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ISPAJ Trabalho de Psicologia Criminal

O documento discute as tipologias da delinquência juvenil, identificando fatores de risco e proteção que influenciam os comportamentos delitivos dos adolescentes, como questões familiares, de grupo de pares e contextuais. O documento também revisa estudos que buscaram perfis de delinquentes considerando esses fatores.

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O documento discute as tipologias da delinquência juvenil, identificando fatores de risco e proteção que influenciam os comportamentos delitivos dos adolescentes, como questões familiares, de grupo de pares e contextuais. O documento também revisa estudos que buscaram perfis de delinquentes considerando esses fatores.

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ISPAJ - Instituto Superior Politécnico Alvorecer da Juventude

TRABALHO DE DELINQUÊNCIA JUVENIL

TEMA

AS TIPOLOGIAS DA DELINQUÊNCIA

Docente

____________________________

Luanda
2021
ISPAJ - Instituto Superior Politécnico Alvorecer da Juventude

Integrantes do grupo

1 Cléosia Nunes
2 Erivaldo Cosme
3 Eduardo Pedro
4 Edivaldo Guimarães
5 Ismael Morais
6 Pedro Francisco

Turma: Única
Turno: Manhã
Sala: 7
Curso: Psicologia Criminal
Ano: 3º

Luanda
2021
Resumo

O comportamento delitivo dos adolescentes pode-se desenvolver com


diferentes padrões de trajectória. Por isso, muitos pesquisadores da área têm
procurado compreender essas diferenças em termos de tipos e perfis.
Considerando que uma dificuldade dentro deste campo é a falta de
sistematização dos resultados previamente encontrados, o objectivo deste
estudo foi realizar uma revisão da literatura, analisando os estudos que
procuraram encontrar os diferentes perfis dos adolescentes infractores.

Foi realizada uma busca nas bases de dados PsycInfo, Web of Science
e Scielo, e foram selecionados 56 estudos. Em geral, os estudos procuraram
encontrar perfis considerando factores de risco e protecção, trajectórias
delitivas e características psicológicas. A revisão apontou que é necessário
clarificar os aspectos que são relevantes em relação a delimitação de perfis e
em como esse conhecimento poderia ser aplicado na prática.
ÍNDICE

INTRODUÇÃO ................................................................................................... 1

DESENVOLVIMENTO ....................................................................................... 2

DENTRO DA TIPOLOGIA DA DELINQUÊNCIA JUVENIL ENCONTRAMOS

ALGUNS FACTORES. ....................................................................................... 3

CONCLUSÃO .................................................................................................... 6

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA....................................................................... 7
INTRODUÇÃO
As tipologias da delinquência baseia-se no comportamento aprendido.
Essa aprendizagem começa na transmissão e imitação de técnicas e atitudes
criminais, no processo de comunicação com outras pessoas.

Adota então valores e hábitos comportamentais em vigor no seu


ambiente de vida. Cria portanto na sociedade (associações) de pessoas que
diferenciam das outras, que vinculam normais e condutas homogêneas e
diferentes do que é de (uso) na sociedade.

1
DESENVOLVIMENTO
Em conformidade, Moffit (1993) descreve duas modalidades diferentes
de expressão da delinquência, comportamento antissocial persistente e
delinquência limitada à adolescência. Na delinquência limitada à adolescência
os jovens não apresentam comportamentos antissociais na infância e estes
comportamentos não se prolongam na idade adulta, contrariamente ao que
acontece no comportamento antissocial persistente, em que as manifestações
emergem precocemente e se mantêm ao longo da vida adulta.

Neste sentido, Ferreira (1997) refere que por volta dos 11-12 anos a
ocorrência dos atos infratores cresce acentuadamente e que, após os 16-17
anos, se regista um declínio mais ou menos acentuado e rápido. Na mesma
linha de pensamento, diversos estudos (Farrington, 1987, Fréchette & LeBlanc,
1987, Loeber, 1990, Moffitt, 1993) demonstram que o comportamento
delinquente surge com maior intensidade e frequência na idade entre os 12 e
os 17 anos, altura em que assume um pico, seguindo-se um nítido declínio. De
salientar ainda que o tipo de delinquência limitada à adolescência caracteriza-
se geralmente por ganhos associados a esta etapa (e.g., interesses materiais,
adesão a um grupo).

A desistência tende a acontecer no momento de transição para a vida


adulta, etapa associada ao estabelecimento de compromissos inerentes a esta
fase, pelo que modificam o seu comportamento (Moffitt, 1993). O tipo de
delinquência persistente é caracterizado pelo início precoce, mantendo-se na
adolescência e continuando pela vida adulta (Born, 2005).

Assim, a continuidade é característica dos indivíduos que manifestam


uma tendência para a atividade delituosa persistente, ao invés da
descontinuidade que diz respeito aos indivíduos com uma atividade antissocial
confinada à adolescência (Negreiros, 2008). Broidy e colaboradores (2003),
num estudo sobre o desenvolvimento da agressividade física que compara
resultados, de um grupo de jovens, na infância e comportamentos delinquentes
na adolescência (violentos e não violentos), concluiu que, nos rapazes, há
continuidade dos comportamentos apresentados na infância e que é
especialmente grave quando esse comportamento na infância é violento.

2
Posto isto, torna-se pertinente compreender quais os fatores que
influenciam os comportamentos delinquentes durante a adolescência, sendo o
foco deste estudo a faixa etária dos 14 aos 17 anos. Os comportamentos
delinquentes dos jovens são influenciados por diversos fatores de risco de
proteção, pelo que a presença ou ausência de um determinado fator pode
promover ou inibir o comportamento delinquente (Simões, Matos & Batista-
Foguet 2008).

Quadro 2 – Resumo das características dos tipos de delinquência limitada à


adolescência e delinquência persistente ao longo da vida (adaptado de Born,
2003).

Delinquência limitada à adolescência Delinquência persistente ao longo da vida

 Aparecimento da delinquência durante a  Aparecimento da delinquência na infância

adolescência  Persistência em vários períodos da vida do

 Aparecimento temporário sujeito

 Prevalência muito forte na população  Casos bastante raros

 Sem fatores de risco neurobiológicos  Presença de perturbações neurobiológicas e

 Risco genético muito fraco comportamentais


 Provável transmissão genética dos riscos

DENTRO DA TIPOLOGIA DA DELINQUÊNCIA JUVENIL ENCONTRAMOS


ALGUNS FACTORES.

Factores de risco e protectores familiares

São inúmeros os estudos acerca dos factores de risco e protetores


familiares (e.g., Ferreira, 1997; Carrilho, 2000; Farrington, 2001; Born, 2005;
Martins, 2005). Sabe-se que as disfunções familiares podem contribuir para a
promoção da delinquência juvenil (Sousa Santos, 2004). O estudo de
Cambridge (Farrington et al., 2003), a propósito dos fatores de risco
relacionados com a família, refere a história criminal familiar, ou seja, a
existência de historial de pais condenados e irmãos mais velhos, é ainda
referida a pobreza familiar incluindo baixo rendimento familiar, famílias
numerosas (i. e., número de irmãos) e condições de habitação degradantes,

3
disciplina rígida e autoritária, fraca supervisão, conflito parental e separação
dos pais.

Jovens vítimas de maus tratos físicos tendem a apresentar


comportamentos delinquentes persistentes, as experiências de vitimização têm
sido entendidas como fator de risco da delinquência juvenil (Ireland, et al.,
2002; StouthmerLoeber, Wei, Homish & Loeber, 2002). Segundo Ferreira
(1997) a família constitui-se como um elemento protetor para o jovem, quanto
mais a família desaprovar a prática de comportamentos delinquentes, menor é
a probabilidade do jovem se envolver nos mesmos. O autor refere ainda que a
família poderá ser um factor protector da delinquência juvenil em torno de três
dimensões: a supervisão familiar, a identificação com os pais e a comunicação
intima.

Factores de risco e protectores grupo de pares

Segundo alguns autores (e.g., Thornberry et al., 1998; Farrington, 1999)


ter amigos com comportamento antissociais é uma das correlações mais
consistentes de se adotar o mesmo tipo de comportamentos. Assim, os jovens
delinquentes têm tendência a associar-se a um grupo de amigos com os
mesmos comportamentos (Baerveldt, Volker & Rossem, 2008).

Neste sentido, um estudo realizado por Beyers, et. al., (2001) conclui
que ter atitudes positivas face aos comportamentos delinquentes dos pares,
aumenta o risco de envolver em comportamentos delinquentes.

Fatores de risco e protectores contextuais

Estudos baseados em inquéritos regionais mostram que residir num sítio


com baixo nível socioeconómico está associado à delinquência juvenil, ou seja,
existe maior probabilidade de praticar comportamentos delinquentes graves e
persistentes (Beyers, et al. 2001).

A literatura refere que os jovens estão mais vulneráveis e a


probabilidade de se envolverem em comportamentos delinquentes é maior
quando existe uma associação entre os fatores de risco familiares e os factores
de risco contextuais (Stouthamer-Loeber, Wei Holmes & Loeber, 2002).

4
Carrilho (2000) salienta a importância da proteção da comunidade na
inibição dos comportamentos delinquentes, isto é, existirem relações de
proximidade com a vizinhança, baixa criminalidade.

Segundo Fréchette e Le Blanc existem 4 dimensões da tipologia da


delinquência:

1. O momento em que a delinquência aparece;


2. A sua quantidade;
3. A sua gravidade;
4. A sua persistência.

Esta classificação permite visualizar o lugar em que se situa o indivíduo na sua


carreira delinquente.

5
CONCLUSÃO

Após varias pesquisas e muitas noites sem dormir, podemos chegar a


conclusão que as tipologias da delinquências baseia-se no comportamento
apreendido que são geralmente relacionado a juventude.

6
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

 Moffitt, T. (1993). Adolescence-Limited and Life-Course-Persistent Antisocial


Behaviour: A Developmental Taxonomy. Psychological Review, 100, 674-701.
 Moffitt, T. E., Capsi, A. & Rutter, M. (2011). Sex Differences in Antissocial
Behaviour. Cambridge University Press: Cambridge.
 https://repositorio.ucp.pt/bitstream/10400.14/15170/1/Disserta%C3%A7
%C3%A3o_Cl%C3%A1udia%20Cunha.pdf
 http://www.scielo.org.pe/pdf/psico/v38n2/0254-9247-psico-38-02-577.pdf
 https://bdigital.ufp.pt/bitstream/10284/4152/1/MONOGRAFIA%20FINAL.
pdf

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1 Cléosia Nunes 
2 Erivaldo
Resumo  
O comportamento delitivo dos adolescentes pode-se desenvolver com 
diferentes padrões de trajectória. Por isso,
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INTRODUÇÃO ...................................................................................................
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INTRODUÇÃO 
As tipologias da delinquência baseia-se no comportamento aprendido. 
Essa aprendizagem começa na transmiss
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Em conformidade, Moffit (1993) descreve duas modalidades diferentes 
de expressão da delinquência, c
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Posto isto, torna-se pertinente compreender quais os fatores que 
influenciam os comportamentos delinquentes durante a a
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disciplina rígida e autoritária, fraca supervisão, conflito parental e separação 
dos pais.  
Jovens vítimas de maus t

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