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O ensino da Química na Faculdade de Ciências Exatas da Universidade de
Timor-Leste
Article in Química Nova · June 2021
DOI: 10.52590/M3.P688.A30002199
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3 authors, including:
Eduarda M P Silva Samuel Venancio de Sousa Freitas
University of Porto Universidade Nacional Timor Lorosa'e (UNTL)
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A rtigos
O ensino da Química na Faculdade de Ciências Exatas da
Universidade de Timor-Leste
Eduarda M. P. Silva1,*, Samuel V. S. Freitas2 e Ana M. Fernandes3
1
LAQV, REQUIMTE, Departamento de Ciências Químicas, Faculdade de Farmácia, Universidade do Porto, Rua de Jorge Viterbo Ferreira 228,
4050-313 Porto, Portugal
2
Faculdade de Ciências Exatas, Universidade Nacional Timor Lorosa’e, Campus de Balide, Díli, Timor-Leste
3
LAQV, REQUIMTE, Departamento de Química, Universidade de Aveiro, 3810-193, Aveiro, Portugal
*esilva@ff.up.pt
The teaching of Chemistry at the Faculty of Exact Sciences of the University of East Timor –
The establishment of the Faculty of Exact Sciences and the implementation of the opening course in Exact Sciences in
2015 was planned to mitigate the shortage in East Timor of qualified human resources in these areas that are crucial
for the development of the country. In fact, in 2014, none of the seven existing faculties dedicated to teaching and
research at the University of Timor Lorosa'e provided educational and research solid foundations dedicated to Exact
Sciences, namely Mathematics, Physics and Chemistry. For the implementation and success of the Faculty of Exact
Sciences, the University of East Timor has, since the first day, the technical and educational support of the University
of Aveiro. Upon arrival of the first senior students of this course to Portugal to attend, at the University of Aveiro,
course units of the 5th year and the degree’s final project, it is now important to evaluate the activities and successes
of this young faculty in what concerns the teaching of chemistry, one of the fundamental disciplines of its inaugural
course.
A criação da Faculdade de Ciências Exatas e a implementação do curso inaugural de Licenciatura em Ciências
Exatas em 2015 surgem como forma de mitigar a escassez, em Timor-Leste, de qualificações nestas áreas tão neces-
sárias para o desenvolvimento do país. De facto, em 2014, nenhuma das sete unidades orgânicas de ensino e inves-
tigação existentes na Universidade de Timor Lorosa’e orientava em exclusivo o ensino e a investigação científica
dentro dos domínios do conhecimento das áreas das ciências exatas, concretamente as básicas como a Matemática,
a Física e a Química. Para a implementação da Faculdade de Ciências Exatas, a Universidade de Timor-Leste conta,
desde o primeiro dia, com o apoio técnico e pedagógico da Universidade de Aveiro. Com a chegada dos primeiros
finalistas deste curso a Portugal para frequentarem algumas das unidades curriculares do 5.º ano e o projeto final do
curso na Universidade de Aveiro, achamos relevante fazer agora, com esta comunicação, um balanço das atividades
e sucessos desta jovem faculdade no que se refere ao ensino da Química, uma das disciplinas basilares do seu curso
inaugural.
1. Introdução disseminação e promoção de ciências exatas no ensino su-
perior timorense.
A capacitação de recursos humanos para a utilização
A Universidade de Aveiro (UA) surge naturalmente
e desenvolvimento dos recursos naturais de Timor-Leste
como um parceiro para a implementação da Faculdade
de forma a contribuir para o desenvolvimento do país
de Ciências Exatas (FCE) dada a sua já antiga ligação a
tem sido uma prioridade para a Universidade Nacional de
Timor-Leste e cooperação no domínio da educação. Assim,
Timor Lorosa’e (UNTL), única universidade pública de
para criar a FCE e o respetivo curso inaugural de Licen-
Timor-Leste. Neste contexto, a formação de profissionais
ciatura em Ciências Exatas - Habilitação em Matemática,
com competências multidisciplinares na área das ciências
Física e Química (LMFQ) [2], a UNTL conta com o apoio
exatas através do ensino e investigação em disciplinas tão
da UA e, em janeiro de 2014, é assinado um protocolo de
fundamentais como a Matemática, a Física e a Química
cooperação entre as duas instituições sendo criada uma Co-
constitui uma forma de mitigar a escassez de qualifica-
missão Instaladora da FCE constituída por membros das
ções necessárias à materialização dos objetivos explana-
duas academias. No processo de implementação da FCE e
dos no Plano Estratégico de Desenvolvimento 2011–2030
da LMFQ, a UA fica deste modo responsável pela identi-
do país [1].
ficação das infraestruturas e dos equipamentos necessários
A UNTL era, até 2014, constituída por sete unidades
à criação desta faculdade, pela elaboração do currículo do
orgânicas, designadamente, pelas Faculdades de Agricul-
curso inaugural em parceria com professores timorenses,
tura; Engenharia, Ciências e Tecnologia; Educação, Artes
pela lecionação durante os primeiros anos de parte das
e Humanidade; Medicina e Ciências da Saúde; Economia
unidades curriculares (UCs) e pela formação de um corpo
e Gestão; Direito e Ciências Sociais. No entanto, nenhuma
docente da faculdade a quem, numa primeira fase, foi dada
destas faculdades orientava, em exclusivo, o ensino e in-
formação em Timor-Leste e em Aveiro.
vestigação científica dentro dos domínios do conhecimento
23 de fevereiro de 2015 é considerado o dia da imple-
nas áreas de Matemática, Física e Química. Neste contexto
mentação da FCE da UNTL. O corpo docente inicial in-
surge, à data, a necessidade da criação de uma nova uni-
cluía professores da UA que lecionavam as UCs nucleares
dade orgânica cuja visão e missão estariam centradas na
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do curso LMFQ. Nessa altura, um grupo de timorenses ção de 300 créditos ECTS (Tabela 1), distribuídas em 315
licenciados em Matemática, Física ou Química, seleciona- horas de contacto com os docentes e 308 de estudo autó-
dos por mérito, ingressaram na UA para receber formação nomo em cada semestre constituindo uma carga total de
de pós-graduação (mestrado) e de técnico de laboratório. trabalho de 623 horas.
Os formandos que concretizaram os objetivos da formação Esta estrutura do curso deve-se, fundamentalmente, à
foram posteriormente integrados no corpo docente e técni- exigência associada à aprendizagem dos conhecimentos
co da FCE. nas áreas científicas da Matemática, da Física e da Quími-
A língua Portuguesa foi colocada como língua oficial ca. Por outro lado, existe ainda uma fragilidade evidente
na constituição de Timor-Leste em 2002 [3] e obrigatória dos conhecimentos adquiridos nestas áreas científicas pe-
como língua de instrução (língua Tétum como auxiliar di- los alunos graduados nas escolas secundárias timorenses.
dático) em novembro de 2006, conforme o Decreto-Lei n.º Assim, o primeiro ano do curso destina-se a consolidar
21, que trata da Lei Orgânica do Ministério da Adminis- conceitos básicos nas áreas de Química, Física e Matemá-
tração Estatal [4]. Assim, e seguindo os desígnios gover- tica e a complementar o conhecimento nas Línguas Inglesa
namentais da implantação da língua Portuguesa pela via e Portuguesa.
educacional, a FCE tem feito um enorme esforço para que Globalmente, na área de formação em Química, o ciclo
todas as suas aulas sejam lecionadas em português. No de estudos integra nove UCs obrigatórias de Química, das
entanto, é evidente a ausência de imersão da língua Por- quais apenas duas não incluem uma componente laborato-
tuguesa noutros espaços escolares e o uso das línguas ma- rial (Tabela 1). Estas UCs estão direcionadas não só para a
ternas, e até do Bahasa (Indonésia), para a comunicação transmissão de conhecimentos teóricos mas também para a
quotidiana, o que constitui um entrave ao fortalecimento aplicação prática desses conhecimentos nas aulas de práti-
do conhecimento dos estudantes timorenses relativamente ca laboratorial ao longo de todo o curso.
às diferentes áreas de estudo ao nível superior. Torna-se O último ano do curso é essencialmente composto pela
claro, portanto, que a chave para o estabelecimento de um UC de Projeto e um leque alargado de Opções sob a forma
sistema de ensino sólido em ciências exatas que contribua de menores nas áreas de Ambiente, Didática, Engenharia
para o desenvolvimento socioeconómico de Timor-Leste Química, Gestão e Informática e de especialização (Tabela
seja uma contínua e forte aposta na língua de instrução es- 1). As UCs de especialização permitem, a cada aluno, de-
colhida pelo país e é esse o caminho claramente traçado finir o seu perfil como Químico ou Físico ou Matemático.
pela FCE desde a sua génese. No caso da Química, a oferta das UCs Química dos Pro-
Em 2018, frequentavam a FCE 159 alunos provenien- cessos Industriais e Análise de Águas Naturais e Residuais
tes dos 13 municípios administrativos de Timor-Leste (Fi- pretende direcionar a formação para áreas fundamentais ao
gura 1). Como se pode constatar pela Figura 1, a maioria desenvolvimento de Timor-Leste.
dos alunos são provenientes do município onde se localiza Com a realização do projeto final de curso nos labora-
a capital Díli (20,1%), seguido de Lautem (19,5%), Baucau tórios da FCE, ou de outros estabelecimentos de ensino e
(17%) e Viqueque (10,1%). Nestes distritos, as escolas pú- investigação ou até em empresas/indústrias, os alunos te-
blicas fizeram claramente uma aposta pedagógica forte no rão adquirido ao longo da sua formação de cinco anos um
ensino das ciências exatas e esse trabalho reflete-se nesta conjunto de competências práticas laboratoriais únicas em
procura pelo curso. É de realçar ainda que destes 159 es- Timor-Leste e muito importantes para aceder ao mercado de
tudantes, cerca de 43% são do sexo feminino (Figura 1), trabalho na área de laboratórios de análises, de controlo de
o que constitui um importante indicador sociocultural da qualidade, assistência técnica em indústrias químicas, etc. Os
presença das mulheres no ensino superior em Timor-Leste. primeiros finalistas da FCE (estudantes que estão no quinto
ano da LMFQ) chegaram à UA no início de fevereiro de 2019
2. Licenciatura em Ciências Exatas – Perfil de para uma estadia de seis meses, em que, além de frequenta-
formação em Química rem UCs complementares, estarão envolvidos em projetos de
O curso de LMFQ tem uma duração de cinco anos (10 investigação que visam dotá-los de competências científicas
semestres) num total de 45 UCs correspondentes à obten- experimentais de difícil aquisição em Timor-Leste.
Figura 1 – Caracterização dos estudantes (local de residência e género) que frequentavam a FCE no ano letivo de 2018.
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Tabela 1 – Caracterização do programa de estudos da Lic. em Ciências Exatas com habilitação em Matemática, Física e Química.
3. Ensino experimental da Química na FCE As limitações estruturais, técnicas e de materiais cons-
tituem, portanto, a maior dificuldade no que se refere à efe-
A importância do ensino experimental na construção
tivação dos programas das UCs com prática laboratorial,
dos saberes é inegável e evocada como inerente, essencial
especialmente de anos mais avançados do ciclo de estudos,
e imprescindível no ensino da Química. O desenvolvimen-
to das capacidades de observação, formulação de hipóteses nomeadamente nas UCs de Técnicas Laboratoriais de Quí-
explicativas da observação, experimentação e interpretação mica (5.º semestre), Química Orgânica (7.º semestre) ou
de resultados é fundamental ao longo dos diferentes ciclos Química-Física e Métodos de Análise Química (8.º semes-
de estudo. No entanto, a implementação de trabalho experi- tre). Deve referir-se que o laboratório utilizado pela FCE
mental no nível superior é, por vezes, complexa requerendo não possui nem água canalizada, nem um nicho ou uma
equipamentos e instrumentação específicos e dispendiosos. ventilação adequada (a temperatura média anual em Díli
Este facto torna-se ainda mais relevante em países em de- em 2015 foi de 29,0 °C [5]). Apesar das dificuldades referi-
senvolvimento com recursos e um financiamento do ensino das, e a título exemplificativo, foram realizadas com suces-
superior claramente insuficientes. A implementação destas so as experiências que envolviam o isolamento de compos-
aulas experimentais constitui um desafio ainda maior em tos orgânicos, nomeadamente o limoneno e a trimiristina
países com escassez de recursos humanos e com abordagens usando, respetivamente, a destilação por arrastamento de
clássicas de ensinar ciências. Nestes casos, o ensino expe- vapor ou a extração sólido–líquido recorrendo a um ex-
rimental tem implicações na mudança das conceções sobre trator de Soxhlet (Figura 2, C e D). Para as experiências
a Ciência, não só dos alunos mas também dos professores. em que não havia disponibilidade de material, reagentes,
Um dos maiores problemas para a implementação das solventes ou instrumentação foram usadas as abordagens
UCs de Química com componente prática no curso inaugu- seguintes:
ral da FCE foi a falta de infraestruturas próprias da facul-
dade, ou mesmo da UNTL, adequadas para a execução de i) Preparação de um texto com o objetivo da experiên-
todo o programa de formação em Química experimental. cia e a apresentação e discussão dos conceitos teóricos
No entanto, a UNTL procurou estabelecer um protocolo subjacentes. Após a leitura desse texto foi projetado um
com o Instituto Nacional de Formação de Docentes e Pro- vídeo da experiência propriamente dita, tendo sido pe-
fissionais de Educação (INFORDEPE), que vigora desde dido aos alunos que registassem o material, reagentes
2015, para a utilização do seu laboratório de Química (Fi- e instrumentos utilizados e as observações qualitativas
gura 2), dos equipamentos e material de vidro, reagentes e ou quantitativas. No final da projeção, os alunos ela-
solventes, etc. Foi este espaço que permitiu que a FCE fos- boraram um relatório onde apresentaram não só expli-
se a primeira faculdade da UNTL a ministrar aulas práticas cações e/ou cálculos e conclusões devidamente funda-
de Química. É aqui que funcionam todas as aulas práticas mentadas das observações registadas, mas também a
de Química da FCE assim como atividades de divulgação descrição pormenorizada da parte experimental, o que
do curso e da Química a alunos de escolas do ensino se- pressupõe uma visualização atenta do vídeo. A título
cundário (Figura 2, A e B). A FCE encara agora um desafio exemplificativo, para a análise de grupos funcionais de
de gestão deste espaço face ao número crescente de alunos compostos orgânicos foram preparados na UA um con-
que frequentam a LMFQ (estavam inscritos neste curso, no junto de vídeos com testes físicos ou químicos qualita-
ano letivo de 2018, um total de 159 estudantes) e o núme- tivos que permitem identificar a que família pertence
ro de docentes que lecionam as UCs de Química (quatro o composto em estudo. Nos casos em que o resultado
docentes). de uma experiência é um conjunto de dados numéricos
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Figura 2 – Atividade prática realizada no âmbito da UC de Laboratórios de Química (A), divulgação da LMFQ a alunos de escolas do ensino se-
cundário (B) e atividades práticas da UC de Química Orgânica referentes à extração de (R)-(+)-limoneno da raspa de laranja (C) e de trimiristina
da noz-moscada (D).
que têm de ser posteriormente tratados para ser pos- ensino superior. Assim, para colmatar as lacunas existentes
sível tirar conclusões, como por exemplo na área de no ensino universitário da Química em Timor-Leste, es-
Química-Física, esses dados são fornecidos aos alunos pecialmente o experimental, serão desenvolvidos, sempre
após visualização da experiência. que necessário, novos materiais e recursos de ensino e ava-
ii) Estruturação de um miniprojeto que consistia em levar liação centrados, por exemplo, em vídeos e animações em
os alunos a delinear uma experiência. Foi esta a abor- português.
dagem utilizada, por exemplo, para separar e isolar os
três componentes ativos de um fármaco comercial re- 4. Atividades complementares na FCE
correndo à extração líquido–líquido com variação de A criação da Licenciatura em Ciências Exatas na
pH. No início da aula foi projetado um vídeo descritivo UNTL teve implicações importantes na dinamização de
do efeito do pH na separação de ácidos e bases por ex- várias iniciativas destacando-se aquelas que, ao trazerem
tração líquido–líquido [6]. Depois de ver o vídeo e de os estudantes do ensino secundário à Universidade, pro-
analisar a informação pretendida, cada grupo de alunos porcionam uma maior sensibilização para a importância da
planeou uma experiência que lhe permitisse atingir o aprendizagem das ciências exatas. Neste âmbito já tiveram
objetivo do projeto, apresentando as linhas gerais do lugar os seguintes eventos:
procedimento devidamente explicadas e justificadas, − Olimpíadas de Ciências Exatas (1.ª edição em 2017)
do ponto de vista da Química envolvida. − Academia de Verão (1.ª edição em 2017)
iii) Utilização de plataformas interativas. A utilização deste − Ciência à Conversa (1.ª edição em 2018)
tipo de recursos, disponibilizados pela Royal Society of
Chemistry, permitiu que cada estudante simulasse uma Deve também ser realçada a criação da Sociedade Ti-
síntese química, definindo várias condições de reação, morense de Química em janeiro de 2018 da qual é pre-
e que analisasse os seus efeitos na obtenção do produto sidente o decano da FCE, o Doutor Samuel Venâncio de
pretendido [7]. Sousa Freitas.
As diferentes abordagens utilizadas na componente la- 5. Conclusões
boratorial das UCs de Química da LMFQ permitiram pro- A FCE é a primeira faculdade de Timor-Leste a ofe-
mover o desenvolvimento das capacidades de observação, recer formação na área das ciências exatas através da Li-
formulação de hipóteses explicativas da observação, expe- cenciatura em Ciências Exatas com habilitação em Mate-
rimentação e interpretação de resultados através da visuali- mática, Física e Química. No que se refere ao ensino da
zação de experiências laboratoriais de Química, a nível do Química, a formação laboratorial constitui um enorme
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desafio pois, em Timor-Leste, não existem as infraestru- [2] Diploma Ministerial N.º 25/GM-MEC/VI/2018,
turas necessárias à sua total implementação. Assim, foram 4/julho/2018,http://www.mj.gov.tl/jornal/public/
utilizadas, com sucesso, abordagens alternativas do ensino docs/2018/serie_1/SERIE_I_NO_27.pdf (acedido em
experimental da Química recorrendo a vídeos, a aplicações 04-03-2019).
e a projetos trabalhados online. Apesar das limitações, a [3] Constituição da República Democrática de Timor-
forte componente prática das várias unidades curriculares -Leste,http://timor-leste.gov.tl/wp-content/uploa-
é um dos fatores de maior atratividade desta licenciatura, ds/2010/03/Constituicao_RDTL_PT.pdf (acedido em
tendo-se verificado num aumento anual muito significativo 04-03-2019).
do número de ingressos no curso. [4] Decreto-Lei N.º 21/2006 de 22 de novembro, Orgâ-
nica do Ministério da Educação e da Cultura, http://
Agradecimentos www.mj.gov.tl/jornal/public/docs/2006/serie_1/se-
Eduarda M. P. Silva agradece o apoio prestado pelo rie1_no21.pdf (acedido em 04-03-2019).
FEDER – Fundo Europeu de Desenvolvimento Regio- [5] Timor-Leste em Números, http://www.statistics.gov.
nal (COMPETE 2020) através do projeto NORTE-01- tl/wp-content/uploads/2017/02/Timor-Leste-em-Nu-
-0145-FEDER-000011. meros-20151.pdf (acedido em 04-03-2019).
[6] CHEM117 04 Liquid–Liquid Extraction Fundamen-
Referências tals, https://www.youtube.com/watch?v=kQZFl_
[1] Timor-Leste – Plano estratégico de Desenvolvimen- S5o5c (acedido em 04-03-2019).
to 2011–2030, http://timor-leste.gov.tl/wp-content/ [7] Learn chemistry: enhancing learning and teaching. http://
uploads/2012/02/Plano-Estrategico-de-Desenvolvi- www.rsc.org/learn-chemistry/collections/experimenta-
mento_PT1.pdf (acedido em 04-03-2019). tion/screen-experiments (acedido em 04-03-2019).
QUÍMICA vol. 43, n.º 153, abr–jun 2019 103
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