BIOLOGIA DO ZERO
PROFESSOR MARCOS ANDRÉ
INTRODUÇÃO À ECOLOGIA
1. Conceito
Estudo científico das interações entre os seres vivos e destes com o meio ambiente.
O conceito acima apresentado, pode ser dividido em termos técnicos da seguinte maneira:
Ecologia: oikos = casa; logos = estudo.
Ecologia: é o estudo da interação dos seres vivos entre si e destes com o meio ambiente.
2. NÍVEIS DE ORGANIZAÇÃO
A melhor compreensão da ecologia foi possível a partir de um momento que os pesquisadores começaram
a organizar os organismos em níveis de organização. Nesta forma de estudar a ecologia, podemos colocar uma
sequência na ordem crescente de complexidade da seguinte maneira:
Indivíduo – população – comunidade – ecossistemas – biosfera.
2.1 Habitat e nicho ecológico
“Os anfíbios anuros, como os sapos, por exemplo, apresentam fecundação externa, desenvolvimento indireto
apresentando um estágio larval (girino) adaptado a um ambiente aquático. Na forma larval respira através de
brânquias, porém na forma adulta, após a metamorfose, respira através de pulmões e principalmente, pela pele
(cutânea). Estes animais são encontrados, preferencialmente, em ambientes úmidos, como os charcos, formados
próximos aos leitos dos rios, comuns na região amazônica e no pantanal”.
3. COMPONENTES BIÓTICOS BÁSICOS DO ECOSSISTEMA
Em um determinado ecossistema, os componentes bióticos são classificados em três grupos básicos:
Produtores
Consumidores
Decompositores
Produtores
Autotróficos ou autótrofos: organismos que produzem o seu próprio alimento. Podem ser:
fotossintetizantes ou quimiossintetizantes.
Exp. vegetais, algas, algumas espécies de bactérias
Consumidores
Heterótrofos ou heterotróficos – não produzem seu próprio alimento.
Exp. hematófago, saprófago, coprófago, herbívoro, fitófago.
Decompositores
Heterótrofos especiais, pois se alimentam da matéria orgânica de animais e vegetais mortos, fazendo a
reciclagem dos nutrientes. Essa reciclagem consiste na transformação da matéria orgânica em elementos minerais.
Em função disso, os decompositores são também chamados de elementos mineralizadores.
Exp. bactérias e fungos.
4. RELAÇÕES TRÓFICAS: CADEIA ALIMENTAR E TEIA ALIMENTAR
A cadeia alimentar é caracterizada como uma sequência aonde um ser vivo se alimenta de outro ser
vivo. Porém, na natureza, a maioria dos animais possui uma alimentação diversificada. Essa diversificação na
obtenção de alimento é chamada de teia alimentar.
Tanto na cadeia como na teia alimentar, o primeiro nível trófico é ocupado pelos organismos produtores,
ou seja, a base de toda relação alimentar são os autótrofos, principalmente e não exclusivamente, os
fotossintetizantes (vegetais e fitoplâncton).
Na teia alimentar, o mesmo animal pode ocupar diferentes níveis tróficos, uma vez que pode fazer parte
de cadeias alimentares diferentes e neste caso, um ponto é fundamental, quanto mais próximo dos produtores,
mais energia estará disponível.
A introdução de um animal ou a extinção de algum componente na cadeia alimentar, pode causar um
desequilíbrio na relação trófica, acarretando, em alguns casos, a eliminação daquela rede trófica. Neste tipo de
situação, ficar atento às modificações ocorridas e, a partir delas, compreender o papel da espécie introduzida ou
extinta.
5. FLUXO DE ENERGIA EM UM ECOSSISTEMA
Muitas vezes assistimos vídeos e ou filmes que abordam a savana africana e, naquele bioma, vários
carnívoros buscam abater um outro animal, especialmente herbívoros, para se alimentarem. Neste exemplo
simples de cadeia alimentar, poderíamos nos questionar: Por que um animal carnívoro, precisa devorar outros
animais?
A justificativa é simples: estão buscando energia! Na verdade, esta energia, que será utilizada na
realização das atividades vitais dos seres vivos, está estocada em moléculas orgânicas com função energética,
como por exemplo carboidratos e lipídios.
Neste contexto, utilizando os carboidratos como principal composto orgânico com função energética,
compreender o fluxo de energia, a partir da fotossíntese é fundamental para entendermos as relações tróficas
estabelecidas em um ecossistema.
A ilustração abaixo indica um fluxo de energia em uma determinada cadeia alimentar:
Segundo alguns autores, cerca de apenas 10% da energia presente um nível trófico, será repassado para
o nível trófico seguinte. Esta afirmativa, nos permite concluir, que ao longo de uma cadeia alimentar, a quantidade
de energia disponível para o próximo nível trófico sempre é menor e por isso, dizemos que a energia ao longo da
cadeia alimentar é decrescente.
Alem da redução da quantidade de energia, o fluxo sempre se dá dos produtores para consumidores, e
assim dizemos que é unidirecional.
Outra característica fundamental é que, durante a atividade metabólica, ocorre a produção de calor e
esta energia térmica é dissipada para o ambiente, não havendo, assim, um reaproveitamento desta forma de
energia e devido a isso, caracterizamos a energia em uma cadeia e teia alimentar como acíclica.
Portanto, quanto mais próximo do nível trófico dos produtores, maior é a quantidade de energia
disponível.
DESENVOLVENDO COMPETÊNCIAS
1. (FUVEST)
“Para compor um tratado sobre passarinhos
É preciso por primeiro que haja um rio com árvores
E palmeiras nas margens.
E dentro dos quintais das casas que haja pelo menos
goiabeiras.
E que haja por perto brejos e iguarias de brejos.
É preciso que haja insetos para os passarinhos.
Insetos de pau sobretudo que são os mais palatáveis.
A presença de libélulas seria uma boa.
O azul é importante na vida dos passarinhos
Porque os passarinhos precisam antes de ser belos ser
eternos.
Eternos que nem uma fuga de Bach.”
De passarinhos. Manoel de Barros
No texto, o conjunto de elementos, descrito de forma poética em relação aos passarinhos, pode ser
associado, sob o ponto de vista biológico, ao conceito de
a) bioma.
b) nicho ecológico.
c) competição.
d) protocooperação.
e) sucessão ecológica.
2 (FUVEST). Em um lago, estão presentes diversas espécies de animais, plantas, algas, protozoários, fungos e
bactérias. O conjunto desses seres vivos constitui:
a) uma cadeia alimentar.
b) uma comunidade biológica.
c) um ecossistema.
d) uma população.
d) uma sucessão ecológica.
3 UFJF. Em um ecossistema, os organismos desempenham uma série de atividades que podem incluir: a fonte
de alimento, o lugar e o período do dia em que esse organismo se alimenta, bem como o modo e a época do ano,
em que ele se reproduz. O conjunto dessas características indicam sua (seu)
a) população.
b) cadeia alimentar.
c) nicho ecológico.
d) nível trófico.
e) habitat.
4 (UFPA). Em um determinado ecossistema marinho, podem ser observados organismos representados por
fitoplâncton, zooplâncton, caranguejos, camarões e peixes tais como o bagre (detritívoro) e o mero (carnívoro).
Com relação ao ecossistema descrito, a alternativa correta é:
a) a comunidade biótica é representada por: peixes, camarões, caranguejos, fitoplâncton e zooplâncton.
b) em relação a cadeia alimentar, os produtores são representados pelos fitoplâncton e zooplâncton, e os
consumidores secundários pelo bagre e mero.
c) a quantidade de energia química consumida pelo mero é a mesma que foi gerada pelo produtor, sendo, portanto,
constante ao longo da cadeia alimentar.
d) a produtividade primária bruta é o total de energia armazenada pelos camarões.
e) a degradação dos restos orgânicos de animais e vegetais é realizada pelo fitoplâncton.
5 (ACES). Em uma cadeia alimentar, organismos onívoros podem ocupar diferentes níveis tróficos, como
os de
a) produtor e consumidor primário.
b) decompositor e consumidor secundário.
c) consumidor primário e secundário.
d) produtor e consumidor secundário.
e) produtor e decompositor.
6 (UNESP). O fluxo de energia em um ecossistema é unidirecional e, iniciando-se pelos produtores,
a) mantém-se constante nos diversos níveis tróficos.
b) mantém-se constante dos produtores aos consumidores de primeira ordem, aumentando
progressivamente nos demais níveis tróficos.
c) aumenta dos produtores aos consumidores de primeira ordem, mantendo-se constante nos demais níveis
tróficos.
d) aumenta progressivamente nos diversos níveis tróficos.
e) diminui progressivamente nos diversos níveis tróficos.
7 UEPG. Considere o esquema abaixo como representante de uma cadeia (teia) alimentar comum em nossa
região:
Nesse esquema, o Homem e o Inseto são, respectivamente,
a) produtor e consumidor de primeira ordem.
b) consumidor de terceira ordem e consumidor de primeira ordem.
c) consumidor de segunda ordem e produtor.
d) consumidor de segunda ordem e consumidor de terceira ordem
e) consumidor de terceira ordem e produtor.
8 (FUVEST). Que quantia de energia está disponível para os consumidores primários de uma comunidade?
a) Toda energia incorporada na fotossíntese durante a vida do vegetal.
b) Toda a energia luminosa que é absorvida pelas plantas.
c) A porção de energia incorporada nas substâncias químicas existentes na planta.
d) A porção de energia transformada em calor durante as reações químicas das células do vegetal.
e) A porção de energia utilizada pala respiração celular do vegetal.
9 (UEPA). numa cadeia alimentar em equilíbrio, formada por cinco níveis tróficos, a inserção de uma nova espécie
provocou, inicialmente, aumento populacional do primeiro nível trófico e queda dos demais níveis tróficos da
cadeia. A partir do impacto populacional observado, podemos concluir que a espécie introduzida é um:
a) autótrofo.
b) herbívoro.
c) decompositor.
d) consumidor primário
e) predador de herbívoros.
10 (UEPA). a relação trófica a seguir é encontrada na região de manguezais no estado do Pará.
A entrada de uma nova espécie de camarão, na relação trófica, o gigante da Malásia, causa preocupação em
estudos apresentados pelo IBAMA, pois a nova espécie exótica (espécie proveniente de outra região) é predadora
do camarão regional. A partir dos dados apresentados afirma-se que:
a) o nível trófico mais energético é o do cação.
b) a entrada da espécie exótica promoverá aumento da população de peixe serra.
c) a população do caranguejo diminuirá com a introdução do gigante da Malásia.
d) a biomassa da pescada amarela é maior do que a do camarão regional.
e) os peixes apresentados ocupam o mesmo nível trófico.