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CAPÍTULO 5

Radioatividade Natural das Rochas


"Uma das melhores maneiras de determinar o volume
da argila é usando dados espectrais de raios gama naturais..."
(Walter H. Fertl, 1983)

5.1. Base física


A radioatividade natural é a decadência espontânea dos átomos de certos isótopos
em outros isótopos. Este decaimento é caracterizado pela emissão de partículas alfa
(radiação a), ou partículas beta (radiação 13 ), ou radiação eletromagnética ( radiação
y ). Para uso prático em geofísica a radiação gama é mais importante, pois a radiação
das partículas (a e 13) tem um comprimento de penetração muito baixo nas rochas. A
radiação gama é caracterizada por comprimentos de onda na faixa de 10'1 ... 10' m,
021
equivalentes a frequências entre 10'9 e 1 s''. A energia da onda eletromagnética está
relacionada à frequência:

Ehv (5-1)

onde h é a constante de Planck (h = 6,6256 x 10' s). A energia é geralmente expressa


em elétron-volts (eV). A energia da radiação é da ordem de keV (103 eV) a MeV (106 eV).

A radioatividade natural das rochas se deve à decomposição de radionuclídeos


naturais encontrados em rochas ou minerais. O processo de decaimento é descrito
por sua probabilidade. Um determinado nuclídeo tem uma probabilidade de decaimento
por unidade de tempo que é independente de quaisquer condições externas
(temperatura, pressão). O processo de decomposição pode ser caracterizado pela
meia-vida da cal T112 ou pela constante de decomposição A. O processo de decomposição é descrito a segu

N(t) Não • exp (—X (5-2)

107
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108 Propriedades Físicas das Rochas

onde N(t) é o número real de núcleos e N0 seu valor inicial. Após o tempo
de meia-vida T112, obtém-se NQ) = No/2; por isso

Em 2 = . T1/2
ou
1/2 em 2 0 693
- '
XX (5-3)

A atividade de uma amostra é definida como o número de decaimentos por unidade de tempo, ou seja,

A. • Não • exp (–X . (5-4)


dt

de modo que a atividade de uma fonte diminui exponencialmente com o tempo.


A unidade de atividade foi originalmente definida como o número de
desintegrações por segundo que ocorrem em 1 grama de 226Ra. A nova definição de Curie (Ci) é 3,7 x
desintegrações por segundo. Uma desintegração por segundo é um Bequerel
(Bq), portanto
1 Ci – 3,7 x 101° Bq

Para a maioria dos propósitos é usado o milicurie (1mCi = 10-3 Ci) ou = 104Ci )
microcurie. Para unidades relativas, consulte a seção 5.3.
Se após o decaimento do nuclídeo 1 ("pai") o nuclídeo resultante 2
("filha") também for radioativo, etc., para o n-ésimo nuclídeo, a condição
para o equilíbrio radioativo é
A. 1 N1 =A4,2 N2 = fez • N.,' (5-5)

Três tipos de radionuclídeos naturais são comuns nas rochas da


crosta terrestre
> a série do urânio: os isótopos originais são 23g1J e 23s13 e o final da série
de decaimento é 206Pb e ''sPb, respectivamente. O tempo de meia-vida é 4,5 x 109
e 7,1 x 10' anos, respectivamente.
)0. a série do tório: isótopo pai 232Th, o final da série é 20"Pb_ O
tempo de meia-vida é 1A x 1010 anos.
o isótopo de potássio 40K: tem uma abundância de cerca de 0,012% do
potássio natural e decai para 40Ca emitindo radiação beta (89%). 11 por
cento dos decaimentos de ' 0K envolvem captura de elétrons e °Ar é o
produto. Este 'At-está em um estado excitado não estável; ao retornar ao
estado fundamental, emite radiação gama a 1,46 1VieV. O tempo de meia-vida é de 1,3 x 109 ano
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Radioatividade Natural 109

As séries do urânio e do tório resultam em um espectro com energias típicas


dos vários decaimentos individuais. O potássio origina radiação monoenergética
(Figura 5.1).

a)

0,4
UM
3M _
E rr,
0,3
1 1111
PT-J) EU

0,2 OMI
1 OMI
NO
0,1 N DE
11M111111111111111
111111
11 ESPÍRITO
111.
0 a IHM
11111111111111•111•11ÿ
b)

•04-
cv

-a -0,3
0

X02
_,3)
MEM 1111M
E

U.

JC.,
!.qd

-7, 0,1-
EU


11111111111
1i III .

Minnesota
II eu
1V ,

CI

41.Z1.8
ÿEU EU

11111111
MEU
ÿ 1111111151 • NÓS
11111111111••1111 1111•
IIIMAIIIIIIIIIIIIIII II
ÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿ
ÿÿÿÿÿÿÿÿÿ

0 •••••11
ÿÿÿÿÿÿÿÿ )ÿÿ
ÿÿÿÿÿÿ ÿÿÿÿÿ
0,1 ÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿ

200 800 1600 2400


E, keV

Figura 5.1 Energias proeminentes dos raios gama das séries do urânio e do tório e
da radiação monoenergética do potássio. A altura das linhas verticais é proporcional à
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intensidade relativa (após Agência Internacional de Energia Atômica, 1976; de Hearst e Nelson,
1985)
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110 Propriedades Físicas das Rochas

Para muitas aplicações práticas (por exemplo, espectrometria gama de poço),


janelas de energia (ou canais) são usadas na faixa de energias típicas, por
exemplo
1,46 MeV para K
1,76 MeV para U (do bismuto 'BO
2,61 MeV para Th (de tálio 2"Th).

5.2. Abundância de urânio, tório e


potássio em minerais

Os conteúdos são dados geralmente em ppm para urânio e tório (1 ppm = 10' kg
U e Th para 1 kg de massa rochosa) e em percentagem (%) para potássio (1% -
10' kg K para 1 kg de massa rochosa).

O potássio é um constituinte de vários minerais típicos e abundantes.


Geralmente é combinado quimicamente
ÿ em argilominerais onde ocorre nas estruturas argilominerais,
ÿ em evaporitos onde ocorre quimicamente como sais, como silvita, carnalita,
• em minerais formadores de rochas (por exemplo, feldspatos: ortoclásio,
microclina e micas: biotita, muscovita), onde é quimicamente combinado na
estrutura de silicato.
A Tabela 5.1 apresenta o teor de potássio em minerais e evaporitos. O teor de
potássio nas argilas varia. A ilita contém a maior quantidade (3,51...8,31%),
enquanto a caulinita contém muito pouca ou nenhuma. Montmorilonita, clorita e
caulinita possuem potássio fixado por adsorção; conteúdo de caulinita às vezes
mais potássio devido a feldspatos imperfeitamente degradados (Schiumberger,
1982). A maioria das argilas são misturas e, portanto, o xisto tem um teor de
potássio relativamente constante de cerca de 2,7% (Rider, 1986). Os minerais
formadores de rocha contendo potássio mais importantes são os feldspatos:
Microclina contém aproximadamente 16% e ortoclásio 14% (em peso) de potássio (Rider, 1986).

Os minerais formadores de rocha mais abundantes contêm apenas pequenas


quantidades de tório e urânio. Concentrações mais altas de U ocorrem em
minerais de urânio (por exemplo, autunita, bequerelita, carnotita, pechblenda,
uraninita, tuyamunita com teores de até 76% de U) e minerais contendo urânio
(como: betafita, calcolita, fergusonita, pirocloro, uranotila com conteúdo até 56%
U). Grandes quantidades de Th estão concentradas em alguns minerais acessórios (ver
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Radioatividade Natural 111

Tabela 5.1. Minerais e evaporitos contendo potássio. Referências: S - Schlumberger (1982), R -


Rider (1986), W - Western Atlas (1992)
Nome Fórmula química Teor de K em % em peso Ref.

Evaporito
Silvite KCI 52,44 S
52,5 R
Langbeinita K2SO4 (MgSO4)2 18,84 S
Cainita MgSO4KCl (1-120), 15,7 S
Canalite KC1MgC12(1-120)6 14,07 S
14,1 R
Polihalita K2S0., MgS0, (CaSO4) (12 0 )2 13,37 S
12,9 R
Glaserita (K, Na) 2 SO 4 24,7 S

Mica e Argila
Moscovita KAI2 (A1Si3010) (OH, F)2 9,8 (ideal) a 7,9)*
7,9 9,8 Em
Biotita K (Mg, Fe), (AlSi101,,) (OH F)2 6,2 ... 10,1 (é: 8,5)
6,7...8,3
Ilite K1.1.5Al ; (Si7.6 5 Ali.'5 ) 3,5 ... 8,3 (é: 6,7) S
02o (OH)4 3,5 ... 8,3 (é: 5,2) 4,5 R
Em
Glauconita K2 (Mg, Fe)2 Alb (Si 003 3,2 ... 5,8 (é: 4,5) 5,08 S, R
(014)12 5,30 0 ... 4,9 Em
Montmorilonita (é: 1,6) 0,16 S
K é fixado por adsorção
Clorito 0 ... 0,35 (é: 0,1) 0 S
Caulinita K é fixado por adsorção 0,6 (é: 0,35) 0,42 S
K é fixado por adsorção Em
Feldspatos
Microclina Triclínica KA1Si301 16 (ideal) a 10,9)* S
10,9
Ortoclásio Monoclínica KA1Si305 14 (ideal) a 11,8)* S
11,8 14,0 Em

Feldspatóides
Leucita KAl(5103)2 17,9 (ideal) S
Nefelita (Na, K)AlSiO, 4a8

)* corresponde à alteração inicial


Natural Radioactivity 111

Table 5.1. Potassium bearing minerals and evaporites. References: S - Schlumberger (1982),
R - Rider (1986), W - Western Atlas (1992)
Name Chemical formula K content in % weight Ref.
Evaporite
Sylvite KCI 52.44 S
52.5 R
Langbeinite K2SO4 (MgSO4)2 18.84 S
Kainite MgSO4 KCl (1-120), 15.7 S
Caniallite KC1MgC12(1-120)6 14.07 S
14.1 R
Polyhalite K2S0., MgS0, (CaSO4) (120)2 13.37 S
12.9 R
Glaserite (K, Na)2SO4 24.7 S
Mica and Clay
Muscovite KAI2 (A1Si3010) (OH, F)2 9.8 (ideal) to 7.9)*
7.9 9.8 w
Biotite K (Mg, Fe), (AlSi101,,) (OH F)2 6.2 ... 10.1 (ay.: 8.5)
6.7 ... 8.3
Illite K1.1. 5 Al; (Si7.6 5 Ali.' 5) 02o 3.5 ... 8.3 (ay.: 6.7) S
(OH)4 3.5 ... 8.3 (ay.: 5.2) R
4.5 w
Glauconite K2 (Mg, Fe)2 Alb (Si 003 3.2 ... 5.8 (ay.: 4.5) S, R
(014)12 5.08 5.30 wS
Montmorillonite 0 ... 4.9 (ay.: 1.6)
K is fixed by adsorption 0.16
Chlorite 0 ... 0.35 (ay.: 0.1) S
Kaolinite K is fixed by adsorption 0 0.6 (ay.: 0.35) S
K is fixed by adsorption 0.42 w
Feldspars
Microcline KA1Si301 triclinic 16 (ideal) to 10.9)* S
10.9
Orthoclase KA1Si305 monoclinic 14 (ideal) to 11.8)* S
11.8 14.0 w
Feldspathoids
Leucite K Al (5103)2 17.9 (ideal) S
Nephelite (Na, K) AlSiO, 4 to 8

)* corresponds to beginning alteration


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112 Propriedades Físicas das Rochas

Tabela 5.2. Teor de U e Th de alguns minerais formadores de rocha e acessórios (. faixa, [] valor médio);
Referências: F - Fertl, 1979, 1984; H - Haack, 1982 (e citado por Haack, 1982); S Schlumberger, 1982 (e citado
por Schlumberger, 1982); Sé-Serra, 1984; R -
Cavaleiro, 1986; W - Atlas Ocidental, 1992.

Mineral U em ppm º em ppm Ref.

Minerais de mica e argila


Biotita 1 ... 40 0,5 ...50 S
em rochas ígneas 0,098...0,29 [0,23] 3,8_4,9 [4,5] H
em rochas metamórficas 0,022...0,044 [0,03] 0,03 H
Moscovita 2 ...8 10 _25)* S
0,0003...0,05 H
Bauxita 3...30 „ 130 F, W
3...30 10.8...132 [42] 10...132 R
3...30 S
Glauconita <10 S
2..,8 R
Bentonita 1 ...36 4 55 S
10 20 6...50 F; C
Montmorilonita 2...5 14...24 S
Esmectite 10...24 R
Caulinita 1,5...9 6 „42 S
1,5„.3 6...19
Ácaro 1,5 10...25 S
R
Clorito 3 6 ..22 ...5 S, Sé
Feldspatos
Plagioclásio 0,2,..5 0,5...3 S
em basaltos, 0,005...0,025 0,01...0,025 H
em dacitos 0,014 0,16...0,64 H
Feldspato potássico 0,2...3 3...7 S
Hornblenda 1...30 5...50 S
0,0005, 0,28 cerca de 0,5 H
Minerais acessórios
Alanita 30.._700 500...5000
Apatita 5...150 20...150
Epidoto 20...50 50...500
Monazita 500...3000 (2,5...20)x104
Esfeno 100...700 100..600
Zircão 300...3000 110,..2500
Xenótima 500...34.000 baixo
)* moscovita pura não contém tório. Mas em rochas sedimentares a deposição de muscovita é geralmente
acompanhada pela deposição de minerais pesados mais finos, como o tório e o urânio (Schlumberger, 1982).
112 Physical Properties of Rocks

Table 5.2. U and Th content of some rock forming and accessory minerals ( . range,
[] mean value); References: F - Fertl, 1979, 1984; H - Haack,1982 (and cited by Haack,
1982); S Schlumberger, 1982 (and cited by Schlumberger, 1982); Se - Serra, 1984; R -
Rider, 1986; W - Western Atlas, 1992.

Mineral U in ppm Th in ppm Ref.


Mica and clay minerals
Biotite 1 ... 40 0.5 ...50 S
in igneous rocks 0.098...0.29 [0.23] 3.8_4.9 [4.5] H
in metamorphic rocks 0.022...0.044 [0.03] 0.03 H
Muscovite 2 ...8 10 _25)* S
0.0003...0.05 H
Bauxite 3...30 10. „ 130 F, W
3...30 8...132 [42] R
3...30 10 ...132 S
Glauconite <10 S
2..,8 R
Bentonite 1 ...36 4 55 S
10 20 6...50 F; W
Montmorillonite 2...5 14...24 S
Smectite 10...24 R
Kaolinite 1.5...9 6 „42 S
1.5„.3 6...19
Mite 1,5 10...25 S
6 ..22 R
Chlorite 3 ...5 S, Se
Feldspars
Plagioclase 0.2,..5 0.5...3 S
in basaltes, 0.005...0.025 0.01...0.025 H
in dacites 0.014 0.16...0.64 H
Potassium feldspar 0.2...3 3...7 S
Hornblende 1...30 5...50 S
0.0005, 0.28 about 0.5 H
Accessory minerals
Allanite 30.._700 500...5000
Apatite 5...150 20...150
Epidote 20...50 50...500
Monazite 500...3000 (2.5...20)x104
Sphene 100...700 100.. 600
Zircon 300...3000 110,..2500
Xenotime 500...34000 low
)* pure muscovite does not content thorium. But in sedimentary rocks the deposition of
muscovite is generally accompanied by deposition of finer heavy minerals wick are thorium
and uranium bearing (Schlumberger, 1982).
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Radioatividade Natural 113

Tabela 5.2), que também contém grandes quantidades de U. No entanto, a porção principal
do urânio é finamente dispersa como microinclusões submicroscópicas e mal definidas,
frouxamente ligadas aos limites dos grãos, fraturas e superfícies internas; pode ser
facilmente lixiviado por ácidos fracos (Haack, 1982). Isso causa a alta mobilidade do urânio
sob processos geológicos.
Uma descrição da abundância e dos processos geológicos do urânio e do tório é
fornecida por Serra (1984) e Rider (1986).
O urânio original está geralmente associado a rochas ígneas ácidas (a média é de cerca
2
de 4,65 ppm). Forma sais solúveis, especialmente o íon uranila (UO2 t) e
está presente nesta forma nos rios e na água do mar. Os sais são instáveis e saem
facilmente da solução.
A partir da água, o urânio pode ser “fixado” e passar para os sedimentos de três
maneiras (Serra, 1984):
IP' precipitação química em ambiente ácido (pH 2,5...4,0) ou redutor (pH 0.
„0,4),
III' adsorção por matéria orgânica (plâncton, plantas, conchas, esqueletos de
animais), lb- absorção por fosfatos.
Em geral, o urânio não é quimicamente combinado com constituintes rochosos como o
potássio, mas está vagamente associado a componentes secundários (Rider, 1986).
Na sua maior parte, o urânio tem uma distribuição sedimentar muito heterogénea, é móvel
e pode ser utilizado como indicador ambiental (ver secção 5.3.4).
O tório tem sua origem principal em rochas ácidas e intermediárias. Mas comparado
com o urânio, é muito estável e geralmente não entra em solução.
Os minerais de tório e tório, portanto, ocorrem em sedimentos como grãos decriais.
Eles estão normalmente em minerais pesados estáveis, como zircão, torita, monazita,
epidoto e esfeno (Rider, 1986). O tório é encontrado em quantidades relativamente
elevadas na bauxita (solos residuais) e, entre os argilominerais, é mais abundante na
caulinita (de origem terrestre) do que nas giauconitas (de origem marinha).

Como resultado da alteração dos minerais de origem e processos relacionados, a argila


minerais mostram concentrações relativamente altas de U, Th e K.
Os minerais argilosos (e outros filossilicatos) mostram diferenças notáveis em suas
proporções de ThiK (Figura 5.2). Esta propriedade é recomendada para "identificação de
minerais argilosos" com base em medições espectrométricas de perfil gama (ver Fertl,
1979, 1983; Schlumberger, 1982; comparar seção 5.4).

Os registros de raios gama de contagem total têm sido utilizados rotineiramente na


perfilagem de poços e, portanto, é necessária uma calibração padronizada das unidades
de medição para criar perfis comparáveis. A instalação de calibração é a American Petroleum
Natural Radioactivity 113

Table 5.2), which also contain large quantities of U. However, the main portion
of Uranium is finely dispersed as submicroscopic, ill-defined microinclusions,
loosely bound on grain boundaries, fractures and internal surfaces; it can easily
be leached by weak acids (Haack, 1982). This causes the high mobility of
uranium under geological processes.
A description of abundance and geological processes of uranium and thorium is
given by Serra (1984) and Rider (1986).
Original uranium is generally associated with acid igneous rocks (the average
is about 4.65 ppm). It forms soluble salts, especially the uranyl ion (UO22t) and
is it present in this form in rivers and sea water. The salts are unstable and pass
easily out of solution.
From the water, uranium can be 'fixed' and pass into sediments in three
ways (Serra, 1984):
IP' chemical precipitation in acid (pH 2.5...4.0) or reducing (pH 0.„0.4)
environment,
III' adsorption by organic matter (plankton, plants, shells, animal skeletons),
lb- absorption by phosphates.
In general, uranium is not chemically combined with rock constituents like
potassium, but is loosely associated with secondary components (Rider, 1986).
For the most part, uranium has a very heterogeneous sedimentary distribution,
is movable, and can be used as an environmental indicator (see section 5.3.4).
Thorium has its main origin in acid and intermediate rocks. But compared
with uranium, it is very stable, and will not generally pass into solution.
Thorium and thorium minerals, therefore, occur in sediments as decrial grains.
They are typically in stable heavy minerals such as zircon, thorite, monazite,
epidote, and sphene (Rider, 1986). Thorium is found in relatively high amounts
in bauxite (residual soils), and among clay minerals, it is more abundant in
kaolinite (of terrestrial origin) than in giauconites (of marine origin).

As a result of alteration of the source minerals and related processes, clay


minerals show relatively high concentrations of U, Th, and K.
Clay minerals (and other phyllosilicates) show remarkable differences of
their ThiK ratios (Figure 5.2). This property is recommended for "clay mineral
identification" on the basis of spectrometric gamma log measurements (see
Fertl, 1979, 1983; Schlumberger, 1982; compare section 5.4).
The total-count gamma-ray logs have been utilized routinely in well
logging and so a standardized calibration of the measuring units is necessary to
create comparable logs. The calibration facility is the American Petroleum
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114 Propriedades Físicas das Rochas

Dispositivo do Instituto (API) em Houston, Texas. É brevemente descrito por


Hearst e Nelson (1985) da seguinte forma: "A instalação API é construída de
concreto com uma mistura de rádio para fornecer a série de decaimento '8U ,
minério de monazita como fonte de tório e mica como fonte de potássio (Belknap
et al., 1959).As concentrações, selecionadas para serem equivalentes ao dobro
daquelas de um xisto médio no continente central dos Estados Unidos, foram
determinadas como equivalentes a 4,07% K, 24,2 ppm Th e 13,1 ppm. U. Foi
desejado que a unidade registrada pelo perfil fosse tal que 100 unidades
correspondessem à deflexão registrada oposta a uma formação de xisto; portanto,
200 unidades de raios gama API são definidas como a diferença na taxa de
contagem registrada no concreto sem o radioativo aditivo e no concreto radioativo.

K-F
G

M, 3
1ml _
K, Chl
B

5 100 2 5 101 25 102


Thf K x 10-4
Figura 5.2. Th/K. proporção em minerais de feldspatos ricos em potássio (KF), glauconita
(G), muscovita (M), ilita (I), camada mista (MI), caulinita (K), clorita (Chl) e bauxita (B);
depois de Hassan (1976), conforme citado por Fertl (1979).

O padrão API é adequado para comparação qualitativa entre logs. No entanto,


às vezes é conveniente prever a resposta da ferramenta para concentrações
conhecidas de U, Th e K. Para este propósito, a taxa de contagem registrada por
uma sonda gama de contagem total é considerada linear e aditiva.
As contagens de cada tipo de fonte podem ser convertidas em concentração
equivalente de urânio:

J=k(aK+U+bTh) (5-6)

onde k é uma constante para uma determinada sonda, a é a concentração de U


(em ppm) que dará a mesma taxa de contagem total que 1% K, e b é a concentração
de U que dará a mesma taxa de contagem que 1 ppm º. Para um detector NaI de
dimensões 150 por 80 mm com limite de discriminação de 200 keV, o
114 Physical Properties of Rocks

Institute (API) device in Houston, Texas. It is briefly described by Hearst and


Nelson (1985) as follows: "The API facility is constructed of concrete with an
admixture of radium to provide the '8U decay series, monazite ore as a source
of thorium, and mica as a source of potassium (Belknap et al., 1959). The
concentrations, which are selected to be equivalent to twice those of an average
shale in the mid-continent United States, were determined to be equivalent to
4.07 % K, 24.2 ppm Th, and 13.1 ppm U. It was desired that the unit recorded
by the log be such that 100 units would correspond to the deflection recorded
opposite a shale formation; therefore, 200 API gamma-ray units are defined as
the difference in count rate recorded in concrete without the radioactive
admixture and in the radioactive concrete.
K- F
G
M, 3
1 ML

K,Chl
B

5 100 2 5 101 2 5 102


Thf K x 10 -4

Figure 5.2. Th/K. ratio in potassium-rich feldspars (K-F), glauconite (G), muscovite (M),
illite (I), mixed layer (MI), kaolinite (K), chlorite (Chl), and bauxite (B) minerals; after
Hassan (1976), as quoted by Fertl (1979).

The API standard is adequate for qualitative comparison between logs. It


is, however, sometimes convenient to predict tool response to known
concentrations of U, Th, and K. For this purpose the count rate recorded by a
total count gamma sonde is considered to be linear and additive.
The counts from each type of source can be converted to equivalent uranium
concentration:

J=k(aK+U+bTh) (5-6)
where k is a constant for a given sonde, a is the concentration of U (in ppm)
that will give the same total count rate as 1 % K, and b is the concentration of
U that will give the same count rate as 1 ppm Th. For an NaI detector of
dimensions 150 by 80 mm with a discrimination threshold of 200 keV, the
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Radioatividade Natural 115

o valor de a é 1,05 eb é 0,47 (IAEA, 1976). Alguns valores API e faixas de valores
para tipos de rochas selecionados são mostrados na Tabela 5.3.

Tabela 5.3. Valores API de raios gama para alguns minerais; S – dados da Schlumberger, 1989; H -
dados de uma Tabela de Hearst e Nelson (1985) feita com base em valores de Brom e Driedonks
(1981), Edmundson e Raymer (1979), Fertl e Frost (1980), Patchett (1975), Reeves (1981), Tixier e
Argel (1970)

Tipo de rocha Raio gama na API Ref.

Quartzo, Dolomita, Calcita (limpo) 0 H; S

Feldspatos
- Plagioclásio (Albita, Anortita) S
- Alcali f (Ortoclásio, Anortoclásio, . 0 220 S
Microclina)

Micas (moscovita, biotita) 270 S

Xisto 80...150 H

Argilas
Caulinita 80_130 S
Clorito 180...250 S
Ácaro 250...300 S
Montmorilonita 150,200 S

Evaporito
Silvite 500 H; S
Carnalita 200 H; S
Cainita 225 H
245 S
Polihalita 180 H
200 S
Langbeinita 275 H
290 • S

As antigas unidades equivalentes "micrograma equivalente de rádio por tonelada


de rocha" (gg Ra-equivIto) correspondem a cerca de 16,5 unidades API e
"microroentgen por hora" (tiR/h) a cerca de 7,2 unidades API (Bradel, 1985).
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116 Propriedades Físicas das Rochas

5.3. A abundância de urânio, tório e potássio nas rochas


- a radioatividade natural das rochas

5.3.1. Visão geral

A radioatividade natural das rochas é devida à contribuição dos três


componentes de radiação U, Th e K. As concentrações de U, Th e K variam
amplamente nas rochas da crosta terrestre como resultado da composição
mineral do tipo de rocha e da gênese da rocha. e meio ambiente. Os valores
médios para a crosta são mostrados na Tabela 5.4. Mais alguns valores
selecionados são apresentados na Tabela 5.5. Dados detalhados são publicados
por Haack (1982) e Clark (1966). A tabela também contém as relações KITh, KM e ThIU e a taxa de gera

Tabela 5.4. Valores médios do conteúdo de urânio, tório e potássio para a crosta terrestre após
Heier e Rogers, 1963 (H) e Prutkina e Saskin, 1975 (P)

Assunto Urânio ppm Tório ppm Potássio % Ref.

crosta da terrra 2,5 13 2,5 P


crosta da terrra 2,1 7,8 2,1 H
crosta oceânica 0,64 2,8 0,87 H
crosta continental 2,8 10 2,6 H

Tabela 5.5. Conteúdo médio de U, Th e K e taxa de geração de calor A de partes selecionadas da


crosta (dados de Haack, 1982).

Assunto EM Th KK/Th KAI Th./UA

ppm ppm % 103 103 10-6

SAG1•3

Continentes como um todo 1.6 6.3 1,64 2.6 10.1 3.9 1.01
Rochas intrusivas da
3.8 16 2,74 1.7 7.2 4.2 2,38
crosta superior
Escudo canadense
- arcaico 1,2 9,7 2,21 2.3 18,4 8,1 1.19
- proterocóico 2,2 13,6 2,80 2.1 12,7 6,2 1,78
Escudo Báltico e
Ucraniano, porão de
Plataforma russa 2.8 18 2,56 1.4 9.1 6.2 2.26
116 Physical Properties of Rocks

5.3. The abundance of uranium, thorium, and


potassium in rocks - the natural radioactivity
of rocks

5.3.1. Overview
The natural radioactivity of rocks is due to the contribution of the three
radiation components U, Th, and K. Concentrations of U, Th, and K vary
widely in crustal rocks as the result of the mineral composition of the rock type
and the rock genesis and environment. Mean values for the crust are shown in
Table 5.4. Some more selected values are given in Table 5.5. Detailed data are
published by Haack (1982) and Clark (1966). The table also contains the ratios
KITh, KM, and ThIU and the heat generation rate A (compare section 5.4).
Table 5.4. Mean values of the uranium, thorium, and potassium content for the earth' crust
after Heier and Rogers, 1963 (H) and Prutkina and Saskin, 1975 (P)
Subject Uranium ppm Thorium ppm Potassium % Ref.
Earth's crust 2.5 13 2.5 P
Earth's crust 2.1 7.8 2.1 H
Oceanic crust 0.64 2.8 0 87
, H
Continental crust 2.8 10 2.6 H

Table 5.5. Mean U, Th, and K contents and heat generation rate A of selected parts of the
crust (data from Haack, 1982).
Subject U Th K K/Th KAI Th./U A
ppm ppm % 103 103 10-6
WIT1•3

Continents as a whole 1.6 6.3 1.64 2.6 10.1 3.9 1.01


Intrusive rocks of the
3.8 16 2.74 1.7 7.2 4.2 2.38
upper crust
Canadian shield
- archaic 1.2 9.7 2.21 2.3 18.4 8.1 1.19
- proterocoic 2.2 13.6 2.80 2.1 12.7 6.2 1.78
Baltic and Ukrainian
shield, basement of
Russian platform 2.8 18 2.56 1.4 9.1 6.2 2.26
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Radioatividade Natural 117

Na prática, a radioatividade “integral ou total” é de interesse e fornece a base para


interpretação.
A radioatividade integral de uma rocha depende de
ÿ o conteúdo U, Th e K,
b.- a atividade específica de U, Th e K (isto significa a contribuição específica de
os elementos em relação à radiação integral),
1 0- as características do detector.

A Figura 5.3 mostra a tendência geral dos principais grupos rochosos.

Tipo de rocha radiação crescente -

Ígneo *- ::ácido
pedras -"'
r / básico •ic .

•••:,>--

deve.">>---- ' .
Sedimentar
pedras limpar

V - e vap ou é

Figura 5.3. Tendências gerais de variação da radioatividade natural

Dois comentários devem ser feitos aqui:


1) A radioatividade das rochas ígneas aumenta de rochas básicas para rochas ácidas,
2) A radioatividade das rochas sedimentares aumenta de “limpas” para “xistosas”
rochas, ou seja, com teor crescente de argila,

5.3.2 Rochas ígneas


Dentro de cada tipo de rocha, é típica uma ampla dispersão de conteúdos elementares
e radioatividade resultante (Tabela 5.6). Geralmente, descobrimos que as concentrações
de todos os três elementos nas rochas ígneas comuns são distintamente maiores
(cerca de 10 vezes) nas rochas ácidas do que nas ultrabásicas e seguem uma tendência do conteúdo de SiO2.
As exceções são as rochas feldspatoidais alcalinas, onde concentrações de U e Th
superiores a 100 ppm não são incomuns. Este tipo de rocha, no entanto, representa
apenas uma pequena fração das rochas ígneas da crosta terrestre (Hearst e Nelson,
1985).
Natural Radioactivity 117

In practice, the "integral or total" radioactivity is of interest and provides the


basis for interpretation.
The integral radioactivity of a rock depends on
► the U, Th, and K content,
b.- the specific activity of U, Th, and K (this means the specific contribution of
the elements with respect to the integral radiation),
10- the detector characteristics.

Figure 5.3 shows the general tendency for main rock groups.

Rock type increasing radiation -

Igneous *- ::acid
rocks r/bas•i c . -"'
•••:,>--

Sedimentary s h a l t ' .
.">>----
rocks clean

V-evaporites

Figure 5.3. General tendencies of variation of natural radioactivity

Two comments should be made here:


1) The radioactivity of igneous rocks increases from basic to acid rocks,
2) The radioactivity of sedimentary rocks increases from "clean" to "shaly"
rocks, i.e. with increasing clay content,

5.3.2 Igneous rocks


Within each rock type, a broad scatter of elemental contents and resulting
radioactivity is typical (Table 5.6 ). Generally, we find that concentrations of all
three elements in common igneous rocks are distinctly higher (about 10 times)
in acidic than in ultrabasic rocks and follow a trend of the SiO2 content.
Exceptions to this are the alkali feldspathoidal rocks, where U and Th
concentrations in excess of 100 ppm are not unusual. This rock type, however,
represents only a small fraction of crustal igneous rocks (Hearst and Nelson,
1985).

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