Aplicação do LTAS na Fonoaudiologia
Aplicação do LTAS na Fonoaudiologia
2006
Introdução
Uma das maiores dificuldades que encontramos contribuindo para o avanço dos nossos estudos
ao avaliar uma voz é julgar a sua qualidade por meio nesta área onde, até o presente momento, são
da nossa escuta que, ainda que soberana, envolve poucos os estudos feitos por meio deste método.
desde aspectos sócio-econômicos e culturais, até
preferências individuais (Biemans, 2002; Medrado Long term average spectrum (LTAS)
et al, 2005; Bele, 2005). São muitos os adjetivos
usados na avaliação perceptivo-auditiva e os No estudo de um som, muitas são as
métodos empregados nesta classificação, pela possibilidades de análise acústica. As mais usadas
subjetividade envolvida neste processo, acabam descrevem o som por meio da sua forma de onda e
gerando discordâncias entre os ouvintes e do espectro. Segundo Sundberg (1987), o espectro
dificuldades de assumir um consenso em torno do mostra em que freqüências estão os parciais do sinal
uso desta ou daquela terminologia (Bele, 2002). e a sua intensidade e é o correlato acústico da
Neste contexto, a análise acústica trouxe a qualidade de uma voz. Para o autor “existem
possibilidade de orientar e complementar a conduta propriedades importantes do espectro da fonte
fonoaudiológica com dados mais objetivos. glótica que só podem ser observadas num espectro
Entre as várias possibilidades de análise em decibéis. É o caso da amplitude dos parciais mais
espectrográfica, o espectro médio de longo termo agudos que, apesar de ser pequena, é de extrema
(Long-Term Average Spectrum - LTAS) oferece a importância para a nossa percepção do timbre”.
possibilidade de “quantificar” a qualidade de uma O LTAS, particularmente para Nordemberg e
voz, marcando as diferenças entre gênero, idade, Sundberg (2003), “Reflete a contribuição tanto da
vozes profissionais - falada e cantada - e vozes fonte glótica quanto do trato vocal na qualidade de
disfônicas (Leino, 1993; Mendoza et al., 1996; uma voz”. Dispõe em um só espectro, a média de
Navarro, 2000; Barrichelo et al., 2001; Hartl, 2001; vários espectros momentâneos obtidos, por
Linville e Rens, 2001; Bele, 2002; Camargo, 2002; exemplo, a cada 200 milésimos de segundo (5
Sjölander, 2003; Jónsdottir et al., 2003; Hartl et al., espectros/segundo, 300 em 1 minuto). No eixo das
2003 Laukkanen et al., 2004; Camargo et al., 2004; abscissas mostra o nível de pressão sonora em
Pinczower e Oates, 2005; Soyama et al., 2005). decibéis e no das ordenadas, a freqüência em Hertz.
Determinados traços mais estáveis de uma O tempo é excluído da análise do espectro de longa
emissão, como a qualidade da voz, tornam-se mais duração e, portanto, todas as variáveis a ele
evidentes a partir de amostras de fala de longa associadas tais como freqüência e amplitude (jitter,
duração e esta é precisamente uma das maiores shimmer, proporção harmônico/ruído), não são
vantagens em usar o LTAS (Camargo, 2002). Outra capturadas, a não ser que interfiram, de fato, no
vantagem é que, se o sinal acústico de fala for espectro da fonte glótica (Frokjaer-Jensen e Prytz,
suficientemente longo, o espectro médio resultante 1976; Kitzing, 1986; Löfqvist, 1986). Por este motivo,
não é afetado por diferenças no material de fala – o LTAS muitas vezes tem que ser complementado
conteúdo e articulação - fato este que indica um de outros tipos de análise acústica e, sobretudo,
certo grau de confiabilidade na comparação entre ouvir a voz é imprescindível para a interpretação
falantes e entre estudos (Frokjaer-Jensen e Prytz, dos resultados. A questão da reprodutibilidade do
1976; Kitzing, 1986; Löfqvist, 1986). experimento deve ainda ser considerada, já que a
voz de um mesmo indivíduo pode se apresentar
O objetivo do presente estudo é descrever as diferente em momentos diferentes. Por exemplo, uma
aplicações e interpretações dos achados do LTAS, voz normal, ao final de uma jornada de trabalho,
relacionando ainda eventos acústicos, percepção pode estar mais soprosa ou mais tensa, ou não
auditiva e fisiologia da fonação, a partir da coleta apresentar evidências de disfonia após uma noite
de textos completos na base de dados de descanso.
bibliográficos MEDLINE, textos estes publicados De acordo com Hammarberg et al (1986),
no decorrer do período que compreende o ano de Sundberg (1987) e Leino (1993), os picos ou regiões
1976 a 2005, com especial enfoque nos últimos 5 de maior concentração de energia do LTAS, estão
anos. O LTAS é uma excelente ferramenta de fortemente relacionados com a percepção de
trabalho que, ao objetivar o que percebemos diferentes qualidades de vozes.
enquanto qualidade vocal, complementa tanto a Para se fazer a análise com o LTAS, algumas
avaliação quanto o acompanhamento do trabalho considerações metodológicas precisam ser
de voz, seja ele terapêutico ou pedagógico, observadas.
dB dB
Hz
HZ
Em conjunção com dados de estudos os vocal, cuja freqüência estaria em torno de 3kHz.
anteriores os autores propõem um modelo misto Esta região de agudos é precisamente a mesma
de ressonância do trato vocal e padrão articulatório onde nossa audição é mais sensível, 2-5kHz
afetando as freqüências formantes desta faixa (Sundberg, 1987). Para Titze (2001), o tubo da
etária. Em outro estudo, com o mesmo grupo, epilaringe, nestes casos, se estreita em relação à
Linville (2002) identificou diferenças entre os faringe e dificulta a passagem do ar para o trato
espectros de idosas, comparados aos de jovens: vocal superior, diminuindo o fluxo transglótico
maior amplitude em 340kHz e em outros pontos de ar entre as pregas vocais e modificando o seu
específicos da região 6-7kHz, e níveis baixos de modo de vibração. Desta forma, a fase de
energia em 3.040Hz e 3,2kHz. Ambos os grupos fechamento das pregas vocais fica menor, o que
femininos - jovens e idosas - foram faz aumentar a intensidade dos harmônicos
perceptivamente identificados como tendo uma superiores na região de 3kHz. Este processo
qualidade de voz soprosa - idosas mais - mas, em acontece dentro de uma visão linear de interação
princípio, esta qualidade seria revelada pelo fonte e filtro.
aumento de energia em diferentes pontos do
espectro, em 3kHz e 6kHz, sugerindo diferenças na Na mesma linha de raciocínio, Leino (1993)
configuração da fenda glótica que seria mais propõe o termo “formante do ator” ou “formante
posterior para jovens e mais anterior para mulheres. do falante” (Ff) para o agrupamento do terceiro,
Porém, estes aspectos merecem estudos mais quarto e quinto formantes (F3, F4 e F5) em torno
conclusivos, com uma população maior. O espectro de 3,5kHz, em vozes projetadas de atores
de jovens mostraram ainda uma menor diferença masculinos. Estudos realizados com atores
entre as faixas abaixo e acima de 1,6kHz, ou seja, finlandeses, alemães, africanos, suíços e
uma curva com menor inclinação. Os idosos, australianos comprovaram este achado (Leino,
quando comparados aos jovens, apresentaram 1993; Munro, 2002; Bele, 2002; Pinczower e Oates,
menores níveis de energia em 1,6kHz (F2), ainda 2005). A natureza do formante do ator ainda não
sem uma justificativa plausível do ponto de vista está totalmente esclarecida. A Figura 5 mostra o
fisiológico, e uma tendência a um aumento de “formante do falante” ou “formante do ator” que
energia na região de agudos. A freqüência aparece com -20dB em relação ao pico mais forte
fundamental da emissão dos idosos femininos e do espectro normalizado (Master et al, 2005).
masculinos é muito próxima – 160Hz – e com maior
amplitude que a do grupo de jovens. Soyama et al.,
(2005) investigaram 8 indivíduos de ambos os
gêneros e encontraram um aumento significativo FIGURA 5. “Formante do falante” ou “formante do ator”.
de energia na região de 2 a 4,5KHz para idosos e
6,5 a 10kHz para idosas. Acrescentam ainda que
apesar de 60 juízes terem identificado 0
perceptivamente os gêneros, os resultados da
análise acústica por meio do LTAS não apontaram -10
esta diferenciação.
-20
. voz profissional. No espectro de LTAS de
dB
cantores líricos masculinos, Sundberg (1987)
-30
identificou um pico - o “formante do cantor” (Fc)
- entre 2.8-3.4kHz, resultado do agrupamento entre
F3, F4 e F5, e que estaria relacionado com a nossa -40
percepção de “brilho” e de projeção vocal. Para o
autor este pico seria uma resposta “inteligente” -50
0 1000 2000 3000 4000 5000
do cantor lírico à sua orquestra: a orquestra
trabalha na região mais grave do espectro e o Hz
cantor, para destacar a sua voz, trabalha na região
mais aguda. Segundo o autor, para gerar um Fc, é
necessária uma determinada configuração laríngea
onde a epilaringe se torna uma caixa de
ressonância independente do restante do trato
A partir destas colocações, com o objetivo de para as emissões fortes que para as emissões em
entender melhor as vozes profissionais, algumas condições confortáveis.
pesquisas foram desenvolvidas na fala e nos mais Alguns estudos tiveram êxito em acompanhar
diferentes estilos de canto, ou verificando a a evolução do treino de voz comparando emissões
possibilidade de carregar ajustes do canto para a de professores antes e depois da intervenção
fala e vice versa, ou ainda, tentando estabelecer a fonoaudiológica. Munro (2002) acompanhou um
correlação entre a variação de parâmetros tais como treinamento de voz e dicção por meio do LTAS e,
pitch, loudness de fonação e o espectro acústico e entre os resultados, observou uma maior
a análise perceptivo- auditiva. Eis algumas concentração de energia na faixa da freqüência
possibilidades de estudos: fundamental (f0) e do primeiro formante (F1)
Figueiredo (1993) observou que o LTAS é um decorrente da aproximação destas duas
instrumento de análise eficiente quando o objetivo freqüências e ainda, em 2,5kHz, 3kHz e em 4-4,5
é estabelecer a identidade de um falante por meio da kHz., eventos que se relacionaram com a
comparação de padrões vocais de análises fonéticas percepção de voz projetada. Laukkanenet al.,
e espectrográficas. Navarro (2000), estudando a (2004) treinaram a voz falada de um grupo de
emissão de locutores esportivos por meio de alunos de teatro, com e sem o apoio visual de
diferentes variáveis da análise perceptivo-auditiva análise acústica em tempo real, durante dois
e acústica, observou que os espectros de longo meses, e puderam observar que em ambos os
termo (ELT) sugeriam uma qualidade vocal grupos houve um aumento de 3-4dB na região de
crepitante, para a fala espontânea destes locutores 3-5kHz no espectro do LTAS. Os autores
e qualidade de voz fluída, para a narração esportiva. chamaram a atenção sobre a efetividade de treinar
Cleveland et al., (2001), partindo do principio de que variação de intensidade com um apoio visual para
os cantores de country cantam de um modo muito evitar que mecanismos hiperfuncionais, revelados
próximo da forma que falam, compararam o LTAS de por um F1 muito mais forte que f0, se
5 sujeitos na fala e no canto, confirmaram esta desenvolvam.
hipótese pois, um pico muito forte, na região 3.5kHz Bele (2002), comparando vozes de atores e
foi identificado em ambas emissões. Barrichelo et professores noruegueses, observaram as seguintes
al., (2001) examinaram a possibilidade dos cantores diferenças no LTAS: atores têm mecanismos de
de ópera levarem para a fala o efeito de ressonância emissão mais eficiente em intensidades fortes e
tecnicamente adquirido no canto, responsável pelo portanto, valores menores na relação entre f0 e F1,
brilho da voz. Os resultados sugerem uma maior a região do “formante do falante” é mais forte para
concentração de energia na região do “formante do os atores mas não tão forte como referido pela
cantor/ator”, tanto nas emissões cantadas quanto literatura. Segundo a autora, a avaliação auditiva
faladas dos cantores líricos. Stone et al., (2003), entre foi mais eficiente que o LTAS na diferenciação
várias medidas acústicas, pesquisaram também por destas vozes, o que a leva a seguinte questão:
meio do LTAS as vozes de cantores líricos e de algo afeta o nosso julgamento subjetivo de
cantores no canto da Broadway, estilos associados qualidade vocal, algo que não pode ser
com diferentes técnicas vocais. Os resultados, como objetivamente mensurado. A autora observa que
uma casuística muito pequena, indicaram uma f0 pico em 3.5kHz também poderia estar relacionado
mais fraca e parciais mais fortes entre 0.8-1.6kHz com vozes nasalizadas, ásperas e em fry, reforçando
sugerindo, para o canto Broadway, uma adução a necessidade de considerar a análise perceptivo-
glótica maior – característica semelhante à fala em auditiva quando forem realizadas análises com o
loudness forte. Diferenças entre estes dois estilos LTAS.
de canto teriam origem em nível glótico e nas
ressonâncias do trato vocal. Pinczower e Oates .vozes disfônicas. O LTAS não faz diagnóstico das
(2005), comparando vozes de atores masculinos em alterações laríngeas (Hammarberg et al., 1986). É
loudness confortável e em nível máximo de projeção, preciso considerar a qualidade da voz sabendo que
puderam distinguir estas vozes entre si por meio para um mesmo diagnóstico etiológico, esta
das análises acústica e perceptiva. Destacam que o qualidade pode variar consideravelmente e que
espectro mostrou maior concentração de energia uma mesma qualidade vocal pode estar presente
nas freqüências agudas, em torno de 3,4kHz (Ff), em diferentes alterações laríngeas.
Conclusão
proporção harmônico-ruído e análise de freqüências
O LTAS é um método de análise acústica formantes, que dependem de uma resolução de
sensível às diferentes qualidades da voz e, pelos tempo, não são contempladas pelo LTAS e, por este
aspectos evidenciados, uma ferramenta adequada motivo, outros tipos de análise acústica são
para complementar de maneira objetiva a nossa necessários em complementação. O fato de suas
percepção auditiva deste parâmetro. Não tem uma possibilidades e limitações ainda não serem bem
metodologia de trabalho fácil de ser apreendida, compreendidas, bem como a normatização dos
principalmente se o estudo envolve a mensuração parâmetros que nele podem ser mensurados, aponta
do nível de pressão sonora, mas mostrou ser uma para um longo caminho de estudos.
ferramenta eficiente para análise da qualidade da Rastrear neste artigo, os aspectos técnicos
voz, dos seus traços mais estáveis, na medida em envolvidos na sua elaboração bem como a
que “resume” por meio de uma média, uma coleção interpretação dos seus resultados, contribui tanto
de espectros momentâneos, revelando a para a atuação fonoaudiológica quanto para as
contribuição da fonte glótica e do filtro para a pesquisas nesta área.
qualidade da voz. Não é um método diagnóstico e a O Brasil, por ser um país de cultura muito rica e
avaliação perceptiva auditiva faz-se imprescindível. diversificada em diferentes estilos de canto e tantas
Alguns aspectos tais como f0, jitter, shimmer, outras manifestações populares pouco exploradas,
constitui-se em um vasto terreno de pesquisas.
Agradecimentos: Professor Doutor Anne Maria Laukkanen; Professor Doutor Timo Leino e Professor Doutor Paulo Augusto de Lima
Pontes. Fundação para o Desenvolvimento da UNESP e Fundo de Auxílio aos Docentes e Alunos da UNIFESP.
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