Contabilidade de Custos Fundamentos para o Concurseiro
Contabilidade de Custos Fundamentos para o Concurseiro
Fundamentos para o
Concurseiro
Bem-vindos ao curso completo de Contabilidade de Custos voltado para
concursos públicos. Esta apresentação abordará desde conceitos básicos
até tópicos avançados frequentemente cobrados em provas de
concursos.
Métodos de Custeio
2
Direto, por Absorção, ABC e outros
Análise de Custos
3
Margem de contribuição e ponto de equilíbrio
Aplicações Práticas
4
Resolução de questões de concursos
Nossa jornada de aprendizado seguirá uma estrutura lógica e progressiva, partindo dos fundamentos até chegar às análises mais
complexas. Cada módulo foi cuidadosamente elaborado para construir uma base sólida de conhecimento, seguindo a sequência
mais comum de abordagem em provas de concursos.
Importância da
Contabilidade de Custos
Frequência em Complexidade
Concursos Estratégica
Tema recorrente em diversas Conhecimento que
bancas e níveis de cargos diferencia candidatos em
públicos questões de alto nível
Multidisciplinaridade
Conecta-se com contabilidade geral, administração e economia
2 Século XX
Desenvolvimento de métodos científicos de controle e
alocação de custos
3 Era Contemporânea
Integração com sistemas informacionais e abordagens
estratégicas
Mensuração Controle
Determinar o custo dos produtos, Fornecer dados para estabelecimento
serviços e processos de padrões e orçamentos
Informação Decisão
Subsidiar relatórios contábeis e Apoiar a administração nas escolhas
prestação de contas estratégicas
A Contabilidade de Custos transcende o simples registro de valores, constituindo um sistema de informações gerenciais que
atua como ponte entre a contabilidade financeira e a administração. Seus objetivos multifacetados permitem que as
organizações tomem decisões mais precisas e estratégicas.
Diferenças entre
Contabilidade Financeira,
Custos e Gerencial
Aspecto Contabilidade Contabilidade Contabilidade
Financeira de Custos Gerencial
A terminologia é o ponto de partida para o estudo da Contabilidade de Custos. Em concursos públicos, é comum questões
explorarem a correta classificação de um evento como gasto, desembolso ou investimento. A precisão conceitual é fundamental
para evitar armadilhas comuns nas provas.
Conceito de Custo
Definição Técnica
Custo é o gasto relativo a bem ou serviço utilizado na
produção de outros bens ou serviços. Está diretamente
relacionado à atividade produtiva da entidade.
A distinção entre custos e outros tipos de gastos é fundamental para a estruturação do sistema de informações contábeis. Em
questões de concursos, é comum a apresentação de situações-problema onde o candidato deve identificar corretamente quais
gastos classificam-se como custos dentro do contexto organizacional apresentado.
Conceito de Despesa
Definição
Gastos necessários para obter receitas
Registro Contábil
Lançadas diretamente no resultado
Exemplos
Salários administrativos, comissões, propaganda
As despesas são gastos consumidos direta ou indiretamente para a obtenção de receitas. Diferentemente dos custos, não estão
associadas ao processo produtivo, mas sim às atividades administrativas, comerciais e financeiras. Nas provas de concursos, é
crucial saber diferenciar claramente despesas de custos, pois seu tratamento contábil é distinto.
Outros Conceitos Importantes: Perda e
Desperdício
Perda Desperdício
Bem ou serviço consumido de forma anormal e involuntária. Gastos incorridos no processo produtivo ou na geração de
Não gera um novo bem ou serviço e nem receitas. Exemplos: receitas que podem ser eliminados sem prejuízo da
incêndios, obsolescência de estoque, materiais com prazo de qualidade ou quantidade dos bens, serviços ou receitas
validade vencido. geradas.
As perdas são lançadas diretamente no resultado do período, Representam ineficiência interna da entidade e podem estar
separadamente das despesas, pois não representam presentes tanto nos custos quanto nas despesas.
sacrifícios normais ou voluntários.
A distinção entre perdas normais (que são custos) e perdas anormais (que são lançadas diretamente como resultado negativo)
é particularmente relevante para concursos. Questões sobre este tema frequentemente exigem análise crítica e entendimento
das sutilezas conceituais.
Classificação dos Custos: Diretos e Indiretos
A classificação entre custos diretos e indiretos está relacionada à facilidade de identificação com o produto. Um mesmo item
pode ser considerado direto em um processo produtivo e indireto em outro, dependendo da estrutura da empresa e da
relevância do custo.
Classificação dos Custos: Fixos e Variáveis
Estas classificações intermediárias são particularmente relevantes para análises gerenciais mais sofisticadas. Em concursos
públicos, é importante reconhecer estes conceitos e saber aplicá-los em situações práticas de decisão empresarial, como
análises de ponto de equilíbrio mais complexas.
Custos Primários e de Transformação
Custo do Produto
Combinação de todos os elementos
Custos de Transformação
MOD + CIF: convertem matéria-prima em produto
Custos Primários
MP + MOD: elementos básicos do produto
Os custos primários combinam materiais diretos com mão de obra direta, representando os insumos mais básicos e
identificáveis do produto. Já os custos de transformação englobam todos os esforços aplicados para converter a matéria-prima
em produto acabado (mão de obra direta e custos indiretos de fabricação).
Esquema de Apropriação de Custos
O processo de apuração de custos segue uma sequência lógica que parte da classificação dos gastos, passando pela
identificação daqueles que são incorporáveis aos produtos e culminando na aplicação de metodologias de distribuição dos
custos indiretos. A qualidade das informações em cada etapa afeta significativamente o resultado final.
Métodos de Custeio: Visão
Geral
Custeio por Absorção
Incorpora todos os custos de produção aos produtos
Custeio Variável/Direto
Aloca apenas os custos variáveis aos produtos
Custeio Padrão
Estabelece custos predeterminados para controle
Característica Fundamental
Distingue custos (incorporados aos produtos) de despesas (lançadas
diretamente no resultado), respeitando o regime de competência.
Reconhece a estrutura de custos completa na formação Pode distorcer análises gerenciais ao alocar custos fixos
do preço Não evidencia claramente a relação custo-volume-lucro
Permite apuração do resultado por produto com todos os Dificulta comparações e análises do efeito de oscilações
custos de volume
As limitações do Custeio por Absorção para fins gerenciais levaram ao desenvolvimento de métodos alternativos, como o
Custeio Variável. Entretanto, para concursos públicos, é fundamental compreender que o Custeio por Absorção é o único que
atende plenamente aos requisitos legais e aos princípios contábeis geralmente aceitos.
Custeio Direto ou Variável:
Definição
Conceito Central Finalidade Principal
Método que considera Fornecimento de
apenas os custos variáveis informações gerenciais para
como custos do produto; decisões de curto prazo e
custos fixos são tratados análise da relação custo-
como despesas do período volume-lucro
Status Legal
Não aceito pela legislação fiscal brasileira nem pelos princípios
contábeis para valoração de estoques e apuração de resultado
Geração de Relatórios
Ênfase na margem de contribuição
Permite identificar produtos mais rentáveis Subestimação da importância dos custos fixos na
produção
Auxilia decisões de curto prazo, como aceitar pedidos
especiais Aplicabilidade limitada para decisões de longo prazo
O Custeio Variável tem aplicação predominantemente gerencial, especialmente em análises de viabilidade, formação de preços
promocionais e decisões sobre mix de produtos. Para concursos públicos, é importante compreender tanto suas vantagens
informacionais quanto suas limitações legais.
Comparação: Custeio por Absorção x Custeio
Variável
Aspecto Custeio por Absorção Custeio Variável
Custos considerados para os Todos os custos (fixos e variáveis) Apenas custos variáveis
produtos
Tratamento dos custos fixos Rateados aos produtos Lançados como despesas do período
Valor dos estoques Maior (inclui parcela dos custos fixos) Menor (só custos variáveis)
Resultado quando produção > vendas Maior lucro (custos fixos parcialmente Menor lucro (todos custos fixos no
estocados) resultado)
As diferenças entre os dois métodos são particularmente evidentes quando há variação nos níveis de estoque entre períodos.
Em concursos públicos, questões envolvendo a reconciliação de resultados obtidos pelos dois métodos são bastante comuns e
exigem clara compreensão das diferenças conceituais.
Margem de Contribuição: Conceito e Aplicações
Decisões Estratégicas
Orientação para mix de produtos
Política de Preços
Base para definição de limites mínimos
Análise de Lucratividade
Identificação de produtos mais rentáveis
A Margem de Contribuição é o valor resultante da subtração dos custos e despesas variáveis da receita. Representa quanto
cada unidade vendida contribui para cobrir os custos e despesas fixas e, posteriormente, formar o lucro. É um conceito
fundamental no Custeio Variável e na análise CVL (Custo-Volume-Lucro).
Margem de Contribuição:
Fórmulas e Relações
MC Unitária
MC = Preço de Venda - (Custos Variáveis + Despesas Variáveis)
MC Percentual
MC% = (Margem de Contribuição ÷ Preço de Venda) × 100
MC Total
MCT = MC Unitária × Quantidade Vendida
O conceito de Ponto de Equilíbrio é uma aplicação direta da análise de Custo-Volume-Lucro e está intrinsecamente ligado ao
Custeio Variável. Representa o "ponto zero" a partir do qual a empresa começa efetivamente a gerar lucro, após cobrir todos os
seus custos e despesas.
Tipos de Ponto de Equilíbrio
Ponto de Equilíbrio Contábil Ponto de Equilíbrio Ponto de Equilíbrio
(PEC) Econômico (PEE) Financeiro (PEF)
Nível de vendas necessário para Inclui, além dos custos e despesas Considera apenas os custos e
cobrir todos os custos e despesas contábeis, a remuneração mínima despesas que representam
contábeis, resultando em lucro zero. desejada sobre o capital investido desembolso financeiro, excluindo,
Não considera o custo de (custo de oportunidade). Resulta em por exemplo, a depreciação. Indica o
oportunidade do capital investido. lucro contábil, mas resultado volume de vendas necessário para
econômico zero. cobrir os desembolsos.
A escolha do tipo de Ponto de Equilíbrio a ser utilizado depende do objetivo da análise. O PEC é o mais comumente aplicado,
mas o PEE oferece uma visão mais completa ao incorporar o conceito de custo de oportunidade, enquanto o PEF é útil para
análises de fluxo de caixa.
Cálculo do Ponto de
Equilíbrio
PEE = (C&
Ponto de Equilíbrio
Econômico
CF = Custos e Despesas Fixas LM =
Lucro Mínimo Desejado MCu =
Margem de Contribuição Unitária
Linha de Receita
Cresce linearmente conforme as vendas
Ponto de Equilíbrio
Intersecção entre receita total e custo total
A Margem de Segurança é um indicador do risco operacional da empresa. Quanto maior a margem, menor o risco de a empresa
entrar em prejuízo devido a oscilações nas vendas. Em concursos, questões sobre este tema frequentemente exploram a
capacidade do candidato de calcular e interpretar corretamente este indicador.
Alavancagem Operacional
A Alavancagem Operacional mede o efeito de variações nas vendas sobre o lucro operacional. Representa o potencial de
ampliação do lucro a partir do aumento das vendas, devido à presença de custos fixos na estrutura de custos da empresa.
Quanto maior a participação de custos fixos, maior o grau de alavancagem operacional.
Alavancagem Operacional: Cálculo e Aplicações
Fórmula de Cálculo Interpretação
GAO = Variação Percentual do Lucro ÷ Variação Percentual GAO = 2: uma variação de 10% nas vendas provoca
nas Vendas variação de 20% no lucro operacional
O conceito de Alavancagem Operacional é particularmente relevante para empresas com alta proporção de custos fixos, como
indústrias de capital intensivo. Em concursos públicos, é importante não apenas saber calcular o GAO, mas também interpretar
seu significado em termos de risco e potencial de lucro.
Departamentalização: Conceito
Definição Finalidade Relação com o Custeio por
É a divisão da empresa em Minimizar a arbitrariedade nos Absorção
departamentos para melhor controle rateios de custos indiretos, É uma evolução do custeio por
de custos e resultados. Permite a proporcionando informações mais absorção básico, mantendo seus
apropriação mais precisa dos custos acuradas sobre o custo dos princípios fundamentais, mas
indiretos aos produtos através de produtos e o desempenho dos refinando o processo de apropriação
uma alocação em duas etapas. diversos setores da empresa. dos custos indiretos.
A departamentalização reconhece que os custos indiretos, embora não possam ser diretamente identificados com os produtos,
frequentemente estão associados a departamentos específicos. Ao alocar primeiro os custos aos departamentos e depois aos
produtos, obtém-se uma distribuição mais lógica e menos arbitrária.
Tipos de Departamentos
Departamentos de Produção Departamentos de Serviços
São aqueles por onde os produtos passam fisicamente e Não trabalham diretamente com os produtos, mas prestam
recebem esforço de transformação. Seus custos são serviços a outros departamentos. Seus custos são
apropriados diretamente aos produtos. transferidos para os departamentos de produção através de
critérios de rateio.
Exemplos: Corte, Montagem, Pintura, Acabamento.
Exemplos: Manutenção, Almoxarifado, Controle de Qualidade,
Administração da Fábrica.
A distinção entre departamentos de produção e de serviços é fundamental para o esquema de apropriação de custos na
departamentalização. Os custos dos departamentos de serviços são considerados indiretos em relação aos produtos e
precisam ser realocados para os departamentos de produção antes da apropriação final.
Esquema de Apropriação na Departamentalização
Separação entre Custos e Despesas
Identificação dos gastos relacionados à produção (custos) e aqueles relacionados à administração, vendas e finanças
(despesas).
A seleção de critérios de rateio adequados é essencial para a qualidade das informações geradas pela departamentalização. Um
bom critério deve refletir a relação causal entre o custo sendo distribuído e o fator que origina ou influencia este custo,
respeitando o princípio da proporcionalidade.
Métodos de Redistribuição dos Custos de
Departamentos de Serviços
A departamentalização representa um avanço significativo em relação ao custeio por absorção básico, mas não elimina
completamente a subjetividade inerente à distribuição de custos indiretos. É uma solução intermediária entre métodos muito
simplificados e abordagens mais sofisticadas como o Custeio Baseado em Atividades (ABC).
Custeio ABC: Origem e
Motivação
Contexto Histórico Mudanças no
Desenvolvido na década de Ambiente Produtivo
1980, principalmente por Automação, diversificação
Robert Kaplan e Robin de produtos e aumento da
Cooper, como resposta às participação dos custos
limitações dos métodos indiretos na estrutura de
tradicionais custos
Problema Central
Distorções causadas pelos rateios simplistas de custos indiretos,
especialmente em empresas com grande variedade de produtos
Atividades
Consomem recursos
Recursos
Geram custos
O ABC parte da premissa de que não são os produtos que consomem recursos, mas sim as atividades. Os produtos, por sua vez,
consomem atividades. Essa visão em dois estágios permite identificar com maior precisão a relação de causa e efeito na
geração de custos. As atividades tornam-se o foco da gestão de custos, em vez dos departamentos ou produtos.
Elementos do Custeio ABC
Recursos
São os elementos econômicos aplicados ou utilizados no
desempenho das atividades. Representam a fonte dos custos
(pessoal, instalações, tecnologia, etc.).
Atividades
Representam as ações realizadas dentro da organização que
consomem recursos. São verbos que descrevem o que a empresa faz
(receber materiais, montar componentes, inspecionar produtos, etc.).
Direcionadores de Custos
São os fatores que determinam o consumo de recursos pelas
atividades (direcionadores de recursos) e o consumo de atividades
pelos produtos (direcionadores de atividades).
Objetos de Custo
São os elementos finais para os quais os custos são acumulados
(produtos, serviços, clientes, canais de distribuição, etc.).
Direcionadores de Custos no ABC
Direcionadores de Recursos Direcionadores de Atividades
Medem a quantidade de recursos consumidos por uma Medem a frequência e intensidade com que os produtos
atividade. Estabelecem a relação entre recursos e atividades consomem as atividades. Estabelecem a relação entre
no primeiro estágio da alocação de custos. atividades e objetos de custo no segundo estágio da
alocação.
Exemplos:
Exemplos:
Tempo dedicado (para custos de pessoal)
Área ocupada (para custos de instalações) Número de lotes (para atividades de setup)
Tempo de uso (para custos de equipamentos) Número de inspeções (para controle de qualidade)
Número de pedidos (para processamento de pedidos)
A seleção adequada dos direcionadores de custos é o ponto crítico na implementação do ABC. Um bom direcionador deve
apresentar forte correlação com o consumo de recursos ou atividades, ser facilmente mensurável e compreensível, e ter custo
de medição razoável em relação aos benefícios informacionais.
Etapas de Implementação do ABC
Identificação das Atividades Relevantes
Mapeamento dos processos e definição do escopo de atividades
A classificação hierárquica das atividades permite compreender melhor a relação entre os custos e os diferentes níveis de
decisão gerencial. Atividades de nível unitário variam proporcionalmente à produção, enquanto atividades de sustentação da
estrutura são fixas e independentes do mix ou volume de produção, devendo ser analisadas de forma diferenciada.
ABC x Métodos Tradicionais: Principais Diferenças
Aspecto Métodos Tradicionais Custeio ABC
As diferenças fundamentais entre o ABC e os métodos tradicionais não estão apenas nas técnicas de alocação, mas na própria
concepção do que gera custos. O ABC reconhece a complexidade dos processos modernos e busca refletir isso na forma como
os custos são atribuídos aos produtos, fornecendo informações mais precisas para decisões estratégicas.
Vantagens e Limitações do ABC
Vantagens Limitações
Maior precisão no custeio de produtos e serviços Complexidade e alto custo de implementação e
complexos manutenção
Melhor compreensão das causas dos custos (visão de Necessidade de grande volume de dados
processos) Subjetividade na definição de algumas atividades e
Identificação de atividades que não agregam valor direcionadores
Suporte a decisões estratégicas (mix de produtos, Dificuldade de atualização em ambientes muito
precificação) dinâmicos
Base para aperfeiçoamento contínuo de processos Resistência cultural à mudança de paradigma
O ABC não é uma solução universal para todos os problemas de custeio. Sua adoção deve ser avaliada considerando as
características da empresa, a diversidade de produtos, a proporção de custos indiretos e a necessidade de informações
gerenciais mais precisas. Em muitos casos, uma implementação parcial ou híbrida pode oferecer um bom equilíbrio entre custos
e benefícios.
Custo Padrão: Definição e Objetivos
Conceito Finalidade Principal Outras Aplicações
É o custo determinado a priori, Servir como instrumento de Planejamento e orçamentação,
baseado em especificações do controle, permitindo comparação estimativas rápidas para tomada
produto e do processo produtivo, entre o padrão (ideal ou de decisão, avaliação de
representando quanto o produto esperado) e o real, para desempenho, simplificação de
deveria custar em condições identificação e análise de registros contábeis
normais de eficiência variações
O Custo Padrão não é propriamente um método de custeio, mas uma ferramenta de controle que pode ser aplicada em
conjunto com qualquer método (absorção, variável ou ABC). Sua essência está na predeterminação de valores de referência que
servirão para comparação com os resultados reais, permitindo uma gestão por exceção.
Tipos de Padrão
Padrão Ideal Padrão Corrente
Estabelecido considerando Baseado nas condições
condições perfeitas de normais de operação,
produção, sem ineficiências ou considerando níveis de
interrupções. Representa o eficiência e utilização de
máximo de eficiência teórica capacidade efetivamente
possível. alcançáveis.
Padrão Estimado
Baseado em aproximações e médias históricas, com menor rigor
técnico. Representa mais uma expectativa do que efetivamente um
padrão.
Documentação e Comunicação
Padrões Monetários Registro formal dos padrões
Padrões Físicos Conversão dos padrões físicos em estabelecidos em fichas técnicas
Determinação das quantidades de valores monetários, através da aplicação detalhadas e divulgação ampla para
recursos necessárias para cada unidade de preços e taxas predeterminadas para todos os envolvidos no processo
de produto, como materiais diretos (kg, materiais, mão de obra e custos produtivo e na gestão de custos.
m², unidades) e mão de obra direta indiretos.
(horas).
O estabelecimento de padrões deve ser um processo multidisciplinar, envolvendo engenharia industrial, controle de qualidade,
compras, recursos humanos e contabilidade. Padrões bem fundamentados tecnicamente e adequadamente comunicados são
essenciais para a eficácia do sistema de custo padrão.
Análise das Variações: Materiais Diretos
Mede o impacto das diferenças de preço dos materiais em Mede o impacto do uso de quantidades diferentes do padrão
relação ao padrão estabelecido. Responsabilidade geralmente estabelecido. Responsabilidade geralmente atribuída à
atribuída ao departamento de compras ou a fatores externos produção, controle de qualidade ou engenharia de processos.
de mercado.
A análise das variações de materiais permite identificar oportunidades de melhoria na gestão de compras e no controle do
consumo de materiais. Variações favoráveis (custo real menor que o padrão) são representadas com sinal positivo ou "F",
enquanto variações desfavoráveis (custo real maior que o padrão) são representadas com sinal negativo ou "D".
Análise das Variações: Mão de Obra Direta
Variação de Taxa Variação de Eficiência
VT = (Taxa Real - Taxa Padrão) × Horas Reais VE = (Horas Reais - Horas Padrão) × Taxa Padrão
Mede o impacto das diferenças nas taxas salariais em Mede o impacto do uso de tempo diferente do padrão
relação ao padrão. Pode ser influenciada por mudanças estabelecido. Reflete a produtividade da mão de obra e pode
salariais, uso de horas extras, contratação de mão de obra ser influenciada por treinamento, supervisão, motivação,
mais ou menos qualificada que o previsto. qualidade dos materiais e equipamentos.
A análise das variações de mão de obra direta fornece insights importantes sobre a gestão de recursos humanos na produção.
Variações de taxa geralmente estão relacionadas a decisões de remuneração e políticas de RH, enquanto variações de eficiência
refletem aspectos operacionais e de gestão da produção.
Análise das Variações: Custos Indiretos de
Fabricação
Variação de Volume
Variação Total
Efeito da produção em nível diferente
Soma das três variações anteriores
do planejado
A análise das variações de CIF é mais complexa devido à natureza mista desses custos (fixos e variáveis) e à necessidade de
considerar o impacto do volume de produção. O método mais abrangente divide a variação total em três componentes,
permitindo uma análise mais precisa das causas e responsabilidades.
Produção Conjunta: Conceitos Básicos
Definição Custos Conjuntos Classificação dos Produtos
Produção conjunta ocorre quando, a São os custos incorridos antes do Co-produtos: produtos principais
partir de uma mesma matéria-prima ponto de separação, quando não é com valor de venda relevante.
ou processo produtivo, são obtidos possível identificar quanto pertence Subprodutos: produtos secundários
dois ou mais produtos diferentes, de a cada produto. Após o ponto de com valor de venda relativamente
forma simultânea e inevitável. separação, os custos são pequeno. Sucatas: resíduos com
identificáveis com produtos valor mínimo.
específicos.
A produção conjunta é comum em indústrias como petróleo, frigoríficos, laticínios, mineração e química. O grande desafio
contábil é a alocação dos custos conjuntos aos diversos produtos obtidos, uma vez que estes custos são indivisíveis por
natureza.
Métodos de Alocação de Custos Conjuntos
Método do Valor de Mercado Método das Quantidades Físicas Método da Média Ponderada
Aloca os custos conjuntos Aloca os custos conjuntos Combina fatores de quantidade física
proporcionalmente ao valor de venda proporcionalmente às quantidades com fatores de valor, criando um índice
dos co-produtos no ponto de físicas dos co-produtos (peso, volume, ponderado para alocação. Busca
separação. Baseia-se na premissa de etc.). Assume que o esforço produtivo é equilibrar as limitações dos métodos
que produtos com maior valor de venda proporcional à quantidade física. anteriores.
devem absorver mais custos.
Valor relativo = (Quantidade física do
Valor relativo = (Valor de venda do produto ÷ Quantidade total) × Custo
produto ÷ Valor total) × Custo conjunto conjunto
Tratamento de Subprodutos e Sucatas
Método da Receita Líquida Método do Lucro Bruto
O valor de venda dos subprodutos, líquido de eventuais Semelhante ao anterior, mas considera uma margem de lucro
custos adicionais de processamento e venda, é tratado como bruto para o subproduto, sendo apenas o restante da receita
uma redução do custo dos produtos principais. tratado como redução dos custos dos produtos principais.
Este método não reconhece qualquer parcela dos custos Para sucatas, o procedimento mais comum é o
conjuntos como pertencente aos subprodutos, tratando sua reconhecimento do valor líquido de venda como "Outras
receita apenas como um "crédito" para os co-produtos. Receitas" ou como redução do custo dos produtos principais,
dependendo da materialidade dos valores.
O tratamento contábil de subprodutos e sucatas deve considerar a materialidade dos valores envolvidos e a consistência com
as políticas contábeis da empresa. Em concursos públicos, é importante conhecer as diferentes abordagens possíveis e saber
aplicá-las em situações específicas.