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Contabilidade de Custos Fundamentos para o Concurseiro

O curso de Contabilidade de Custos oferece uma formação abrangente, desde conceitos básicos até tópicos avançados, preparando candidatos para concursos públicos. A disciplina é crucial para a compreensão de custos e suas aplicações em decisões gerenciais, além de ser frequentemente abordada em provas. O conteúdo inclui métodos de custeio, análise de custos e aplicações práticas, visando construir uma base sólida de conhecimento.

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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Contabilidade de Custos Fundamentos para o Concurseiro

O curso de Contabilidade de Custos oferece uma formação abrangente, desde conceitos básicos até tópicos avançados, preparando candidatos para concursos públicos. A disciplina é crucial para a compreensão de custos e suas aplicações em decisões gerenciais, além de ser frequentemente abordada em provas. O conteúdo inclui métodos de custeio, análise de custos e aplicações práticas, visando construir uma base sólida de conhecimento.

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Contabilidade de Custos:

Fundamentos para o
Concurseiro
Bem-vindos ao curso completo de Contabilidade de Custos voltado para
concursos públicos. Esta apresentação abordará desde conceitos básicos
até tópicos avançados frequentemente cobrados em provas de
concursos.

Preparamos um conteúdo objetivo e didático, com exemplos práticos e


dicas para memorização dos conceitos mais importantes. Ao final deste
estudo, você estará preparado para enfrentar questões de diferentes
níveis de complexidade sobre este tema fundamental.
Agenda do Curso
Conceitos Fundamentais
1
Definições e classificações essenciais

Métodos de Custeio
2
Direto, por Absorção, ABC e outros

Análise de Custos
3
Margem de contribuição e ponto de equilíbrio

Aplicações Práticas
4
Resolução de questões de concursos

Nossa jornada de aprendizado seguirá uma estrutura lógica e progressiva, partindo dos fundamentos até chegar às análises mais
complexas. Cada módulo foi cuidadosamente elaborado para construir uma base sólida de conhecimento, seguindo a sequência
mais comum de abordagem em provas de concursos.
Importância da
Contabilidade de Custos
Frequência em Complexidade
Concursos Estratégica
Tema recorrente em diversas Conhecimento que
bancas e níveis de cargos diferencia candidatos em
públicos questões de alto nível

Multidisciplinaridade
Conecta-se com contabilidade geral, administração e economia

A Contabilidade de Custos representa um diferencial significativo na


preparação para concursos na área fiscal, contábil e administrativa.
Dominar este tema não apenas aumenta suas chances de aprovação, mas
fornece uma base sólida para compreender outros conteúdos
relacionados que frequentemente aparecem nas provas.
Origens da Contabilidade de
Custos
1 Revolução Industrial
Surgimento da necessidade de controle de custos de
produção em larga escala

2 Século XX
Desenvolvimento de métodos científicos de controle e
alocação de custos

3 Era Contemporânea
Integração com sistemas informacionais e abordagens
estratégicas

A evolução da Contabilidade de Custos acompanhou as transformações


dos processos produtivos. O que começou como simples registro de
gastos com matéria-prima e mão de obra transformou-se em uma ciência
complexa, fundamental para a tomada de decisões gerenciais e
estratégicas nas organizações modernas.
Contabilidade de Custos: Objetivos

Mensuração Controle
Determinar o custo dos produtos, Fornecer dados para estabelecimento
serviços e processos de padrões e orçamentos

Informação Decisão
Subsidiar relatórios contábeis e Apoiar a administração nas escolhas
prestação de contas estratégicas

A Contabilidade de Custos transcende o simples registro de valores, constituindo um sistema de informações gerenciais que
atua como ponte entre a contabilidade financeira e a administração. Seus objetivos multifacetados permitem que as
organizações tomem decisões mais precisas e estratégicas.
Diferenças entre
Contabilidade Financeira,
Custos e Gerencial
Aspecto Contabilidade Contabilidade Contabilidade
Financeira de Custos Gerencial

Foco Registro do Apuração de Suporte à


patrimônio custos de decisão
produção

Usuários Externos Internos Internos


(investidores, (produção, (gestores,
credores) administraçã diretoria)
o)

Periodicidade Obrigatória e Conforme Sob demanda


regular necessidade
produtiva

Regulação Altamente Parcialmente Sem


regulada regulada regulação
externa

Embora interligadas, estas três ramificações da contabilidade possuem


objetivos distintos e complementares. A Contabilidade de Custos surgiu
como um desdobramento da Contabilidade Financeira, para
posteriormente fornecer bases para a Contabilidade Gerencial. Em
concursos públicos, é fundamental compreender as fronteiras e
intersecções entre estes campos.
Definições e Tipos de Gastos: Terminologia Básica
Gasto Desembolso Investimento
Sacrifício financeiro para obtenção Pagamento resultante da aquisição Gasto ativado em função de sua vida
de um produto ou serviço, de um bem ou serviço. Pode ocorrer útil ou de benefícios futuros. Todo
representado por entrega ou antes, durante ou após a entrada da custo é um gasto, mas nem todo
promessa de entrega de ativos compra, amortização de empréstimo gasto é classificado como custo.
(geralmente dinheiro). ou outra forma de obrigação.

A terminologia é o ponto de partida para o estudo da Contabilidade de Custos. Em concursos públicos, é comum questões
explorarem a correta classificação de um evento como gasto, desembolso ou investimento. A precisão conceitual é fundamental
para evitar armadilhas comuns nas provas.
Conceito de Custo
Definição Técnica
Custo é o gasto relativo a bem ou serviço utilizado na
produção de outros bens ou serviços. Está diretamente
relacionado à atividade produtiva da entidade.

Exemplos: matéria-prima consumida, mão de obra produtiva,


energia elétrica da fábrica, depreciação de máquinas de
produção.

Os custos são incorporados aos produtos e somente são


lançados contra o resultado quando da venda dos produtos
correspondentes. Representam a transformação de recursos
em novos produtos ou serviços.

A distinção entre custos e outros tipos de gastos é fundamental para a estruturação do sistema de informações contábeis. Em
questões de concursos, é comum a apresentação de situações-problema onde o candidato deve identificar corretamente quais
gastos classificam-se como custos dentro do contexto organizacional apresentado.
Conceito de Despesa
Definição
Gastos necessários para obter receitas

Registro Contábil
Lançadas diretamente no resultado

Exemplos
Salários administrativos, comissões, propaganda

As despesas são gastos consumidos direta ou indiretamente para a obtenção de receitas. Diferentemente dos custos, não estão
associadas ao processo produtivo, mas sim às atividades administrativas, comerciais e financeiras. Nas provas de concursos, é
crucial saber diferenciar claramente despesas de custos, pois seu tratamento contábil é distinto.
Outros Conceitos Importantes: Perda e
Desperdício
Perda Desperdício
Bem ou serviço consumido de forma anormal e involuntária. Gastos incorridos no processo produtivo ou na geração de
Não gera um novo bem ou serviço e nem receitas. Exemplos: receitas que podem ser eliminados sem prejuízo da
incêndios, obsolescência de estoque, materiais com prazo de qualidade ou quantidade dos bens, serviços ou receitas
validade vencido. geradas.

As perdas são lançadas diretamente no resultado do período, Representam ineficiência interna da entidade e podem estar
separadamente das despesas, pois não representam presentes tanto nos custos quanto nas despesas.
sacrifícios normais ou voluntários.

A distinção entre perdas normais (que são custos) e perdas anormais (que são lançadas diretamente como resultado negativo)
é particularmente relevante para concursos. Questões sobre este tema frequentemente exigem análise crítica e entendimento
das sutilezas conceituais.
Classificação dos Custos: Diretos e Indiretos

Custos Diretos Custos Indiretos


São aqueles que podem ser diretamente apropriados aos Não oferecem condição de uma medida objetiva,
produtos, bastando haver uma medida de consumo. Não necessitando de critérios de rateio para sua alocação aos
necessitam de critérios de rateio para serem atribuídos aos produtos.
produtos.
Exemplos: aluguel da fábrica, supervisão da produção,
Exemplos: matéria-prima, mão de obra direta, embalagens, manutenção, depreciação de equipamentos compartilhados.
componentes diretos.

A classificação entre custos diretos e indiretos está relacionada à facilidade de identificação com o produto. Um mesmo item
pode ser considerado direto em um processo produtivo e indireto em outro, dependendo da estrutura da empresa e da
relevância do custo.
Classificação dos Custos: Fixos e Variáveis

Custos Fixos Custos Variáveis


São aqueles cujo valor total não se altera proporcionalmente São aqueles que variam proporcionalmente ao volume de
ao volume de produção. Independem do nível de atividade, produção ou atividade. Quanto maior a quantidade
mantendo-se constantes dentro de determinada capacidade produzida, maior o custo variável total.
instalada.
Exemplos: matéria-prima, embalagens, comissões, energia
Exemplos: aluguel da fábrica, seguro, depreciação linear, elétrica da produção (em alguns casos).
salários de supervisores.
Custos Semifixos e Semivariáveis

Custos Semifixos Custos Semivariáveis


São custos que permanecem constantes dentro de certos São custos que possuem uma parcela fixa e outra variável,
intervalos de atividade, alterando-se em degraus quando oscilando em função do nível de atividade, mas não
estes limites são ultrapassados. Também chamados de custos proporcionalmente.
em degraus.
Exemplo: Conta de telefone com assinatura básica (fixa) e
Exemplo: Aluguel de máquinas adicionais quando a produção tarifação por minuto (variável).
ultrapassa determinada quantidade.

Estas classificações intermediárias são particularmente relevantes para análises gerenciais mais sofisticadas. Em concursos
públicos, é importante reconhecer estes conceitos e saber aplicá-los em situações práticas de decisão empresarial, como
análises de ponto de equilíbrio mais complexas.
Custos Primários e de Transformação
Custo do Produto
Combinação de todos os elementos

Custos de Transformação
MOD + CIF: convertem matéria-prima em produto

Custos Primários
MP + MOD: elementos básicos do produto

Os custos primários combinam materiais diretos com mão de obra direta, representando os insumos mais básicos e
identificáveis do produto. Já os custos de transformação englobam todos os esforços aplicados para converter a matéria-prima
em produto acabado (mão de obra direta e custos indiretos de fabricação).
Esquema de Apropriação de Custos

Apropriação dos Custos


Apropriação dos Custos Diretos Indiretos
Separação entre Custos e Alocação direta aos produtos, sem Utilização de bases de rateio para
Despesas necessidade de critérios de rateio, distribuição aos produtos, conforme
Primeira etapa do processo, separando através de medidas objetivas de critérios preestabelecidos que
gastos relacionados à produção (custos) consumo. representem da melhor forma possível o
daqueles relacionados às áreas consumo desses recursos.
administrativas, comerciais e financeiras
(despesas).

O processo de apuração de custos segue uma sequência lógica que parte da classificação dos gastos, passando pela
identificação daqueles que são incorporáveis aos produtos e culminando na aplicação de metodologias de distribuição dos
custos indiretos. A qualidade das informações em cada etapa afeta significativamente o resultado final.
Métodos de Custeio: Visão
Geral
Custeio por Absorção
Incorpora todos os custos de produção aos produtos

Custeio Variável/Direto
Aloca apenas os custos variáveis aos produtos

Custeio Baseado em Atividades (ABC)


Rastreia custos através das atividades realizadas

Custeio Padrão
Estabelece custos predeterminados para controle

Os métodos de custeio são diferentes abordagens para a atribuição de


custos aos produtos fabricados ou serviços prestados. Cada método
possui características específicas, vantagens e limitações. A escolha do
método mais adequado depende das necessidades informacionais da
empresa e dos objetivos da apuração de custos.
Custeio por Absorção:
Definição
Conceito Aceitação
Método que atribui aos Único método aceito pela
produtos todos os custos de legislação fiscal brasileira e
produção, tanto fixos quanto pelos Princípios Fundamentais
variáveis, diretos e indiretos. Os de Contabilidade para fins de
custos são "absorvidos" pelos avaliação de estoques.
produtos.

Característica Fundamental
Distingue custos (incorporados aos produtos) de despesas (lançadas
diretamente no resultado), respeitando o regime de competência.

O Custeio por Absorção é o método mais tradicional de custeio e segue a


lógica contábil básica. Sua principal vantagem é estar alinhado com os
princípios contábeis geralmente aceitos, o que o torna obrigatório para
fins de demonstrações financeiras externas e apuração de impostos sobre
o lucro.
Custeio por Absorção:
Procedimentos
Separação entre Custos e Despesas
Identificação clara dos gastos relacionados à produção

Apropriação dos Custos Diretos


Alocação direta aos produtos com base no consumo

Rateio dos Custos Indiretos


Distribuição proporcional utilizando bases apropriadas

Apuração do Custo Total


Soma dos custos diretos e indiretos alocados

A implementação do Custeio por Absorção requer rigor metodológico e


consistência na aplicação dos critérios de rateio. A qualidade das
informações de custos geradas depende diretamente da adequação dos
critérios utilizados para a distribuição dos custos indiretos.
Custeio por Absorção: Vantagens e Desvantagens
Vantagens Desvantagens
Atende à legislação fiscal e aos princípios contábeis Utiliza critérios de rateio por vezes arbitrários para os

Apropria todos os custos de produção aos produtos custos indiretos

Reconhece a estrutura de custos completa na formação Pode distorcer análises gerenciais ao alocar custos fixos
do preço Não evidencia claramente a relação custo-volume-lucro

Permite apuração do resultado por produto com todos os Dificulta comparações e análises do efeito de oscilações
custos de volume

As limitações do Custeio por Absorção para fins gerenciais levaram ao desenvolvimento de métodos alternativos, como o
Custeio Variável. Entretanto, para concursos públicos, é fundamental compreender que o Custeio por Absorção é o único que
atende plenamente aos requisitos legais e aos princípios contábeis geralmente aceitos.
Custeio Direto ou Variável:
Definição
Conceito Central Finalidade Principal
Método que considera Fornecimento de
apenas os custos variáveis informações gerenciais para
como custos do produto; decisões de curto prazo e
custos fixos são tratados análise da relação custo-
como despesas do período volume-lucro

Status Legal
Não aceito pela legislação fiscal brasileira nem pelos princípios
contábeis para valoração de estoques e apuração de resultado

O Custeio Variável (também chamado de Custeio Direto) parte da


premissa de que os custos fixos são estruturais e existirão
independentemente do volume produzido. Assim, apenas os custos que
variam conforme a produção deveriam ser incorporados aos produtos,
enquanto os custos fixos seriam considerados do período.
Custeio Direto:
Funcionamento
Identificação dos Custos
Separação entre custos fixos e variáveis

Alocação aos Produtos


Apenas custos variáveis incorporados

Tratamento dos Custos Fixos


Lançados como despesas do período

Geração de Relatórios
Ênfase na margem de contribuição

No Custeio Variável, o valor dos estoques não absorve nenhuma parcela


dos custos fixos, sendo estes integralmente lançados no resultado do
período. Isso resulta em valores de estoque menores quando comparados
ao método por absorção, e um impacto mais imediato dos custos fixos no
resultado.
Custeio Variável: Vantagens e Desvantagens
Vantagens Desvantagens
Facilita a análise da relação custo-volume-lucro Não aceito pela legislação fiscal e contábil
Evidencia a margem de contribuição por produto Dificuldade na separação precisa entre custos fixos e

Elimina arbitrariedades nos rateios de custos fixos variáveis

Permite identificar produtos mais rentáveis Subestimação da importância dos custos fixos na
produção
Auxilia decisões de curto prazo, como aceitar pedidos
especiais Aplicabilidade limitada para decisões de longo prazo

O Custeio Variável tem aplicação predominantemente gerencial, especialmente em análises de viabilidade, formação de preços
promocionais e decisões sobre mix de produtos. Para concursos públicos, é importante compreender tanto suas vantagens
informacionais quanto suas limitações legais.
Comparação: Custeio por Absorção x Custeio
Variável
Aspecto Custeio por Absorção Custeio Variável

Custos considerados para os Todos os custos (fixos e variáveis) Apenas custos variáveis
produtos

Tratamento dos custos fixos Rateados aos produtos Lançados como despesas do período

Valor dos estoques Maior (inclui parcela dos custos fixos) Menor (só custos variáveis)

Resultado quando produção > vendas Maior lucro (custos fixos parcialmente Menor lucro (todos custos fixos no
estocados) resultado)

Aceitação fiscal/contábil Aceito Não aceito

Principal indicador Lucro bruto Margem de contribuição

As diferenças entre os dois métodos são particularmente evidentes quando há variação nos níveis de estoque entre períodos.
Em concursos públicos, questões envolvendo a reconciliação de resultados obtidos pelos dois métodos são bastante comuns e
exigem clara compreensão das diferenças conceituais.
Margem de Contribuição: Conceito e Aplicações
Decisões Estratégicas
Orientação para mix de produtos

Política de Preços
Base para definição de limites mínimos

Análise de Lucratividade
Identificação de produtos mais rentáveis

A Margem de Contribuição é o valor resultante da subtração dos custos e despesas variáveis da receita. Representa quanto
cada unidade vendida contribui para cobrir os custos e despesas fixas e, posteriormente, formar o lucro. É um conceito
fundamental no Custeio Variável e na análise CVL (Custo-Volume-Lucro).
Margem de Contribuição:
Fórmulas e Relações
MC Unitária
MC = Preço de Venda - (Custos Variáveis + Despesas Variáveis)

MC Percentual
MC% = (Margem de Contribuição ÷ Preço de Venda) × 100

MC Total
MCT = MC Unitária × Quantidade Vendida

A Margem de Contribuição pode ser expressa de diferentes formas,


dependendo da análise desejada. A margem unitária mostra o valor
absoluto que cada unidade contribui. A margem percentual facilita
comparações entre produtos de preços diferentes. Já a margem total
permite avaliar o impacto do volume nas decisões gerenciais.
Ponto de Equilíbrio: Conceito

Definição Importância Gerencial


Ponto de Equilíbrio é o nível de atividade (vendas ou Permite determinar o volume mínimo de operações para evitar
produção) em que a empresa não apresenta lucro nem prejuízos, orientar políticas de preços e promoções, avaliar
prejuízo, ou seja, quando a receita total iguala-se aos custos e viabilidade de novos produtos e planejar níveis de atividade.
despesas totais.

O conceito de Ponto de Equilíbrio é uma aplicação direta da análise de Custo-Volume-Lucro e está intrinsecamente ligado ao
Custeio Variável. Representa o "ponto zero" a partir do qual a empresa começa efetivamente a gerar lucro, após cobrir todos os
seus custos e despesas.
Tipos de Ponto de Equilíbrio
Ponto de Equilíbrio Contábil Ponto de Equilíbrio Ponto de Equilíbrio
(PEC) Econômico (PEE) Financeiro (PEF)
Nível de vendas necessário para Inclui, além dos custos e despesas Considera apenas os custos e
cobrir todos os custos e despesas contábeis, a remuneração mínima despesas que representam
contábeis, resultando em lucro zero. desejada sobre o capital investido desembolso financeiro, excluindo,
Não considera o custo de (custo de oportunidade). Resulta em por exemplo, a depreciação. Indica o
oportunidade do capital investido. lucro contábil, mas resultado volume de vendas necessário para
econômico zero. cobrir os desembolsos.

A escolha do tipo de Ponto de Equilíbrio a ser utilizado depende do objetivo da análise. O PEC é o mais comumente aplicado,
mas o PEE oferece uma visão mais completa ao incorporar o conceito de custo de oportunidade, enquanto o PEF é útil para
análises de fluxo de caixa.
Cálculo do Ponto de
Equilíbrio

PEC = CF& PEC = CF&


Ponto de Equilíbrio em Ponto de Equilíbrio em
Unidades Valor
CF = Custos e Despesas Fixas CF = Custos e Despesas Fixas
Totais MCu = Margem de Totais MC% = Percentual da
Contribuição Unitária Margem de Contribuição

PEE = (C&
Ponto de Equilíbrio
Econômico
CF = Custos e Despesas Fixas LM =
Lucro Mínimo Desejado MCu =
Margem de Contribuição Unitária

As fórmulas do Ponto de Equilíbrio derivam diretamente dos conceitos do


Custeio Variável e da Margem de Contribuição. Em concursos públicos, é
comum que sejam solicitados cálculos e interpretações de diferentes
cenários de Ponto de Equilíbrio, avaliando a capacidade do candidato de
aplicar corretamente estas fórmulas.
Ponto de Equilíbrio: Análise
Gráfica
Linha de Custos Fixos
Horizontal, independente do volume de vendas

Linha de Custos Variáveis


Cresce proporcionalmente ao volume

Linha de Receita
Cresce linearmente conforme as vendas

Ponto de Equilíbrio
Intersecção entre receita total e custo total

A representação gráfica do Ponto de Equilíbrio facilita a visualização das


relações entre custos, volume e resultado. À esquerda do ponto de
equilíbrio, tem-se a área de prejuízo; à direita, a área de lucro. A inclinação
da linha de receita em relação à linha de custos variáveis é determinada
pela margem de contribuição.
Margem de Segurança
Definição Fórmulas
A Margem de Segurança representa o quanto as vendas MS (unidades) = Vendas Atuais - Vendas no Ponto de
podem cair sem que a empresa entre na zona de prejuízo. É a Equilíbrio
diferença entre o volume atual de vendas e o volume no
MS (valor) = Receita Atual - Receita no Ponto de Equilíbrio
ponto de equilíbrio.
MS (%) = (MS em valor ÷ Receita Atual) × 100
Pode ser expressa em unidades, valor monetário ou
percentual, sendo esta última forma a mais útil para
comparações entre períodos ou entre diferentes empresas.

A Margem de Segurança é um indicador do risco operacional da empresa. Quanto maior a margem, menor o risco de a empresa
entrar em prejuízo devido a oscilações nas vendas. Em concursos, questões sobre este tema frequentemente exploram a
capacidade do candidato de calcular e interpretar corretamente este indicador.
Alavancagem Operacional

Maior Volume Maior Diluição


Aumento das vendas Custos fixos distribuídos

Alavancagem Maior Lucro


Efeito multiplicador Crescimento desproporcional

A Alavancagem Operacional mede o efeito de variações nas vendas sobre o lucro operacional. Representa o potencial de
ampliação do lucro a partir do aumento das vendas, devido à presença de custos fixos na estrutura de custos da empresa.
Quanto maior a participação de custos fixos, maior o grau de alavancagem operacional.
Alavancagem Operacional: Cálculo e Aplicações
Fórmula de Cálculo Interpretação
GAO = Variação Percentual do Lucro ÷ Variação Percentual GAO = 2: uma variação de 10% nas vendas provoca
nas Vendas variação de 20% no lucro operacional

Quanto mais próximo a empresa opera do seu ponto de


GAO = Margem de Contribuição ÷ Lucro Operacional
equilíbrio, maior será seu GAO
Onde GAO é o Grau de Alavancagem Operacional GAO elevado indica maior sensibilidade do lucro às
variações de vendas (maior risco operacional)

O conceito de Alavancagem Operacional é particularmente relevante para empresas com alta proporção de custos fixos, como
indústrias de capital intensivo. Em concursos públicos, é importante não apenas saber calcular o GAO, mas também interpretar
seu significado em termos de risco e potencial de lucro.
Departamentalização: Conceito
Definição Finalidade Relação com o Custeio por
É a divisão da empresa em Minimizar a arbitrariedade nos Absorção
departamentos para melhor controle rateios de custos indiretos, É uma evolução do custeio por
de custos e resultados. Permite a proporcionando informações mais absorção básico, mantendo seus
apropriação mais precisa dos custos acuradas sobre o custo dos princípios fundamentais, mas
indiretos aos produtos através de produtos e o desempenho dos refinando o processo de apropriação
uma alocação em duas etapas. diversos setores da empresa. dos custos indiretos.

A departamentalização reconhece que os custos indiretos, embora não possam ser diretamente identificados com os produtos,
frequentemente estão associados a departamentos específicos. Ao alocar primeiro os custos aos departamentos e depois aos
produtos, obtém-se uma distribuição mais lógica e menos arbitrária.
Tipos de Departamentos
Departamentos de Produção Departamentos de Serviços
São aqueles por onde os produtos passam fisicamente e Não trabalham diretamente com os produtos, mas prestam
recebem esforço de transformação. Seus custos são serviços a outros departamentos. Seus custos são
apropriados diretamente aos produtos. transferidos para os departamentos de produção através de
critérios de rateio.
Exemplos: Corte, Montagem, Pintura, Acabamento.
Exemplos: Manutenção, Almoxarifado, Controle de Qualidade,
Administração da Fábrica.

A distinção entre departamentos de produção e de serviços é fundamental para o esquema de apropriação de custos na
departamentalização. Os custos dos departamentos de serviços são considerados indiretos em relação aos produtos e
precisam ser realocados para os departamentos de produção antes da apropriação final.
Esquema de Apropriação na Departamentalização
Separação entre Custos e Despesas
Identificação dos gastos relacionados à produção (custos) e aqueles relacionados à administração, vendas e finanças
(despesas).

Apropriação dos Custos Diretos aos Produtos


Alocação imediata dos custos identificáveis diretamente com os produtos (matéria-prima, embalagens, componentes
diretos).

Alocação dos Custos Indiretos aos Departamentos


Distribuição dos custos indiretos entre os departamentos de produção e de serviços, conforme critérios de rateio
adequados a cada tipo de custo.

Redistribuição dos Custos dos Departamentos de Serviços


Transferência dos custos acumulados nos departamentos de serviços para os departamentos de produção.

Apropriação Final aos Produtos


Distribuição dos custos acumulados nos departamentos de produção aos produtos que passaram por eles.
Critérios de Rateio na Departamentalização
Tipo de Custo Indireto Critério de Rateio para Exemplo de Aplicação
Departamentos

Aluguel da fábrica Área ocupada (m²) Departamento com 30% da área


recebe 30% do custo

Energia elétrica Potência instalada ou consumo Baseado na capacidade das máquinas


medido (kWh) ou medidores específicos

Depreciação de equipamentos Valor dos equipamentos em cada Proporcional ao investimento em


departamento ativos fixos

Manutenção Horas de manutenção ou número de Registro das intervenções realizadas


requisições em cada setor

Refeitório Número de funcionários Departamentos com mais pessoal


recebem maior parcela

A seleção de critérios de rateio adequados é essencial para a qualidade das informações geradas pela departamentalização. Um
bom critério deve refletir a relação causal entre o custo sendo distribuído e o fator que origina ou influencia este custo,
respeitando o princípio da proporcionalidade.
Métodos de Redistribuição dos Custos de
Departamentos de Serviços

Método Direto Método por Etapas (Sequencial) Método Recíproco (Matricial)


Os custos dos departamentos de Reconhece os serviços prestados entre Considera simultaneamente todos os
serviços são alocados diretamente aos departamentos de serviços, seguindo serviços prestados entre
departamentos de produção, sem uma sequência predeterminada. departamentos, inclusive os recíprocos.
considerar serviços prestados entre Geralmente começa pelo departamento Utiliza sistemas de equações para
departamentos de serviços. É o método que presta mais serviços aos outros e resolver as inter-relações complexas. É
mais simples, mas menos preciso. termina com aquele que recebe mais o método mais preciso, porém mais
serviços. complexo.
Vantagens e Limitações da Departamentalização
Vantagens Limitações
Redução da arbitrariedade nos rateios de custos indiretos Aumento da complexidade do sistema de custos
Melhor controle dos custos por áreas de responsabilidade Maior custo de implementação e manutenção
Informações mais precisas para avaliação de Permanência de algum grau de arbitrariedade nas
desempenho departamental alocações
Maior precisão no custeio dos produtos Possíveis dificuldades na definição de fronteiras claras
Identificação de ineficiências setoriais entre departamentos

Resistência à responsabilização por custos


departamentais

A departamentalização representa um avanço significativo em relação ao custeio por absorção básico, mas não elimina
completamente a subjetividade inerente à distribuição de custos indiretos. É uma solução intermediária entre métodos muito
simplificados e abordagens mais sofisticadas como o Custeio Baseado em Atividades (ABC).
Custeio ABC: Origem e
Motivação
Contexto Histórico Mudanças no
Desenvolvido na década de Ambiente Produtivo
1980, principalmente por Automação, diversificação
Robert Kaplan e Robin de produtos e aumento da
Cooper, como resposta às participação dos custos
limitações dos métodos indiretos na estrutura de
tradicionais custos

Problema Central
Distorções causadas pelos rateios simplistas de custos indiretos,
especialmente em empresas com grande variedade de produtos

O Custeio Baseado em Atividades (ABC) surgiu como resposta às


transformações no ambiente produtivo, que tornaram os métodos
tradicionais cada vez menos precisos. Com o aumento da automação e a
redução da mão de obra direta, os custos indiretos passaram a
representar parcela significativa dos custos totais, exigindo métodos mais
sofisticados de apropriação.
Custeio ABC: Premissas e Fundamentos
Produtos
Consomem atividades

Atividades
Consomem recursos

Recursos
Geram custos

O ABC parte da premissa de que não são os produtos que consomem recursos, mas sim as atividades. Os produtos, por sua vez,
consomem atividades. Essa visão em dois estágios permite identificar com maior precisão a relação de causa e efeito na
geração de custos. As atividades tornam-se o foco da gestão de custos, em vez dos departamentos ou produtos.
Elementos do Custeio ABC
Recursos
São os elementos econômicos aplicados ou utilizados no
desempenho das atividades. Representam a fonte dos custos
(pessoal, instalações, tecnologia, etc.).

Atividades
Representam as ações realizadas dentro da organização que
consomem recursos. São verbos que descrevem o que a empresa faz
(receber materiais, montar componentes, inspecionar produtos, etc.).

Direcionadores de Custos
São os fatores que determinam o consumo de recursos pelas
atividades (direcionadores de recursos) e o consumo de atividades
pelos produtos (direcionadores de atividades).

Objetos de Custo
São os elementos finais para os quais os custos são acumulados
(produtos, serviços, clientes, canais de distribuição, etc.).
Direcionadores de Custos no ABC
Direcionadores de Recursos Direcionadores de Atividades
Medem a quantidade de recursos consumidos por uma Medem a frequência e intensidade com que os produtos
atividade. Estabelecem a relação entre recursos e atividades consomem as atividades. Estabelecem a relação entre
no primeiro estágio da alocação de custos. atividades e objetos de custo no segundo estágio da
alocação.
Exemplos:
Exemplos:
Tempo dedicado (para custos de pessoal)
Área ocupada (para custos de instalações) Número de lotes (para atividades de setup)

Tempo de uso (para custos de equipamentos) Número de inspeções (para controle de qualidade)
Número de pedidos (para processamento de pedidos)

A seleção adequada dos direcionadores de custos é o ponto crítico na implementação do ABC. Um bom direcionador deve
apresentar forte correlação com o consumo de recursos ou atividades, ser facilmente mensurável e compreensível, e ter custo
de medição razoável em relação aos benefícios informacionais.
Etapas de Implementação do ABC
Identificação das Atividades Relevantes
Mapeamento dos processos e definição do escopo de atividades

Atribuição de Custos às Atividades


Utilizando direcionadores de recursos adequados

Identificação dos Direcionadores de Atividades


Determinação dos fatores que influenciam o consumo de cada atividade

Cálculo das Taxas por Direcionador


Divisão do custo da atividade pelo volume do direcionador

Alocação dos Custos aos Objetos


Multiplicação das taxas pelo consumo de atividades de cada objeto
Hierarquia de Atividades no ABC
Atividades de Nível Unitário
Executadas cada vez que uma unidade é produzida

Atividades de Nível de Lote


Executadas cada vez que um lote é processado

Atividades de Sustentação de Produto


3
Necessárias para manter produtos no portfólio

Atividades de Sustentação da Estrutura


Apoiam a organização como um todo

A classificação hierárquica das atividades permite compreender melhor a relação entre os custos e os diferentes níveis de
decisão gerencial. Atividades de nível unitário variam proporcionalmente à produção, enquanto atividades de sustentação da
estrutura são fixas e independentes do mix ou volume de produção, devendo ser analisadas de forma diferenciada.
ABC x Métodos Tradicionais: Principais Diferenças
Aspecto Métodos Tradicionais Custeio ABC

Foco Produtos e departamentos Atividades e processos

Visão dos custos Vertical (funcional) Horizontal (processos)

Direcionadores de custos Geralmente únicos e baseados em Múltiplos e relacionados à


volume complexidade

Tratamento de custos indiretos Rateio baseado em medidas de Rastreamento através de atividades


volume

Gestão Controle de custos Gestão de atividades

Hierarquia de custos Não considera diferentes níveis Identifica níveis hierárquicos

As diferenças fundamentais entre o ABC e os métodos tradicionais não estão apenas nas técnicas de alocação, mas na própria
concepção do que gera custos. O ABC reconhece a complexidade dos processos modernos e busca refletir isso na forma como
os custos são atribuídos aos produtos, fornecendo informações mais precisas para decisões estratégicas.
Vantagens e Limitações do ABC
Vantagens Limitações
Maior precisão no custeio de produtos e serviços Complexidade e alto custo de implementação e
complexos manutenção
Melhor compreensão das causas dos custos (visão de Necessidade de grande volume de dados
processos) Subjetividade na definição de algumas atividades e
Identificação de atividades que não agregam valor direcionadores
Suporte a decisões estratégicas (mix de produtos, Dificuldade de atualização em ambientes muito
precificação) dinâmicos
Base para aperfeiçoamento contínuo de processos Resistência cultural à mudança de paradigma

O ABC não é uma solução universal para todos os problemas de custeio. Sua adoção deve ser avaliada considerando as
características da empresa, a diversidade de produtos, a proporção de custos indiretos e a necessidade de informações
gerenciais mais precisas. Em muitos casos, uma implementação parcial ou híbrida pode oferecer um bom equilíbrio entre custos
e benefícios.
Custo Padrão: Definição e Objetivos
Conceito Finalidade Principal Outras Aplicações
É o custo determinado a priori, Servir como instrumento de Planejamento e orçamentação,
baseado em especificações do controle, permitindo comparação estimativas rápidas para tomada
produto e do processo produtivo, entre o padrão (ideal ou de decisão, avaliação de
representando quanto o produto esperado) e o real, para desempenho, simplificação de
deveria custar em condições identificação e análise de registros contábeis
normais de eficiência variações

O Custo Padrão não é propriamente um método de custeio, mas uma ferramenta de controle que pode ser aplicada em
conjunto com qualquer método (absorção, variável ou ABC). Sua essência está na predeterminação de valores de referência que
servirão para comparação com os resultados reais, permitindo uma gestão por exceção.
Tipos de Padrão
Padrão Ideal Padrão Corrente
Estabelecido considerando Baseado nas condições
condições perfeitas de normais de operação,
produção, sem ineficiências ou considerando níveis de
interrupções. Representa o eficiência e utilização de
máximo de eficiência teórica capacidade efetivamente
possível. alcançáveis.

É raramente alcançável na É mais realista e útil para


prática e pode gerar controle e motivação, pois
desmotivação por apresentar representa metas desafiadoras,
constantemente variações mas atingíveis.
desfavoráveis.

Padrão Estimado
Baseado em aproximações e médias históricas, com menor rigor
técnico. Representa mais uma expectativa do que efetivamente um
padrão.

É mais simples de estabelecer, mas menos eficaz como instrumento


de controle.
Estabelecimento de Padrões

Documentação e Comunicação
Padrões Monetários Registro formal dos padrões
Padrões Físicos Conversão dos padrões físicos em estabelecidos em fichas técnicas
Determinação das quantidades de valores monetários, através da aplicação detalhadas e divulgação ampla para
recursos necessárias para cada unidade de preços e taxas predeterminadas para todos os envolvidos no processo
de produto, como materiais diretos (kg, materiais, mão de obra e custos produtivo e na gestão de custos.
m², unidades) e mão de obra direta indiretos.
(horas).

O estabelecimento de padrões deve ser um processo multidisciplinar, envolvendo engenharia industrial, controle de qualidade,
compras, recursos humanos e contabilidade. Padrões bem fundamentados tecnicamente e adequadamente comunicados são
essenciais para a eficácia do sistema de custo padrão.
Análise das Variações: Materiais Diretos

Variação de Preço Variação de Quantidade


VP = (Preço Real - Preço Padrão) × Quantidade Real VQ = (Quantidade Real - Quantidade Padrão) × Preço Padrão

Mede o impacto das diferenças de preço dos materiais em Mede o impacto do uso de quantidades diferentes do padrão
relação ao padrão estabelecido. Responsabilidade geralmente estabelecido. Responsabilidade geralmente atribuída à
atribuída ao departamento de compras ou a fatores externos produção, controle de qualidade ou engenharia de processos.
de mercado.

A análise das variações de materiais permite identificar oportunidades de melhoria na gestão de compras e no controle do
consumo de materiais. Variações favoráveis (custo real menor que o padrão) são representadas com sinal positivo ou "F",
enquanto variações desfavoráveis (custo real maior que o padrão) são representadas com sinal negativo ou "D".
Análise das Variações: Mão de Obra Direta
Variação de Taxa Variação de Eficiência
VT = (Taxa Real - Taxa Padrão) × Horas Reais VE = (Horas Reais - Horas Padrão) × Taxa Padrão

Mede o impacto das diferenças nas taxas salariais em Mede o impacto do uso de tempo diferente do padrão
relação ao padrão. Pode ser influenciada por mudanças estabelecido. Reflete a produtividade da mão de obra e pode
salariais, uso de horas extras, contratação de mão de obra ser influenciada por treinamento, supervisão, motivação,
mais ou menos qualificada que o previsto. qualidade dos materiais e equipamentos.

A análise das variações de mão de obra direta fornece insights importantes sobre a gestão de recursos humanos na produção.
Variações de taxa geralmente estão relacionadas a decisões de remuneração e políticas de RH, enquanto variações de eficiência
refletem aspectos operacionais e de gestão da produção.
Análise das Variações: Custos Indiretos de
Fabricação

Variação de Gastos Variação de Eficiência


Diferença entre CIF reais e orçados Impacto do uso de mais ou menos
para o nível real de atividade horas que o padrão

Variação de Volume
Variação Total
Efeito da produção em nível diferente
Soma das três variações anteriores
do planejado

A análise das variações de CIF é mais complexa devido à natureza mista desses custos (fixos e variáveis) e à necessidade de
considerar o impacto do volume de produção. O método mais abrangente divide a variação total em três componentes,
permitindo uma análise mais precisa das causas e responsabilidades.
Produção Conjunta: Conceitos Básicos
Definição Custos Conjuntos Classificação dos Produtos
Produção conjunta ocorre quando, a São os custos incorridos antes do Co-produtos: produtos principais
partir de uma mesma matéria-prima ponto de separação, quando não é com valor de venda relevante.
ou processo produtivo, são obtidos possível identificar quanto pertence Subprodutos: produtos secundários
dois ou mais produtos diferentes, de a cada produto. Após o ponto de com valor de venda relativamente
forma simultânea e inevitável. separação, os custos são pequeno. Sucatas: resíduos com
identificáveis com produtos valor mínimo.
específicos.

A produção conjunta é comum em indústrias como petróleo, frigoríficos, laticínios, mineração e química. O grande desafio
contábil é a alocação dos custos conjuntos aos diversos produtos obtidos, uma vez que estes custos são indivisíveis por
natureza.
Métodos de Alocação de Custos Conjuntos

Método do Valor de Mercado Método das Quantidades Físicas Método da Média Ponderada
Aloca os custos conjuntos Aloca os custos conjuntos Combina fatores de quantidade física
proporcionalmente ao valor de venda proporcionalmente às quantidades com fatores de valor, criando um índice
dos co-produtos no ponto de físicas dos co-produtos (peso, volume, ponderado para alocação. Busca
separação. Baseia-se na premissa de etc.). Assume que o esforço produtivo é equilibrar as limitações dos métodos
que produtos com maior valor de venda proporcional à quantidade física. anteriores.
devem absorver mais custos.
Valor relativo = (Quantidade física do
Valor relativo = (Valor de venda do produto ÷ Quantidade total) × Custo
produto ÷ Valor total) × Custo conjunto conjunto
Tratamento de Subprodutos e Sucatas
Método da Receita Líquida Método do Lucro Bruto
O valor de venda dos subprodutos, líquido de eventuais Semelhante ao anterior, mas considera uma margem de lucro
custos adicionais de processamento e venda, é tratado como bruto para o subproduto, sendo apenas o restante da receita
uma redução do custo dos produtos principais. tratado como redução dos custos dos produtos principais.

Este método não reconhece qualquer parcela dos custos Para sucatas, o procedimento mais comum é o
conjuntos como pertencente aos subprodutos, tratando sua reconhecimento do valor líquido de venda como "Outras
receita apenas como um "crédito" para os co-produtos. Receitas" ou como redução do custo dos produtos principais,
dependendo da materialidade dos valores.

O tratamento contábil de subprodutos e sucatas deve considerar a materialidade dos valores envolvidos e a consistência com
as políticas contábeis da empresa. Em concursos públicos, é importante conhecer as diferentes abordagens possíveis e saber
aplicá-las em situações específicas.

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