando quando vem rompendo o dia
A7 D E7A
Eu voltaria a rever o pé de manjericão
E7 DA
A Curruíra morando lá no oco do mourão
A7 D E7 A
Os bezerros no piquete e nossas vacas leiteiras
E7 DE7 A
E papai tirando leite bem cedinho na mangueira
68
INTRODUÇÃO SOLO
A E7 A D
Eu voltaria a rever o ribeirão Taquari
A E7 A E7
Com suas águas bem claras onde pesquei lambari
E7
O velho carro de boi, o monjolo e a moenda,
E7
D A
As vacas Maria-Preta, a Tirolesa e a Prenda.
A
A7 D E7
Na varanda tábua grande cheia de queijo curado
A
E7 D
E mamãe assando pão no forno de lenha ao lado
A
A7 D E7
Nossa reserva de mata, linda floresta fechada.
E7
E7 A
D
As trilhas fundas do gado retalhando a invernada
INTRODUÇÃO SOLO
A E7 A DA
Queria rever o sol com seus raios florescentes
A E7 AE7
Escondendo atrás da serra roubando o dia da gente
E7
O pé de dama-da-noite junto ao mastro de São João
D E7A
Que até hoje perfuma a minha imaginação
A7 D E7 A
O caso é que eu não posso fazer o tempo voltar
E7 DA
Sou um cocão sem chumaço que já não pode cantar
A7 D E7 A
Vou vivendo na cidade perdendo as forças aos poucos
E7 D E7A (B / E7 / A)
Mas não consigo perder o meu jeitão de caboclo
69
VIOLA PAGODEIRA
Tom Mi Maior - E Ritmo: Pagode
E B7
Minha viola pagodeira, minha fonte de poesia
E B7 / E
Rainha da madrugada, em noites de cantoria
B7
Ela sempre me acompanha chega a gemer nos meus braços
E
A viola que eu ponteio tem as dez cordas de aço
INTRODUÇÃO SOLO
E B7
Onde tem som de viola e o cantador no compasso
E B7 / E
Alegria é permanente a tristeza não tem espaço
B7
Igual aos dez mandamentos da escritura sagrada
E
A beleza do ponteio é por Deus abençoada
70
INTRODUÇÃO SOLO
E B7
É nos pés do catireiro no verbo do repentista
E B7 / E
É no verso do poeta e no ginga do sambista
B7
Bem no sangue do caboclo a beleza da canção
E
É a fé do nosso povo bandeira da tradição
INTRODUÇÃO SOLO
E B7
Minha viola pagodeira minha oitava maravilha
E B7 / E
Tendo você nos meus braços minha estrela eu sei que brilha
B7
Encostada no meu peito derrubo qualquer barreira
E ( B7 / E )
Defendendo as raízes dessa terra brasileira
71
PRATO DO DIA
Tom Lá Maior - A Ritmo: Querumana
A E7 A
Sobre as margens de uma estrada uma simples pensão existia
A7 D A7 D A7 D
A comida era tipo caseira e o frango caipira era o prato do dia
A7 D A
Proprietário homem de respeito ali trabalhava com sua família
E7 A
Cozinheira era sua esposa e a garçonete era uma das filhas
INTRODUÇÃO SOLO
A E7 A
Foi entrando naquela pensão um viajante já fora de hora
A7 D A7 D A7 D
Foi dizendo para a garçonete me traga um frango vou jantar agora
A7 D A
Eu estou bastante atrasado terminando eu já vou embora
E7 A
Ela então respondeu num sorriso mamãe tá de pé pode crer não demora
INTRODUÇÃO SOLO
AE7 A
Quando ela foi servir a mesa delicada e com muito bom jeito
A7 DA7 D A7 D
Me desculpe mais trouxe uma franga talvez não esteja cozida direito
A7 DA
O viajante foi lhe respondendo pra mim franga crua talvez eu aceito
E7A
Sendo uma igual a você seja qualquer hora também não rejeito
72
INTRODUÇÃO SOLO
A E7 A
Foi saindo de cabeça baixa pra queixar ao seu pai a mocinha
A7 D A7 D A7 D
Minha filha mate outra franga pode temperar porém não cozinha
A7 D A
Vou levar essa franga na mesa se bem que comigo a conversa é curtinha
E7 A
É a coisa que mais eu detesto ver homem barbado fazendo gracinha
INTRODUÇÃO SOLO
A E7 A
Foi chegando o velho e dizendo vim trazer o pedido que fez
A7 D A7 D A7 D
Quando o cara tentou recusar já se viu na mira de um schmidt inglês
A7 D A7
O negócio foi limpar o prato quando o proprietário lhe disse cortez
E7 A
Nós estamos de portas abertas pra servir a moda que pede o freguês
73
O PODER DO CRIADOR
Tom Si Maior - B Ritmo: Cururu
B F#7
Hora triste foi aquela que Jesus Cristo falou
B
Mãe está chegando a Hora, a Senhora fica eu vou
F#7
Com certeza mãe e filho neste momento chorou
B F#7 B
Hora triste e dolorida porque a dor da despedida só conhece quem passou
B F#7
Maria disse meu filho faz tudo que o pai mandou
B
Pra salvar a humanidade ele lhe determinou
F#7
Com suas lágrimas caindo o seu rosto ela beijou
B F#7 B
Pra cumprir a profecia naquela instante o messias todo o pecado abraçou
74
INTRODUÇÃO SOLO
B F#7
Nas margens do rio Jordão Jesus Cristo caminhou
B
Para encontrar João aquele que testemunhou
F#7
O encontro foi tão lindo que o povo se emocionou
B F#7 B
Também foi nessa visita que nas mãos de João Batista Jesus Cristo batizou
RIFF
B F#7
Na mesa da Santa Ceia, Jesus Cristo ordenou
B
Ensine os meus mandamentos, onde está meu pai eu vou
F#7
Se o mundo lhes odiar, também já me odiou
B F#7 B
Faça o bem sem ver a quem a sua recompensa vem o que Jesus profetizou
75
BANDEIRA BRANCA
Tom Mi Maior - E Ritmo: Pagode
E
Vou contar o que eu nunca vi pro sertão e pra cidade
Nunca vi guerra sem tiro e nem cadeia sem grade
B7
Nunca vi um prisioneiro que não queira liberdade
EB7 EB7E
Nunca vi mãe amorosa do filho não ter saudade
E
Nunca vi homem pequeno que ele não fosse papudo
Eu nunca vi um doutor fazer falar que é mudo
B7
Nunca vi um boiadeiro carregar dinheiro miudo
E B7 E B7 E
Nunca vi homem direito vestir calça de veludo
76
INTRODUÇÃO SOLO
E
Eu nunca vi um carioca que não fosse bom sambista
Nunca vi um pernambucano que não fosse bom passista
B7
Nunca vi um paraibano que não fosse repentista
E B7 E B7 E
Nunca vi um deputado apanhar de jornalista
E
Eu nunca vi um paulista da vida se maldizendo
Nunca vi um paranaense que não esteja enriquecendo
B7
Eu nunca vi um baiano no facão sair perdendo
E B7 E B7 E
Eu nunca vi um mineiro da luta sair correndo
INTRODUÇÃO SOLO
E
Nunca vi um catarinense depois de velho aprendendo
Nunca vi um mato-grossense de medo andar tremendo
B7
Eu nunca vi um gaúcho pra laçar precisar treino
E B7 E B7 E
Eu nunca vi um goiano por paixão beber veneno
E
Nunca vi um fazendeiro andar em cavalo que manca
Pra fechar boca de sogra não vi chave não vi tranca
B7
Pra terminar meu pagode vou falar botando banca
EB7 EB7E
Quero ver meus inimigos levantar bandeira branca
77
CHAMADA A COBRAR
Tom Ré Maior - D Ritmo: Recortado/Vaneira
D A7 G A7
Hoje o meu telefone tocou bem cedinho ao me despertar
GA7 D
Notei que era interurbano pois a ligação chamava à cobrar
D A7G A7
Assim quando completou essa ligação notei sem demora
GA7 D
A voz de um ex-amor que há muito tempo tinha ido embora
REFRÃO
A7 G D
Ela me falou chorando Oh meu grande amor por Deus me ajude
A7 G D
Nos braços de um canalha eu perdi a paz e a minha saúde
EA
Meu coração magoado, todo meu passado me fez recordar
GA7 D
Quando a gente ama a distância encurta e a saudade expande
A7 D
No primeiro vôo para Campo Grande eu juro querida que vou te buscar
78
AMOR DE VIOLEIRO
Tom Dó Maior - C Ritmo:Cateretê
CG
Moça eu não sei falar coisas bonitas pra te conquistar
FC G
Eu tenho só uma viola moça eu só sei cantar
CG
Moça eu não tenho dinheiro minha riqueza eu vou te contar
F C
É o braço da viola moça eu só sei cantar
GF C
Moça se você parar um pouco pra me ouvir
G
Em alguns minutos vai me descobrir
FC
Enxergar o fundo do meu coração
GFC
Moça eu já sei que o papo agora é só ficar
G
mas eu to querendo mesmo é me casar
F C
Se me achar careta te peço perdão
FG C ( C / Bm / Am )
Mas eu quero falar com seus pais pedir a sua mão
GFC
E se você aceitar um amor de violeiro
G
O seu coração vai ser meu paradeiro
F C( C / Bm / Am )
Eu e a viola e uma eterna canção
G FC
Moça eu não tenho pressa pra te conquistar
C7 F
O braço da viola vai me consolar
G CF C
Até você abrir de vez seu coração
79
FALOU E DISSE
Tom Mi Maior - E Ritmo: Pagode
E B7
Gavião da minha foice não pega pinto
EE7
Também a mão de pilão não joga peteca
A B7
O cabo da minha enxada não tem divisa
E
As meninas dos meus olhos não tem boneca
E B7
A Bala do meu revólver não tem açúcar
EE7
No cano da carabina não vai torneira
A B7
A porca do parafuso nunca deu cria
E
Na casa do João-de-Barro não tem goteira
80
INTRODUÇÃO SOLO
E B7
O Cravo da ferradura não vai no doce
EE7
A serra da mantiqueira nunca serrou
A B7
A pata do meu cavalo não bota ovo
E
Eu não vou comer o pão que o diabo amassou
E B7
Os quatro reis do baralho não tem castelo
EE7
também o quatro de paus não é de Madeira
AB7
Por onde o navio passa não tem asfalto
E
Caminho que vai na lua não tem poeira
INTRODUÇÃO SOLO
E B7
Cachaça não dá rasteira derruba a Gente
EE7
A língua da fechadura não faz fofoca
A B7
Pra fazer esse pagode não foi brinquedo
E B7 / E
Eu me virei no avesso e não sou pipoca
81
MORENINHA LINDA
Tom Mi Maior - E Ritmo: Cana Verde/Arrata-Pé
E B7 E
Meu coração tá pisado como a flor que murcha e cai
A B7E
Pisado pelo desprezo do amor quando desfaz
A B7 E
Deixando a triste lembrança adeus para nunca mais
E B7E
Moreninha linda do meu bem querer
B7 E 2x Refrão
É triste a saudade longe de você
INTRODUÇÃO SOLO
E B7 E A B7 E
O amor nasce sozinho não é preciso plantar
A B7 E
A paixão nasce no peito farsidade no olhar
E B7E
Moreninha linda do meu bem querer
B7 E 2x Refrão
É triste a saudade longe de você
82
INTRODUÇÃO SOLO
E B7 E A B7 E
Eu tenho meu canarinho que canta quando me vê
A B7 E
Eu canto por ter tristeza canário por padecer
E B7E
Moreninha linda do meu bem querer
B7 E 2x Refrão
É triste a saudade longe de você
83
AMOR DE PRIMAVERA
Tom Mi Maior - E Ritmo: Country
EAE
O amor de primavera não termina no verão
B7E E7
No outono ele floresce, no inverno é só paixão
A E
Eu pensei que fosse fácil esquecer aquele amor
B7E
Mas quando veio a saudade foi demais a minha dor
A A# BE E7
Quando vem a saudade foi demais a minha dor
A B7E E7
OU OU OU UUUUUUUUU OU OU AI AI
A B7E
OU OU OU UUUUUUUUU OU OU AI AI
84
INTRODUÇÃO SOLO
EA E
Coração que sai vencido quase sempre tem razão
B7 E E7
E a razão que sempre vence nunca teve coração
E
A
O amor é como um dia, é a luz na escuridão
E
B7
Traz de volta a alegria onde existe solidão
A A# B E E7
Traz de volta a alegria onde existe solidão
E E7 A B7
OU OU OU UUUUUUUUU OU OU AI AI
E A B7
OU OU OU UUUUUUUUU OU OU AI AI
85
VELHA PORTEIRA
Tom Mi Maior - E Ritmo: Rancheira/Valsa
E
Ao passar pela velha porteira
B7
Senti minha terra mais perto de mim
B7
De emoção eu estava chorando
A B7E
Porque minha angústia chegava ao fim
E
Eu confesso que era meu sonho
E7 A
Rever a fazenda onde me criei
EB7
Não via chegar o momento de abraçar de novo
E
Meu querido povo que um dia eu deixei
86
E
Que surpresa cruel me aguardava
B7
Ao ver a fazenda como transformou
B7
Quase todos dali se mudaram
A B7 E
E a velha colônia deserta ficou
E
Os amigos que ali permanecem
E7A
Transformaram tanto que nem conheci
EB7
E eles nem me conheceram e nem perceberam
E
Que os anos passaram e eu envelheci
INTRODUÇÃO SOLO
E
E você minha velha porteira
B7
Também não está como outrora deixei
B7
Seus morões pelo tempo ruído
A B7 E
No solo caído também encontrei
E
Já não ouço as suas batidas
E7A
Seu triste rangido lembranças me trás
E B
Porteira na realidade, você é a saudade
E
Do tempo da infância que não volta mais
87
TRISTEZA DO JECA
Tom Mi Maior - E Ritmo: Toada
E A EB7 E
Nestes versos tão singelos minha bela, meu amor
E A E B7 E E7 A E C#m F#m
Pra você quero contar o meu sofrer a minha dor
B7 E
Eu sou igual o sabiá quando canta é só tristeza
B7E
Desde o galho onde ele está
B7 E
Nesta viola eu canto e gemo de verdade
INTRODUÇÃO SOLO
E A E B7 E
Eu nasci naquela serra num ranchinho a beira-chão
E A E B7 E E7
Todo cheio de buraco onde a lua faz clarão
A EC#m F#m
Quando chega a madrugada lá no mato a passarada
B7 E
Principia o barulhão
B7 E
Nesta viola eu canto e gemo de verdade
B7E
Cada toada representa uma saudade
88
INTRODUÇÃO SOLO
E A EB7 E
Lá no mato tudo é triste desde o jeito de falar
E A E B7E E7 A E C#mF#m
Pois o jeca quando canta dá vontade de chorar
B7 E
E o choro que vai caindo devagar, vai se sumindo
B7E
Como as águas vão pro mar
B7E
Nesta viola eu canto e gemo de verdade
89
RIO DE LÁGRIMAS
Tom Ré Maior - D Ritmo:Cururu
D G D A7 D
O rio de Piracicaba Vai jogar água prá fora
G D A7 D - 2x
Quando chegar a água Dos olhos de alguém que chora
D G A7 D
Lá no bairro onde eu moro Só existe uma nascente
A7 D
A nascente dos meus olhos Já brotou água corrente
D7D G
Pertinho da minha casa Já formou uma lagoa
A7 D A7
Com lágrimas dos meus olhos Por causa de uma pessoa
D G D A7 D
O rio de Piracicaba Vai jogar água prá fora
G D A7 D - 2x
Quando chegar a água Dos olhos de alguém que chora
INTRODUÇÃO SOLO
D DG A7
Eu quero apanhar uma rosa minha mão já não alcança
A7
D
Eu choro desesperado Igualzinho a uma criança
D7G
D
Duvido alguém que não chore pela dor de uma saudade
A7
D
Quero ver quem não chora quando ama de verdade
REFRÃO
90
SONHO DE CABOCLO
Tom Lá Maior - A Ritmo:Toada
A E7
Fiz um poema com palavras tão bonitas, caprichei bem na escrita, também fiz um canção
Bm E7 A
Fui no jardim, colhi as flores mais belas, margaridas amarelas e a rosa branca em botão
A7 D
Com muito gosto arrumei nossa casinha, Da sala até a cozinha e carpi todo o quintal
A E7 A
Rocei o pasto e consertei a porteira, enfeitei a casa inteira como se fosse o Natal
INTRODUÇÃO SOLO
A E7
Lá na varanda amarrei de novo a rede ajeitei bem na parede o quadro da Santa Ceia
BmE7 A
No chão da sala todo de terra batida dei uma boa varrida e não ficou um grão de areia
A7 D
na nossa cama pus a colcha de piquê com as beiradas de crochê que você fez tudo a mão
A E7 A
Troquei as folhas com capricho e muito esmero as penas do travesseiro e palhas novas no colchão
91
INTRODUÇÃO SOLO
A E7
Chegou o dia que você ia voltar eu cheguei até chorar de tanta felicidade
BmE7 A
Levantei cedo e me arrumei com muito zelo reparti bem o cabelo que nem gente da cidade
A7 D
Botina nova que me apertava um pouco calça de brim arranca-toco e bigode bem aparado
A E7 A
De lenço branco, camisa preta de lista eu parecia um artista daqueles bem afamado
INTRODUÇÃO SOLO
A E7
E bem na hora que passava a jardineira me deu uma tremedeira quando a porteira bateu
BmE7 A
Saí correndo lá pras bandas da estrada pra ver a sua chegada e você não apareceu
A7 D
A jardineira foi sumindo no estradão levando a minha ilusão e a tristeza que ficou
A E7 A
Foi só um sonho, sentei na cama chorando hoje está fazendo um ano que você me abandonou
92
MOURÃO DA PORTEIRA
Tom Mi Maior - E Ritmo:Toada
E B7
Lá no mourão esquerdo da porteira
A B7 E
Onde encontrei você na despedida
C#m F#m
Uma lembrança minha derradeira
B7 E
É um versinho que nele escrevi
E B7
Você eu sei passa esbarrando nele
A B7 E
E a porteira bate pra avisar
C#m F#m
Você não sabe que sinal é aquele E
B7 E
nem sequer se lembra de olhar
INTRODUÇÃO SOLO
E B7
Aqui tão longe eu pego a viola
A B7 E
E aquele verso começo a lembra
C#m F#m
Uma saudade é dor que não consola
B7E
Quanto mais dói a gente quer lembrar
93
E B7
Você talvez não sabe o que é saudade
A B7 E
Uma lembrança você nunca sentiu
C#m F#m
Pois esquecer as vezes tenho vontade
B7 E
Esta vontade o meu peito feriu
INTRODUÇÃO SOLO
E B7
No dia que doer seu coração
A B7 E
E uma saudade que eu tanto senti
C#m F#m
Você chorando passará nesse mourão
B7 E
Lerá o verso que eu nele escrevi
94
HOMEM ATÉ DEBAIXO D'ÁGUA
Tom Mi Maior - E Ritmo:Cururu
E B7 E
Um caboclinho de sangue na veia, vergonha na cara e bastante opinião
B7 E
A filha mais nova de um fazendeiro ele namorava com boa intenção
B7
O velho cismou de impedir o romance num gesto severo chamou-lhe atenção
AEB7E
Você não passa de um pé-rapado levar minha filha não dou permissão
F#B7
Minha filha nasceu no conforto, você não tem onde cair morto,
E
Nunca passa de um pobre peão
E E B7
O pobre rapaz escutava calado igual um aluno aprendendo a lição
B7E
Noutro dia fugiu com a menina os dois foram viver nos confins do sertão
B7
Ombro a ombro eles trabalhavam a noite dormia num velho galpão
AEB7E
A menina dormia na cama e o caboclinho dormia no chão
F#B
Foi a primeira vez na história, que uma rolinha teve glória
E
Ser protegida por um gavião.
95
INTRODUÇÃO SOLO
E E B7
O caboclinho de fibra e talento enfrentando garimpo trabalho cruel
B7E
Sol a sol a procura do ouro sem ver pela frente o azul do céu
B7
Respeitando a menina que amava o caboclo fez um bonito papel
AEB7E
Tão pertinho da fonte do amor, morrendo de sede por ser tão fiel
F#B7
Ele foi um gavião sem-asa, com a menina dentro de casa
E
Bem distante da lua-de-mel
E B7E
De volta pra casa do velho disse o caboclinho sem temer castigo
B7 E
Roubei sua filha com boa intenção, pra cumprir meu dever voltei como amigo
B7
O que é do homem o bicho não come, sua filha nasceu pra se casar comigo
AEB7E
Já não sou mais um pé-de-chinelo, posso dar pra ela o melhor dos abrigo
F# B7 E
Dois anos a luta foi dura, mas ela voltou virgem pura do meu lado não correu perigo
INTRODUÇÃO SOLO
E B7 E
O velho muito arrependido abraçou sua filha pedindo perdão
B E
Pro mocinho ele foi dizendo entre eu e você acabou paredão
B7
Seu talento e moral foi a flecha que fez meu orgulho tombar sobre o chão
AEB7E
Minha filha vai ser a rainha lá no seu castelo de eterna união
F#B7
E você já não tenho mágoa, foi homem até debaixo d' água
E(B7 / E)
Vai ser o genro do meu coração
96
NA CARREIRA DO Ó
Tom Mi Maior - E Ritmo:Pagode
E B7 E
As rimas desse pagode segue a carreira do ó
B7
Do começo até o final vai ser uma rima só
AE A E A
Quando meu amor partiu meu coração deu um nó
B7E B7 E
Fiquei triste nessa hora me deixou e foi embora, como o vento leva o pó
SOLO INTRODUÇÃO
E B7 E
Não atravessa pinguela cachorro que é rabicó
B7
num duelo o galo índio derrota o carijó
A EAEA
folhas secas se aglomeram nas ramagem de cipó
B7 E B7 E
gosto muito de cantar eu só não gosto de forçar, os limites do gogó
97
SOLO INTRODUÇÃO
E B7 E
Desde da infância eu fui o tempo da minha vó
B7
As garotas do meu bairro eu também sou o xodó
AE A E A
Já namorei quase todas mais prefiro viver só
B7E B7 E
Passarinhos fazem festa mais quem enfeita a orquestra, é o cantar do curió
SOLO INTRODUÇÃO
E B7 E
Eu não aprendi jogar o jogo de dominó
B7
Aprendi comer quiabo e abobrinha com jiló
A EA E A
A derrota do esperto é pensar que sou bocó
B7E B7 E B7 / E
Não como a carne do bode terminei o meu pagode, só na carreira do ó
98
99
100