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CDC e Normas Correlatas 2ed p73-80

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matéria-prima ou mercadoria, em condições ao consumo ou por intermédio de outro em

impróprias ao consumo; que o preço ao consumidor é estabelecido ou


Pena – detenção, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, sugerido pelo fabricante ou concedente, o ato
ou multa. por este praticado não alcança o distribuidor
Parágrafo único. Nas hipóteses dos incisos ou revendedor.
II, III e IX pune-se a modalidade culposa,
reduzindo-se a pena e a detenção de 1/3 (um Art. 12. São circunstâncias que podem agravar
terço) ou a de multa à quinta parte. de 1/3 (um terço) até a metade as penas previs-
tas nos arts. 1o, 2o e 4o a 7o:
I – ocasionar grave dano à coletividade;
CAPÍTULO III – Das Multas II – ser o crime cometido por servidor pú-
blico no exercício de suas funções;
Art. 8o Nos crimes definidos nos arts. 1o a 3o III – ser o crime praticado em relação à
desta Lei, a pena de multa será fixada entre 10 prestação de serviços ou ao comércio de bens
(dez) e 360 (trezentos e sessenta) dias-multa, essenciais à vida ou à saúde.
conforme seja necessário e suficiente para
reprovação e prevenção do crime. Art. 13. (Vetado)
Parágrafo único. O dia-multa será fixado
pelo juiz em valor não inferior a 14 (quatorze) Art. 14. (Revogado)
nem superior a 200 (duzentos) Bônus do Te-
souro Nacional – BTN. Art. 15. Os crimes previstos nesta Lei são de
ação penal pública, aplicando-se-lhes o dispos-
Art. 9o A pena de detenção ou reclusão poderá to no art. 100 do Decreto-Lei no 2.848, de 7 de
ser convertida em multa de valor equivalente a: dezembro de 1940 – Código Penal.
I – 200.000 (duzentos mil) até 5.000.000
(cinco milhões) de BTN, nos crimes definidos Art. 16. Qualquer pessoa poderá provocar
no art. 4o; a iniciativa do Ministério Público nos crimes
II – 5.000 (cinco mil) até 200.000 (duzentos descritos nesta Lei, fornecendo-lhe por escrito
mil) BTN, nos crimes definidos nos arts. 5o e 6o; informações sobre o fato e a autoria, bem como
III – 50.000 (cinquenta mil) até 1.000.000 indicando o tempo, o lugar e os elementos de
(um milhão de BTN), nos crimes definidos convicção.
no art. 7o. Parágrafo único. Nos crimes previstos nesta
Lei, cometidos em quadrilha ou coautoria, o
Art. 10. Caso o juiz, considerado o ganho coautor ou partícipe que através de confissão
ilícito e a situação econômica do réu, verifique espontânea revelar à autoridade policial ou
a insuficiência ou excessiva onerosidade das judicial toda a trama delituosa terá a sua pena
penas pecuniárias previstas nesta Lei, poderá reduzida de um a dois terços.
diminuí-las até a décima parte ou elevá-las ao
décuplo. Art. 17. Compete ao Departamento Nacio-
nal de Abastecimento e Preços, quando e se
necessário, providenciar a desapropriação de
CAPÍTULO IV – Das Disposições Gerais estoques, a fim de evitar crise no mercado ou
colapso no abastecimento.
Art. 11. Quem, de qualquer modo, inclusive
Normas correlatas

por meio de pessoa jurídica, concorre para os Art. 18. (Revogado)


crimes definidos nesta Lei, incide nas penas a ...............................................................................
estes cominadas, na medida de sua culpabili-
dade. Art. 22. Esta Lei entra em vigor na data de
Parágrafo único. Quando a venda ao con- sua publicação.
sumidor for efetuada por sistema de entrega 117
Art. 23. Revogam-se as disposições em con- FERNANDO COLLOR – Jarbas Passarinho –
trário e, em especial, o art. 279 do Decreto-Lei Zélia M. Cardoso de Mello
no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código
Penal. Promulgada em 27/12/1990 e publicada no DOU
de 28/12/1990.
Brasília, 27 de dezembro de 1990; 169o da In-
dependência e 102o da República.
Código de Defesa do Consumidor

118
Decreto-Lei no 2.848/1940
Código Penal.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando �������������������������������������������������������������������������������


da atribuição que lhe confere o art. 180 da
Constituição, Fraude no comércio

DECRETA a seguinte Lei: Art. 175. Enganar, no exercício de atividade


������������������������������������������������������������������������������� comercial, o adquirente ou consumidor:
I – vendendo, como verdadeira ou perfeita,
PARTE ESPECIAL mercadoria falsificada ou deteriorada;
������������������������������������������������������������������������������� II – entregando uma mercadoria por outra:
Pena – detenção, de seis meses a dois anos,
TÍTULO II – Dos Crimes contra o ou multa.
Patrimônio § 1o Alterar em obra que lhe é encomendada
������������������������������������������������������������������������������� a qualidade ou o peso de metal ou substituir,
no mesmo caso, pedra verdadeira por falsa ou
CAPÍTULO VI – Do Estelionato e Outras por outra de menor valor; vender pedra falsa
Fraudes por verdadeira; vender, como precioso, metal
������������������������������������������������������������������������������� de outra qualidade:
Pena – reclusão, de um a cinco anos, e multa.
Duplicata simulada § 2o É aplicável o disposto no art. 155, § 2o.
�������������������������������������������������������������������������������
Art. 172. Emitir fatura, duplicata ou nota
de venda que não corresponda à mercadoria Rio de Janeiro, 7 de dezembro de 1940; 119o da
vendida, em quantidade ou qualidade, ou ao Independência e 52o da República.
serviço prestado.
Pena – detenção, de 2 (dois) a 4 (quatro) GETÚLIO VARGAS – Francisco Campos
anos, e multa.
Parágrafo único. Nas mesmas penas in- Decretado em 7/12/1940, publicado no DOU de
correrá aquele que falsificar ou adulterar a 31/12/1940 e retificado no DOU de 3/1/1941.
escrituração do Livro de Registro de Duplicatas.
Normas correlatas

119
Decreto no 8.771/2016
Regulamenta a Lei no 12.965, de 23 de abril de 2014, para tratar das hipóteses admitidas de
discriminação de pacotes de dados na internet e de degradação de tráfego, indicar procedimentos
para guarda e proteção de dados por provedores de conexão e de aplicações, apontar medidas de
transparência na requisição de dados cadastrais pela administração pública e estabelecer parâmetros
para fiscalização e apuração de infrações.

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da b) sejam destinados a grupos específicos


atribuição que lhe confere o art. 84, caput, inciso de usuários com controle estrito de admissão.
IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto
na Lei no 12.965, de 23 de abril de 2014,
CAPÍTULO II – Da Neutralidade de Rede
DECRETA:
Art. 3o A exigência de tratamento isonômico
de que trata o art. 9o da Lei no 12.965, de 2014,
CAPÍTULO I – Disposições Gerais deve garantir a preservação do caráter público
e irrestrito do acesso à internet e os fundamen-
Art. 1o Este Decreto trata das hipóteses ad- tos, princípios e objetivos do uso da internet
mitidas de discriminação de pacotes de dados no País, conforme previsto na Lei no 12.965,
na internet e de degradação de tráfego, indica de 2014.
procedimentos para guarda e proteção de dados
por provedores de conexão e de aplicações, Art. 4o A discriminação ou a degradação de
aponta medidas de transparência na requisição tráfego são medidas excepcionais, na medida
de dados cadastrais pela administração pública em que somente poderão decorrer de requisitos
e estabelece parâmetros para fiscalização e apu- técnicos indispensáveis à prestação adequada
ração de infrações contidas na Lei no 12.965, de de serviços e aplicações ou da priorização de
23 de abril de 2014. serviços de emergência, sendo necessário o
cumprimento de todos os requisitos dispostos
Art. 2o O disposto neste Decreto se destina no art. 9o, § 2o, da Lei no 12.965, de 2014.
aos responsáveis pela transmissão, pela comu-
tação ou pelo roteamento e aos provedores de Art. 5o Os requisitos técnicos indispensáveis
conexão e de aplicações de internet, definida à prestação adequada de serviços e aplicações
nos termos do inciso I do caput do art. 5o da devem ser observados pelo responsável de
Lei no 12.965, de 2014. atividades de transmissão, de comutação ou de
Parágrafo único. O disposto neste Decreto roteamento, no âmbito de sua respectiva rede,
Código de Defesa do Consumidor

não se aplica: e têm como objetivo manter sua estabilidade,


I – aos serviços de telecomunicações que segurança, integridade e funcionalidade.
não se destinem ao provimento de conexão de § 1o Os requisitos técnicos indispensáveis
internet; e apontados no caput são aqueles decorrentes de:
II – aos serviços especializados, entendidos I – tratamento de questões de segurança de
como serviços otimizados por sua qualidade redes, tais como restrição ao envio de mensa-
assegurada de serviço, de velocidade ou de se- gens em massa (spam) e controle de ataques de
gurança, ainda que utilizem protocolos lógicos negação de serviço; e
TCP/IP ou equivalentes, desde que: II – tratamento de situações excepcionais
a) não configurem substituto à internet em de congestionamento de redes, tais como rotas
120 seu caráter público e irrestrito; e
alternativas em casos de interrupções da rota II – comunicações necessárias para informar
principal e em situações de emergência. a população em situações de risco de desastre,
§ 2 o A Agência Nacional de Telecomu- de emergência ou de estado de calamidade
nicações – Anatel atuará na fiscalização e na pública.
apuração de infrações quanto aos requisitos Parágrafo único. A transmissão de dados
técnicos elencados neste artigo, consideradas nos casos elencados neste artigo será gratuita.
as diretrizes estabelecidas pelo Comitê Gestor
da Internet – CGIbr. Art. 9o Ficam vedadas condutas unilaterais ou
acordos entre o responsável pela transmissão,
Art. 6o Para a adequada prestação de serviços pela comutação ou pelo roteamento e os pro-
e aplicações na internet, é permitido o geren- vedores de aplicação que:
ciamento de redes com o objetivo de preservar I – comprometam o caráter público e irres-
sua estabilidade, segurança e funcionalidade, trito do acesso à internet e os fundamentos,
utilizando-se apenas de medidas técnicas os princípios e os objetivos do uso da internet
compatíveis com os padrões internacionais, no País;
desenvolvidos para o bom funcionamento da II – priorizem pacotes de dados em razão de
internet, e observados os parâmetros regula- arranjos comerciais; ou
tórios expedidos pela Anatel e consideradas as III – privilegiem aplicações ofertadas pelo
diretrizes estabelecidas pelo CGIbr. próprio responsável pela transmissão, pela co-
mutação ou pelo roteamento ou por empresas
Art. 7o O responsável pela transmissão, pela integrantes de seu grupo econômico.
comutação ou pelo roteamento deverá adotar
medidas de transparência para explicitar ao Art. 10. As ofertas comerciais e os modelos de
usuário os motivos do gerenciamento que cobrança de acesso à internet devem preservar
implique a discriminação ou a degradação de uma internet única, de natureza aberta, plural
que trata o art. 4o, tais como: e diversa, compreendida como um meio para
I – a indicação nos contratos de prestação a promoção do desenvolvimento humano,
de serviço firmado com usuários finais ou econômico, social e cultural, contribuindo para
provedores de aplicação; e a construção de uma sociedade inclusiva e não
II – a divulgação de informações referentes discriminatória.
às práticas de gerenciamento adotadas em seus
sítios eletrônicos, por meio de linguagem de
fácil compreensão. CAPÍTULO III – Da Proteção aos Registros,
Parágrafo único. As informações de que aos Dados Pessoais e às Comunicações
trata esse artigo deverão conter, no mínimo: Privadas
I – a descrição dessas práticas; SEÇÃO I – Da requisição de dados cadastrais
II – os efeitos de sua adoção para a qualidade
de experiência dos usuários; e Art. 11. As autoridades administrativas a que
III – os motivos e a necessidade da adoção se refere o art. 10, § 3o da Lei no 12.965, de 2014,
dessas práticas. indicarão o fundamento legal de competência
expressa para o acesso e a motivação para o
Art. 8o A degradação ou a discriminação pedido de acesso aos dados cadastrais.
decorrente da priorização de serviços de emer- § 1o O provedor que não coletar dados ca-
gência somente poderá decorrer de: dastrais deverá informar tal fato à autoridade
Normas correlatas

I – comunicações destinadas aos prestadores solicitante, ficando desobrigado de fornecer


dos serviços de emergência, ou comunicação tais dados.
entre eles, conforme previsto na regulamenta- § 2o São considerados dados cadastrais:
ção da Agência Nacional de Telecomunicações I – a filiação;
– Anatel; ou II – o endereço; e
121
III – a qualificação pessoal, entendida como acessado, inclusive para cumprimento do dis-
nome, prenome, estado civil e profissão do posto no art. 11, § 3o, da Lei no 12.965, de 2014; e
usuário. IV – o uso de soluções de gestão dos registros
§ 3o Os pedidos de que trata o caput devem por meio de técnicas que garantam a inviolabi-
especificar os indivíduos cujos dados estão lidade dos dados, como encriptação ou medidas
sendo requeridos e as informações desejadas, de proteção equivalentes.
sendo vedados pedidos coletivos que sejam § 1o Cabe ao CGIbr promover estudos e
genéricos ou inespecíficos. recomendar procedimentos, normas e padrões
técnicos e operacionais para o disposto nesse
Art. 12. A autoridade máxima de cada órgão artigo, de acordo com as especificidades e o
da administração pública federal publicará porte dos provedores de conexão e de aplicação.
anualmente em seu sítio na internet relatórios § 2o Tendo em vista o disposto nos incisos
estatísticos de requisição de dados cadastrais, VII a X do caput do art. 7o da Lei no 12.965, de
contendo: 2014, os provedores de conexão e aplicações
I – o número de pedidos realizados; devem reter a menor quantidade possível de
II – a listagem dos provedores de conexão dados pessoais, comunicações privadas e regis-
ou de acesso a aplicações aos quais os dados tros de conexão e acesso a aplicações, os quais
foram requeridos; deverão ser excluídos:
III – o número de pedidos deferidos e inde- I – tão logo atingida a finalidade de seu
feridos pelos provedores de conexão e de acesso uso; ou
a aplicações; e II – se encerrado o prazo determinado por
IV – o número de usuários afetados por tais obrigação legal.
solicitações.
Art. 14. Para os fins do disposto neste Decreto,
considera-se:
SEÇÃO II – Padrões de segurança e sigilo I – dado pessoal – dado relacionado à pessoa
dos registros, dados pessoais e comunicações natural identificada ou identificável, inclusive
privadas números identificativos, dados locacionais ou
identificadores eletrônicos, quando estes esti-
Art. 13. Os provedores de conexão e de apli- verem relacionados a uma pessoa; e
cações devem, na guarda, armazenamento e II – tratamento de dados pessoais – toda
tratamento de dados pessoais e comunicações operação realizada com dados pessoais, como
privadas, observar as seguintes diretrizes sobre as que se referem a coleta, produção, recepção,
padrões de segurança: classificação, utilização, acesso, reprodução,
I – o estabelecimento de controle estrito transmissão, distribuição, processamento,
sobre o acesso aos dados mediante a definição arquivamento, armazenamento, eliminação,
de responsabilidades das pessoas que terão pos- avaliação ou controle da informação, modi-
sibilidade de acesso e de privilégios de acesso ficação, comunicação, transferência, difusão
exclusivo para determinados usuários; ou extração.
Código de Defesa do Consumidor

II – a previsão de mecanismos de auten-


ticação de acesso aos registros, usando, por Art. 15. Os dados de que trata o art. 11 da
exemplo, sistemas de autenticação dupla para Lei no 12.965, de 2014, deverão ser mantidos
assegurar a individualização do responsável em formato interoperável e estruturado, para
pelo tratamento dos registros; facilitar o acesso decorrente de decisão judicial
III – a criação de inventário detalhado dos ou determinação legal, respeitadas as diretrizes
acessos aos registros de conexão e de acesso a elencadas no art. 13 deste Decreto.
aplicações, contendo o momento, a duração, a
identidade do funcionário ou do responsável Art. 16. As informações sobre os padrões
pelo acesso designado pela empresa e o arquivo de segurança adotados pelos provedores de
122 aplicação e provedores de conexão devem ser
divulgadas de forma clara e acessível a qual- consideradas as diretrizes do CGIbr, e deverão
quer interessado, preferencialmente por meio zelar pelo cumprimento da legislação brasileira,
de seus sítios na internet, respeitado o direito inclusive quanto à aplicação das sanções cabí-
de confidencialidade quanto aos segredos veis, mesmo que as atividades sejam realizadas
empresariais. por pessoa jurídica sediada no exterior, nos
termos do art. 11 da Lei no 12.965, de 2014.

CAPÍTULO IV – Da Fiscalização e da Art. 21. A apuração de infrações à Lei


Transparência no 12.965, de 2014, e a este Decreto atenderá
aos procedimentos internos de cada um dos
Art. 17. A Anatel atuará na regulação, na órgãos fiscalizatórios e poderá ser iniciada de
fiscalização e na apuração de infrações, nos ofício ou mediante requerimento de qualquer
termos da Lei no 9.472, de 16 de julho de 1997. interessado.

Art. 18. A Secretaria Nacional do Consumi- Art. 22. Este Decreto entra em vigor trinta
dor atuará na fiscalização e na apuração de dias após a data de sua publicação.
infrações, nos termos da Lei no 8.078, de 11 de
setembro de 1990. Brasília, 11 de maio de 2016; 195o da Indepen-
dência e 128o da República.
Art. 19. A apuração de infrações à ordem
econômica ficará a cargo do Sistema Brasileiro DILMA ROUSSEFF – Eugênio José Guilherme
de Defesa da Concorrência, nos termos da Lei de Aragão – André Peixoto Figueiredo Lima –
no 12.529, de 30 de novembro de 2011. João Luiz Silva Ferreira – Emília Maria Silva
Ribeiro Curi
Art. 20. Os órgãos e as entidades da admi-
nistração pública federal com competências Decretado em 11/5/2016 e publicado no DOU de
específicas quanto aos assuntos relacionados 11/5/2016 – Edição extra.
a este Decreto atuarão de forma colaborativa,

Normas correlatas

123
Decreto no 7.963/2013
Institui o Plano Nacional de Consumo e Cidadania e cria a Câmara Nacional das Relações de
Consumo.

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da serviços e instalações abertos ao público, de uso


atribuição que lhe confere o art. 84, caput, inciso público ou privados de uso coletivo, tanto na
VI, alínea “a”, da Constituição, zona urbana como na rural, por pessoa com
deficiência ou com mobilidade reduzida.
DECRETA:
Art. 3o São objetivos do Plano Nacional de
Art. 1 Fica instituído o Plano Nacional de
o
Consumo e Cidadania:
Consumo e Cidadania, com a finalidade de I – garantir o atendimento das necessidades
promover a proteção e defesa do consumidor dos consumidores;
em todo o território nacional, por meio da in- II – assegurar o respeito à dignidade, saúde
tegração e articulação de políticas, programas e segurança do consumidor;
e ações. III – estimular a melhoria da qualidade e o
Parágrafo único. O Plano Nacional de Con- desenho universal de produtos e serviços dis-
sumo e Cidadania será executado pela União ponibilizados no mercado de consumo;
em colaboração com Estados, Distrito Federal, IV – assegurar a prevenção e a repressão de
Municípios e com a sociedade. condutas que violem direitos do consumidor;
V – promover o acesso a padrões de produ-
Art. 2o São diretrizes do Plano Nacional de ção e consumo sustentáveis; e
Consumo e Cidadania: VI – promover a transparência e harmonia
I – educação para o consumo; das relações de consumo.
II – adequada e eficaz prestação dos serviços Parágrafo único. Para fins do disposto neste
públicos; Decreto, considera-se:
III – garantia do acesso do consumidor à I – desenho universal – concepção de pro-
justiça; dutos, ambientes, programas e serviços a serem
IV – garantia de produtos e serviços com usados por todas as pessoas, sem necessidade
padrões adequados de qualidade, segurança, de adaptação ou de projeto específico, incluídos
durabilidade, desempenho e acessibilidade; os recursos de tecnologia assistiva; e
V – fortalecimento da participação social na II – tecnologia assistiva – produtos, equipa-
defesa dos consumidores; mentos, dispositivos, recursos, metodologias,
VI – prevenção e repressão de condutas que estratégias, práticas e serviços que objetivem
violem direitos do consumidor; e promover a funcionalidade, relacionada à ativi-
Código de Defesa do Consumidor

VII – autodeterminação, privacidade, con- dade e à participação da pessoa com deficiência


fidencialidade e segurança das informações e ou com mobilidade reduzida, visando à sua
dados pessoais prestados ou coletados, inclusive autonomia, independência, qualidade de vida
por meio eletrônico. e inclusão social.
Parágrafo único. Para fins do disposto neste
Decreto, considera-se acessibilidade a possibi- Art. 4o São eixos de atuação do Plano Nacional
lidade e a condição de alcance para utilização, de Consumo e Cidadania:
com segurança e autonomia, de espaços, mo- I – prevenção e redução de conflitos;
biliários, equipamentos urbanos, edificações, II – regulação e fiscalização; e
transportes, informação e comunicação, inclu- III – fortalecimento do Sistema Nacional de
124 sive seus sistemas e suas tecnologias, e de outros Defesa do Consumidor.

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