Glossário
Epistemologia- É a área da filosofia que investiga a natureza ou
possibilidade do conhecimento. Entre as questões principais a que tenta
responder estão as seguintes: O que é o conhecimento? O que podemos
conhecer? Como alcançamos o conhecimento? Como distinguimos o
conhecimento da mera crença? Será o conhecimento possível? Filósofos
como Platão, Descartes, Hume e Kant são alguns dos pensadores que se
debruçaram sobre esta temática.
Gnoseologia- Do grego gnosis, conhecimento, e logos, teoria, ciência.
Teoria do conhecimento que tem por objetivo buscar a origem, a
natureza, o valor e os limites da faculdade de conhecer. Por vezes o termo
"gnoseologia" é tomado como sinónimo de epistemologia, embora seja
mais amplo, pois abrange todo o tipo de conhecimento, estudando o
conhecimento em sentido mais genérico.
Teoria do Conhecimento-
Conhecimento- Refere-se à relação estabelecida entre um sujeito que
conhece (cognoscente) e um objeto que é conhecido (cognoscido).
Conhecer é, assim, tornar presente um objeto (externo ou interno) e
formar uma representação dele. O termo conhecimento designa tanto a
atividade do espírito, o ato de conhecer ou a atividade cognitiva, como o
resultado dessa atividade. De um modo geral, opõe-se o conhecimento
científico, dito racional e objetivo, ao conhecimento vulgar, dito subjetivo
e espontâneo.
Erro- É o ato pelo qual o espírito julga verdadeiro o que é falso, e
reciprocamente. O problema da natureza do erro participa assim de todas
as dificuldades da natureza da verdade. Pergunta-se: quando conhecemos
as coisas tão bem quanto o espírito humano pode conhecê-las, as
conhecemos tais como são na realidade? Uma coisa é perguntarmos como
podem saber se um juízo é falso ou verdadeiro, e outra é perguntarmos
que significa essa pergunta - a de se é falso ou verdadeiro um certo juízo.
Muitas vezes fala-se em "erros dos sentidos". Mas essa maneira de dizer é
defeituosa. Os sentidos limitam-se a dar-nos aparências, e as aparências
em si não são verdadeiras nem falsas: simplesmente existem; o que pode
ser verdadeiro ou falso é o juízo que elas nos levaram a afirmar.
Sujeito - Na lógica opõe-se ao predicado. Numa proposição é sobre ele
que se afirmam ou negam os tributos. Na epistemologia, o sujeito é
aquele que conhece, o cognoscente.
Objeto- Etimologicamente, o objeto é aquilo que está perante nós e que
se opõe ao sujeito. Na epistemologia, o objeto é o cognoscido, isto é, o
que é conhecido pelo sujeito.
Fenómeno- Aquilo que se oferece à observação intelectual, isto é, à
observação pura.
Númeno- Realidade inteligível, objeto da razão (nous) por oposição à
realidade sensível. Para Kant, o númeno é o aspeto pelo qual a coisa em si
escapa à nossa perceção sensível cujas possibilidades não vão além do
fenómeno, que é, portanto, o único cognoscível.
Tipos de conhecimento- Por contacto (é o conhecimento direto de
alguma realidade: pessoas, lugares, entre outros.). Saber-Fazer (é o
conhecimento de atividades, ligado à capacidade, aptidão ou
competência para fazer alguma coisa). Saber-que (é o conhecimento
que tem por objeto proposições ou pensamentos verdadeiros.)
Conhecimento proposicional-
Crença- É um estado mental que pode ser verdadeiro ou falso. Ela
representa o elemento subjetivo do conhecimento. Platão, iniciador da
tradição epistemológica, opôs a crença ao conceito de conhecimento.
Verdade-
Justificação-É a atividade de fundamentar uma qualquer crença.
Origem- Ponto de partida
Possibilidade- Probabilidade
Limites do conhecimento- Realismo (é a forma de considerar ou
apresentar as coisas tal como são). Idealismo (fazem das ideias o
princípio interpretativo do mundo). Idealismo transcendental (certo
estado ou atividade da mente é anterior, e mais fundamental do que as
coisas experimentadas).
Valor dos conhecimentos-
Racionalismo- Doutrina que privilegia a razão dentre todas as
faculdades humanas, considerando-a como fundamento de todo
conhecimento possível. O racionalismo considera que o real é em
última análise racional e que a razão é, portanto, capaz de conhecer o
real e de chegar à verdade sobre a natureza das coisas. Segundo Hegel:
"Aquilo que é racional é real, e o que é real é racional" (Filosofia do
Direito, Prefácio).
Empirismo- Tendência a crer que o conhecimento se forma no nosso
espírito em condições de passividade para o mesmo espírito, não
admitindo que este tenha uma atividade espontânea regida por leis
próprias. O empirista espera da experiência sensorial, da perceção pelo
tato, pela vista, pelo ouvido e pelos outros sentidos - perceção que ele
concebe como a receção passiva de impressões - o conhecimento da
realidade.
Dogmatismo- Doutrina dos que pretendem basear os seus postulados
apenas na autoridade, sem admitir crítica nem discussão.
Ceticismo- Tradição filosófica que questiona a capacidade de obter
conhecimento. Ao longo da história, desde os Gregos, encontramos
diversos cambiantes desta posição epistemológica. O filósofo Descartes
identificou a derrota do ceticismo como a primeira tarefa do filósofo.
Senso comum-Faculdade ou juízo situados entre a especulação
desbragada, de um lado, e, de outro, uma asserção bem fundada e uma
suposição culta. O senso comum, que envolve tanto o conhecimento
ordinário quanto a racionalidade, é um ponto de partida: ciência,
tecnologia e filosofia começam quando o senso comum resulta
insuficiente. O recurso ao senso comum é uma lâmina de dois gumes:
pode desencorajar pesquisas sérias e não menos encorajar pesquisas
insensatas. Por exemplo, a filosofia linguística – uma filosofia do senso
comum – serviu de antídoto ao idealismo e à fenomenologia e, ao
mesmo tempo, de inibidor ao exato e científico filosofar.
Adquirido/ Inato- As ideias inatas, defendidas por Descartes, são as
ideias de nosso espírito que não nos advêm pela experiência. Ex.: as
ideias de Deus, de causa, de pensamento. As ideias adquiridas, ao
contrário, são as que são apreendidas pela experiência: as ideias de cor,
de consistência, de sabor etc. Trata-se de uma distinção essencialmente
lógica, não cronológica.
Ideias inatas- São aquelas que não se adquirem. São herança das
nossas existências anteriores.
Paralogismo- É um conceito relacionado com a falácia, já que se trata
de um erro lógico involuntário. Embora não tenha a intenção de
enganar, ele pode ser enganoso. Assim, podemos concluir que a falácia
é um tipo de paralogismo. Enquanto o sofismo tem a intenção de
enganar o seu interlocutor, agindo de maneira desonesta, o
paralogismo por sua vez, é cometido de maneira não intencional. Desse
modo o seu locutor não tem consciência e conhecimento de que o que
está sendo dito é um argumento inválido.
Sofisma- Está relacionado com a lógica, a argumentação e os tipos de
raciocínio. Trata-se de um erro, uma argumentação falsa que é
cometida intencionalmente com o intuito de persuadir seu interlocutor.
Assim, ele gera uma ilusão de verdade. Esse conceito é largamente
utilizado nos argumentos filosóficos e por apresentarem uma estrutura
lógica parecem reais. Embora pareça ser um raciocínio válido, ele é
inconclusivo de forma que usa de relações incorretas e propositalmente
falsas e ilógicas.
Dinis Melo nº8 11ºL